quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Os Campos do "Sotero"

     Sotero Correa de Moraes é um dos primeiros povoadores de Aceguá. Ali se estabeleceu por volta do ano de 1790, quando esta região ainda pertencia ao Vice-Reino do Prata. Seus campos se localizavam abaixo do Passo do Valente, margem esquerda do Rio Negro, entre o Banhado do Seival (antigo nome do Banhado dos Gabriéis) e o dito Rio Negro. Confrontava-se pelo norte e oeste com o Rio Negro, pelo sul com o Banhado do Seival (Gabriéis) e pelo leste com a Sucessão de Felisbina Francisca de Oliveira.
     Após o falecimento do Sotero Correa de Moraes, seus herdeiros venderam estes campos a Gabriel Rodrigues Nunes, nos anos de 1855 e 1859. Falecendo Gabriel, sua esposa Dona Belizária Vaz Nunes registrou e incorporou estes campos a parte de campo herdada de seu pai Leonardo José Vaz, formando sua Estância. Já no ano de 1895 os herdeiros de Belizária Vaz Nunes demarcaram e dividiram entre si estes mencionados Campos.

     Sotero Correa de Moraes era casado com Clara Barbosa de Camargo com que teve os filhos:
- João Sotero de Moraes.
- Maria Benedita de Moraes c/c Agostinho da Conceição Souza.
- João Antônio de Moraes.
- Alexandra Correa de Moraes c/c Sezefredo Suede de Camargo.
- Máximo Sotero de Moraes c/c Libânia Maria de Moraes.
- Manoel Sotero de Moraes.
- Antônio Correa de Moraes c/c Maria Angélica de Moraes.
- Domingos Correa de Moraes.
Existiram três ramos da "Família Moraes" na região de Aceguá, porém sem relação de parentesco imediata, tanto ascendente como descendente. São eles; os "Carlos de Moraes", os "Correa de Moraes" e os "Xavier de Moraes".
                                                       MAPA DOS CAMPOS DO SOTERO
      Gabriel Rodrigues Nunes era casado com a filha de Leonardo José Vaz, Dona Belizária Vaz Martins, com quem teve os seguintes filhos:
- Antônio Rodrigues Nunes.
- Boaventura Rodrigues Nunes.
- Januário Rodrigues Nunes c/c Juliana Rodrigues.
- Belizário Rodrigues Nunes c/c Joaquina Barcellos Nunes.
- Manoel Rodrigues Nunes c/c Anna Feliciana.
- Carolina Rodrigues Nunes c/c Francisco Silveira da Luz.
- Anna Júlia Rodrigues Nunes c/c Manoel Francisco Vaz.
- Jovita Rodrigues Nunes c/c Raymundo Raphael d'Ávila.
- Aníbal Rodrigues Nunes.
- Gabriel Rodrigues Nunes (filho)

FONTES DE PESQUISAS
Medição 768/1896 - Bagé, APERS
Nerci Nogueira - Arqv. Pessoal. 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

PORQUE AS ORIGENS DE BAGÉ NÃO ESTÃO EM DOM PEDRITO

        Pretendo demostrar com fatos e indícios que a origem do Primeiro Núcleo Populacional de Bagé não foi a atual Vila de São Sebastião, também conhecida como Torquato Severo e Coxilha de São Sebastião, no Município de Dom Pedrito. Mas sim na localidade conhecida como Guarda Velha, onde existe um Cemitério com o mesmo nome. E para tanto enumero os fatos e indícios a seguir:
  1. Não procedem as afirmações de alguns Autores de que a Guarda das Pedras seria o embrião da Guarda de São Sebastião e se localizaria onde hoje é a já citada Vila. pois esta Guarda das Pedras se localizava em Caçapava, junto ao Passo dos Enforcados. Como confirma as cartas de sesmarias de João Carneiro de Azevedo (ano 1790) e Antônio José de Almeida Bastos (ano 1802),  dois sesmeiros na localidade da já citada Guarda das Pedras.
  2. Também não é crível que Rafael Pinto Bandeira tenha acampado nesta localidade durante o cerco do Forte Santa Tecla, pois a já citada Vila fica a mais de 20 km do Forte, ainda mais considerando que os meios de transportes eram os cavalos e as carretas puxadas por bois.
  3. Também não procede a afirmação de que Pedro Fagundes de Oliveira tenha comandado alguma guarda na localidade desta Vila, até o ano de 1801. pois esta localidade pertencia à Espanha, cuja linha de limites era a estrada que seguia para as nascentes do Jaguary. Como confirma o Alferes Manoel Marques de Souza em seu requerimento de carta de sesmaria  (ano 1802).
  4. Também não é crível que Patrício Correia da Câmara, comandante da força armada que tomou esta região no ano de 1801, avançando os limites de fronteira para as costas dos Rios Negro e Santa Maria. Tenha "recuado" a Guarda (original) de São Sebastião para mais de 20 km da costa do Rio Negro, onde devia vigiar. Em vês de avançar, como fez com a Guarda de São Francisco. Também é no mínimo estranho coloca-la na área da já citada Guarda de São Francisco, que devia vigiar as costas do Santa Maria. Como relata a Carta de Patrício, datada de fevereiro de 1802, descrevendo as atribuições destas Guardas.
  5. Também não procede ser ali a original Coxilha de São Sebastião, mas sim a Coxilha do Andaluz, também chamada de Rodeio Colorado e Boqueirão do Santa Maria. Como informa as cartas de sesmarias de Manoel Antônio Severo (ano 1816) e Salvador dos Santos Jardim (ano 1814), sesmeiros desta localidade.
  6. A verdadeira e original Coxilha de São Sebastião faz parte da Serra de Santa Tecla, ao norte desta, seus campos faziam parte da Sesmaria de Pedro Fagundes de Oliveira e das Fazendas São Sebastião e São José, a primeira de José Martins Coelho e a segunda de José Antônio Alves. Conforme as Cartas de Sesmarias e Título de Compra destes três proprietários.
  7. Também não procede que os campos de Pedro Fagundes de Oliveira abrangiam o local da Vila e que destes campos teriam transladado a imagem de São Sebastião. Provam que seus campos não atingiam o local da já citada Vila, as cartas de sesmarias desta localidade. (Ver postagem deste Blog que traz como Título "A Sesmaria Perdida").
  8. Portanto acho bem provável que estejam confundindo a Guarda de São Sebastião  com uma guarda posta no ano de 1812, no Boqueirão do Santa Maria. Quando Pedro Fagundes de Oliveira era comandante do Distrito de São Sebastião. Conforme a Carta  de INSTRUÇÕES PARA O COMANDANTE QUE VAI GUARNECER O ACAMPAMENTO DE BAGÉ. Expedida por Dom Diogo de Souza, com data de, 7 de Setembro de 1812.
  9. Também é bem provável que a mudança da Guarda de São Sebastião, comunicada na Carta de Patrício Correia da Câmara, datada de, 5 de Fevereiro de 1802, tenha sido para o local onde fora o Forte de Santa Tecla, que nesta época era ocupado por uma guarda Espanhola. Pois lendo a "Sinopse Estatística do Município de Bagé", do IBGE - ano 1951, Pag. 05, nela encontra-se a seguinte afirmação: [...] Anos depois, em 1801, o "Porta-Estandarte" [...] Domingos José Gonçalves, [...] a incumbência de livrar as Missões do elemento Castelhano, o que fez, estabelecendo-se , após, no Forte Santa Tecla [...] e como prêmio por ato de bravura demonstrado na refrega [...] aos oficiais e praças, que se distinguiram na luta [...]. Segue uma lista de nomes onde aparece o nome de João Madeira. Este sesmeiro no Quebracho, que no requerimento de sua Carta de sesmaria, relata que ali habita desde o ano de 1803, nos campos avançados na Guerra de 1801. Também  lendo o Livro editado pela Academia Bageense de Letras, que tem o título de "História de Bagé do Século Passado", de autoria do Harry Rotermund, encontrei a mesma afirmação do episódio do "Porta-Estandarte". E no Livro "Ensayo Para Una Historia de Cerro Largo" de autoria de Germán Gil Villaamil, que relata um documento datado de 1793, onde relaciona e demonstra as guardas e acampamentos militares Espanhóis na fronteira, entre os anos de 1790/1810, onde cita a do Forte Santa Tecla. 
  10. Finalmente diante de todos os fatos e evidências demonstrados, me leva a afirmar e acreditar que não esta em Dom Pedrito a Origem do Primeiro Núcleo Populacional de Bagé, e nem o Oratório Original de São Sebastião. Acredito que foi no antigo Forte de Santa Tecla o local em que Patrício Correia da Câmara postou a Guarda de São Sebastião, após o ano de 1801. O que justifica pela proximidade o lento abandono do Oratório da Coxilha, situado na Fazenda de Pedro Fagundes de Oliveira. 
     Portanto espero contestações e novos fatos, fundamentados em provas originais e de fontes primárias, como as minhas, para engrandecer ainda mais a História de Bagé.
                                 Rincão dos Olhos d'Água, 11 de Novembro de 2013.
                                                       Nerci  Nogueira
     Obs. esta Postagem complementa a que tem por Titulo "A PRIMEIRA GUARDA DE SÃO SEBASTIÃO", postada no ano 2011.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

O PRIMEIRO MOINHO D'ÁGUA DE BAGÉ

     Poucos sabem onde se localizava o Primeiro Moinho d'Água de Bagé. Graças a umas pessoas velhas, que ali nasceram e tinham na lembrança a localização de antigas ruínas e também aos poucos documentos encontrados nos arquivos históricos, foi possível localizar com exatidão este histórico moinho. Que está localizado nas coordenadas: 31º12'00.81"S e 53º55'59.73"O, visto pelo Google Earth.  Esta localidade hoje fica dentro dos campos de uma estância, cujo dono nem suspeita que ali, naquele arroio e naquelas pedras, esteja um pedaço da história primordial de Bagé.
     Atendendo ao pedido dessas pessoas velhas e me unindo a elas, peço sinceramente aos meus descendentes e a vocês que neste momento estão lendo este texto, que valorize sua história, a história de Bagé, a história do Rio Grande do Sul. Pois pessoa sem histórico não passa de um número em alguma estatística, e mal comparando, seus descendentes poderão pensar que descendem de uma chocadeira. 
     O Primeiro Moinho d'Água de Bagé se localizava em um estreitamento do Arroio do Moinho que fica próximo as suas nascentes, na localidade conhecida como Rincão da São José, no Distrito dos Olhos d'Água. Foi construído por volta dos anos de 1807/1808, pela filha do Francisco da Silveira (o Chico da Azenha que deu nome ao Bairro da Azenha em Pôrto Alegre) Maria Antônia da Pureza, que era casada com José Antônio Alves, que além de sesmeiro foi fundador da Fazenda São José. O dito Moinho foi construído por mãos escravas e servia a fazenda e também prestava serviços aos demais. A autenticidade da existência deste Moinho, além de tantas outras, está no Inventário de José Antônio Alves no ano de 1823, quando relaciona as pedras (mó) novas e velhas e as ferragens deste Moinho. Este já dito Moinho ali permaneceu por muitos anos. Com a compra destes campos por Serafim de Souza Borges, por volta do ano de 1900. Este o adaptou a tração animal e o transferiu para a sede de sua chacra nestes campos. Atualmente o local deste antigo Moinho está coberto pelo mato do Arroio do Moinho e só resta às ruínas da taipa de pedra e a metade de uma pedra Mó encontrada próxima ao local do antigo Moinho, conforme mostra às fotos que tirei do local. 
                                        Ruínas da Taipa de Pedra do Primeiro Moinho d'Água de Bagé   



Metade de uma velha pedra Mó encontrada próxima ao antigo Moinho.
A direta, no mato, o local onde ficava o Velho Moinho. A direita, ao fundo, o bosque da tapera da sede da Fazenda São José. 

Arroio do Moinho
        
F o n t e s  de  P e s q u i s a s :
- Inventário de José Antonio Alves, ano 1823 - APERS.
         - Testamento de Maria Antônia da Pureza, ano 1830 - APERS.
                        - História Oral - Pedro Borges Nogueira, Olímpia Lobo Borges, Firmina Lobo Borges, Esmeraldo Moraes Nogueira e Serafim de Souza Borges,                                                                                                                                                                     

domingo, 26 de maio de 2013

Rincão do Contrato/Curral de Anna Correia

     Localizava-se nos antigos quinto e sétimo Distritos de Bagé, sua origem territorial é o chamado Trapézio de Bagé, território que pertenceu ao Uruguai até o ano de 1852. fazia parte de seus campos o Rincão da Ana Correia de Borba também chamado de Curral de Ana Correia. Suas confrontações Tinha pelo norte as  nascentes dos Rios Negro e Jaguarão Grande na Coxilhas de São Sebastião. (Bolena); Pelo sul com a confluência do Rio Jaguarão Grande com o Arroio  Jaguarão Chico; pelo leste com o Rio Jaguarão Grande e pelo oste com o Arroio Jaguarão Chico desde sua nascente na Coxilha Grande. Media este Rincão 157.500.000 braças quadradas.
No recorte com bordas brancas o Mapa dos Campos do Contrato
     As origem deste Rincão remontam ao ano de 1792  quando Dom José Francisco Ascué requer este Rincão como realengo, ao Governo do Vice-Reino do Prata em Montevidéu por ser nesta época Território deste Vice-Reino, obtendo mercê.
     No ano de 1805, Ascué assina um Contrato de Compra e venda deste Rincão a Domingos Gonçalves   Pereira, onde estipula a forma de pagamento em prestações. No decorrer deste prazo um procurador encarregado de pagar as prestações, foge com o dinheiro, impossibilitando a quitação e escritura definitiva deste Rincão. Anos mais tarde com o falecimento de Domingos Gonçalves Pereira, sua viúva Clara Joaquina de Freitas casou com Ignácio da Silva Cabral. Este que já sabia do Contrato, foi a Montevidéu como representante de sua esposa, enteados e filhos e quita a divida. Obtendo o Título definitivo dos Campos do Contrato. O título foi expedido no ano de  1822, pela então Junta Superior da Real Fazenda da Província Cisplatina do Reino Unido Portugal, Brasil e Algarves, que nesta época o dito Rincão fazia parte de seu território. Porém a família Gonçalves não consegui a totalidade dos campos deste Rincão, pois devido ao longo tempo em que ficou indeciso sua propriedade, diversas pessoas invadiram e se tornaram posseiros.
     Clara Joaquina de Freitas era natural de Rio Pardo, filha de Joaquim Manoel e de Ana de Jesus teve filhos com Domingos Gonçalves Pereira e Ignácio da Silva Cabral. 

Filhos com Domingos:
  • Maria de Paula Gonçalves Pereira c/c Luiz Mendes de Arruda.
  • Miguel Gonçalves c/c Anna Maria.
  • Manoel Gonçalves c/c Escolástica Maria.
  • Josefa Pereira Gonçalves viúva de José Martins Pereira c/c José Alves Pereira.
  • Maria Sinforoza Gonçalves c/c Pedro José Vieira.
  • Romualdo Narciso Gonçalves (*1811/Rincão do Contrato) c/c Caetana Marfiza Vieira.
Filhos com Ignácio da Silva Cabral:

  • Manoel Cabral
  • José da Silva Cabral c/c Clemencia Rodrigues Cabral.
     No ano de 1867 foi pedido a Medição deste Rincão do Contrato, na justiça de Bagé. por ter sido firmado o acordo de fronteira entre Brasil e Uruguai no ano de 1852, onde por Uti possidetis o Trapézio de Bagé passou a ser território Brasileiro. Neste processo de medição foi pedido a citação das seguintes pessoas entre herdeiros e interessados: José Facundo da Silva Tavares, Virgilina Vieira da Silva, Josepha Gonçalves, Maria Sinforoza, Pedro José Vieira, Clemência Rodrigues Cabral, Athanazilda c/c Manoel Vinhas, Agostinho Gonçalves de Oliveira c/c Anna Maria, Izidóro Gonçalves de Oliveira, Adelaide Gonçalves de Oliveira, Aníbal Gonçalves de Oliveira, Agapito Irineu Gonçalves de Oliveira, Comba Gonçalves de Oliveira, João Mendes de Arruda, Fructuoso  Mendes de Arruda, José Luiz Correia da Câmara, Anna Mendes de Arruda, Agapito Mendes de Arruda, Luiz Mendes de Arruda, Francisco Mendes de Arruda, Anna Pereira Fagundes, Manoela Machado, Rafael Machado, Manoel Machado, Jerônimo Machado, Romualdo Narciso Gonçalves, Antônio Lemos Gonçalves, Maria Dolores, Antônio Machado, Manoel de Souza Netto, Luiz Silveira da Luz, Ambrósio Pires, Cândido Garcia de Vasconcelos, Antônio Ramão Garcia, José Ferreira de Macedo, Joaquim Francisco da Rosa, José Antônio da Costa, José Rafael de Oliveira, José Correia da Silva Borba, Anna Correia, José Fredo Rodrigues Soares, Hipólito Soares da Silva, Francisco José de Souza, Maria Eufrásia de Moura, Rafaela de Mattos Netto, José de Souza Netto, Ismênia de Souza Netto, Elicia da Silva Soares, Manoel Amaro Barbosa, Maria José Rodrigues, Cipriano Rodrigues Barcelos, Mariano Mendes de Arruda, José Antônio da Rosa, Leopoldino Ramão Garcia e Maria Helena Rodrigues Soares.

     Nesta Medição surgiram varias estâncias, umas compradas como as de: José Ferreira de Macedo, José Correia da Silva e José Facundo da Silva Tavares. Outras herdadas como as de: Joséfa Pereira e Boaventura Gonçalves da Silva, e outras como posseiros, como os irmãos Netto. Destas entre outras descrevo quatro a seguir:

     A Estância de José Correia da Silva comprada de Luiz Mendes de Arruda no ano de 1822, que teria vendido campo muito maior do que teria direito na herança. Desta Estância surgiu o Rincão Ana Correia. Que ficou assim conhecido por ser o nome da esposa de José  Correia a Dona Anna Helena Correia de Borba.
     José Correia da Silva (*1791/+1834) e Anna Helena Correia de Borba (*1801/+1875) tiveram os seguintes filhos:
  • Ana Correia da Silva c/c o General Cipriano Joaquim Rodrigues Barcelos.
  • José Correia da Silva Borba c/c Cândida Juliana Dias.
  • Maria Helena Correia c/c Antero Rodrigues Soares.
  • Joaquim Correia da Silva c/c Felicidade Correia da Silva.
  • Delfina Correia de Borba c/c Boaventura Gonçalves da Silva
  • Maria Carolina Correia de Borba c/c Antônio da Silva Tavares.

Mapa do Rincão Anna Corrêa 

      A Estância de José Ferreira de Macedo foi comprada em 15 de Novembro de 1852, de Antônio José Luiz. Este havia comprado no ano de 1833 do casal Clara Joaquina de Freitas e Ignácio da Silva Cabral.
     José Ferreira de Macedo (*1793/+1864) era casado com Rita Ferreira Bandeira e é pai de:
  • Francisco Felix Ferreira de Macedo.
  • José Ferreira de Macedo Jr
  • Flaubiano Ferreira de Macedo.
  • Ana Ferreira de Macedo.
  • Manoela Ferreira de Macedo.
  • Feliciana Ferreira de Macedo.
  • Maria José Ferreira de Macedo.
  • Joaquim Ferreira de Macedo.
  • Rita Ferreira de Macedo.
     Na Medição dos campos desta Estância no ano de 1883, foram requeridas as citações das seguintes pessoas:
      Ignácio Ferreira, Pedro Ferreira, Mathildes Ferreira, Alzira Ferreira, Virgilina Ferreira, Camila Ferreira, Gervázio Ferreira, Henrique (Piaggio), Serafim Fernandes de Oliveira, Horácio Fernandes de Oliveira, Antônio Fernandes de Oliveira, Januário Bonilha, João Pompilho Brum, Joaquina Domingues de Quadros, Evaristo de Quadros, Eleutério de Quadros, Carolina de Quadros, Joaquina de Quadros, David de Quadros, Antônio Lima, João de Oliveira, Manoel dos Santos, Ciríaco Garcia, Delfina Moule, Vitalino Moule, Galdino Moule, Delfina Moule (filha), Lucinda Moule, Adelaide Moule, Mercedes Moule, Ramon Moule, Veríssimo Domingues, Maria Carolina de Souza, Francisco Pedro da Silva, João Batista da Rocha, Vicência da Rocha, Antônio da Rocha, Francisca da Rocha, Francisco Antônio Ramos, João Antônio Ramos, Ancelmo Batista da Rocha, Rufino Batista da Rocha, José Rodrigues Pinheiro Guerra, João Carneiro de Campos, Natalio Duarte, Lourenço Grafulha, Ritta Ferreira Grafulha e Florinda Rodrigues de Moura.

Mapa de Estância do José Ferreira de Macedo

      A Estância de José Facundo da Silva Tavares foi comprada no ano de 1852, de Thomazia Rodrigues Soares, que havia recebido como doação de Narciso Gonçalves no ano de 1851. O local desta Estância era conhecido como a ilha, na margem esquerda do Jaguarão Chico. José Facundo da Silva Tavares era casado com Virgilina Vieira da Silva com quem teve:
  • Adélia Vieira Tavares c/c José Simões Brasil.
  • Amélia Vieira Tavares.
  • João Facundo (Vieira Tavares).
    O Tenente Coronel José Facundo da Silva Tavares obteve do Império do Brasil no ano de 1888 permissão para localizar jazidas de carvão de pedra no Município de Bagé.


     A Estância de Domingos de Souza Netto foi medida amigavelmente pelos seus herdeiros no ano de 1870. Tinha como limites pelo norte duas sangas que nasciam na coxilha e desaguavam uma no Jaguarão Grande e a outra no Banhado Grande (Também conhecido como Jaguarão do Meio) e confrontava com João Garcia de Vasconcellos e Cândido Garcia de Vasconcellos. Pelo leste limitava-se com o Jaguarão Grande e confrontava com Maximiano Faustino Corrêa e Joaquim Cardoso Brum. Pelo oeste limitava-se com o Banhado Grande e confrontava com: Manoel de Souza Netto, Rafaela de Mattos Netto (viúva do Florisbelo de Souza Netto), José Facundo da Silva Tavares e herdeiros de Manoel Gonçalves de Oliveira. Pelo sul também com duas sangas que nascem na coxilha e desaguam uma no Jaguarão Grande e outra no Banhado Grande. *Obs. os Nettos tinham além desta outras estâncias nesta localidade, como se vê nestas confrontações.
     Domingos de Souza Netto era casado com Leonidia Angélica Barbosa Netto, com quem teve os seguintes filhos; 
  • Maria do Carmo Netto c/c o tio Manoel de Souza Netto. 
  • Maria da Conceição Netto Costa c/c José Antônio Costa.  
  • Antônio Barbosa Netto c/c Maria Joaquina Corrêa Netto.  
Mapa da Estância de Domingos de Souza Netto - 1870






Observação: Para melhor esclarecer, ressalto que existe dois locais com o nome "Contrato" nesta região. Um com o nome de Rincão do Contrato e outro com o nome de Estância do Contrato, o primeiro ficava entre o Jaguarão Chico e Jaguarão Grande, o segundo ficava entre o Candiota e o Jaguarão Grande.
FONTES:
Medições em Bagé nos anos de: 1852, 1867,1869, 1870 e 1883 - APERS.
Arquivo Pessoal: Nerci Nogueira.
Mapoteca do Museu Dom Diogo de Souza - Bagé/RS.
Arquivo Departamental de Cerro Largo/UY.
Atas II e IV do Tratado de Limites Brasil/Uruguai de 1851.

Contatos c/o Autor:
nercinogueira@gmail.com.
        

sábado, 4 de maio de 2013

A ESTÂNCIA DE MANOEL DO COUTO CARNEIRO

          Campo mais comprido que largo no sentido norte sul, situado entre a Coxilha Grande e a margem direita do Arroio Jaguarão Chico. Confrontando; pelo oeste com a Coxilha Grande; pelo norte com a Canhada do Salso que faz barra no Arroio Jaguarão Chico; pelo leste com o Arroio Jaguarão Chico; e pelo sul com a Canhada chamada de Ilha Grande que faz barra no Jaguarão Chico. Media cinco léguas espanholas de extensão.
          Manoel do Couto Carneiro comprou estes campos no ano de 1829, de José Vaz Bayão que havia comprado do casal João Baptista Berdum e Maria Gomes. No tempo em que estas terras pertenciam a Banda Oriental.

          Manoel do Couto Carneiro é filho de Domingos do Couto Carneiro e de Felícia Maria. Casou com Luciana Maria, esta filha de José Vaz e de Antônia Maria. O casal Manoel e Luciana Maria tiveram os seguintes filhos:
- Firmina do Couto Carneiro (*1801).
- Clara do Couto Vaz (*1803).
- Manoel do Couto Carneiro (filho) (*1804).
- Luciana do Couto Carneiro (*1806)
- Joaquim do Couto Carneiro c/c Firmina Moreira.
- Leocádia do Couto e Silva c/c Antônio de Paula e Silva.
- Luiz do Couto Carneiro (*1811).
- Belmira do Couto Carneiro (*1809) c/c João Moreira Paes.
- Felícia do Couto c/c Ignácio Alves Pereira.
       
           No ano de 1873 a requerimento de Luiz do Couto Carneiro, Ignácio Alves Pereira, Antônio de Paula e Silva e suas mulheres. Foram medidas judicialmente esta Estância, que confrontava com os campos de: Pedro dos Santos, Manoel Vaz Martins, Florentino Antônio dos Santos, João Vaz, João Gregório Vaz, Maria Joaquina Vaz, Manoel Pedro Vaz, Leonardo José Vaz, João Bibiano Ricardo, Lafayete Xavier de Moraes, Ismael Rodrigues Barcellos, Manoel Domingues Nunes, Manoel Jacinto Nunes, Eleutéria Ferreira de Moraes, Raimundo Carlos de Moraes, Antônio Beno, Pedro Duarte, Antônio José Vieira, Sezefredo José Rodrigues, José Facundo da Silva Tavares, Ambrósio Pires da Rosa, Agapito Ireno Gonçalves, Antônio Cardoso de Mattos, Hipólito Suares, Felizando José Rodrigues, Antônio Nunes Garcia, Paulino Monteiro, Manoel Pereira, Auta de Moura, Ana Xavier de Moraes, Ana Júlia de Moraes, Alípia Augusta de Moraes, Franklino Xavier de Moraes, Zeferino Xavier de Moraes, Constantino Lannes e a Viúva e herdeiros de Florisbello de Souza Netto.
 

          Também foram citados na Medição Judicial do ano de 1873 os co-proprietários: Manoel do Couto Carneiro, Clara do Couto Vaz, Manoel de Medina Martins, Manoel Vaz Martins, João Vaz, Florentino Antônio dos Santos, João Gregório Vaz, Maria Joaquina Vaz, Manoel Pedro Vaz, João Goudene, Pantaleão Pereira da Silva, Manoel Domingues Vaz e Manoel Jacinto Nunes.

Referencias:
Nerci Nogueira - Arquivo.
Medição 743/1875 - Bagé, APERS.

terça-feira, 5 de março de 2013

A IRMÃ DO PRESIDENTE DA PROVÍNCIA MORAVA EM BAGÉ

     Eufrázia Perpétua Rodrigues Braga era irmã de Antonio Rodrigues Braga, Presidente da Província de São Pedro do Rio Grande no biênio 1834/1835, que foi deposto pelos Farroupilhas quando da invasão de Porto Alegre.
     Eufrázia Perpetua Braga nasceu em Porto Alegre no ano de 1801 e faleceu em Bagé no ano de 1848. Filha de Custódio Martins Braga e de Felizarda Rosa de Lima, casou com Augusto José Nogueira Picanço  neto do sesmeiro José Antonio Alves, este, fundador e primeiro proprietário da Fazenda São José, localizada no Distrito de Olhos d'Água - Bagé/RS.
     Eufrázia e Augusto se estabeleceram na Fazenda São José por volta do ano de 1820, e constituíram  família, sendo seus filhos as seguintes pessoas:
- Anna Balbina Braga Nogueira (*1820) - casada com Bento Gonçalves de Mello.
- Boaventura Gervázio Braga Nogueira (*1821) .
- Januário Gervázio (*1821) - casado com Emília Gervázio Nogueira.
- Pacifico José (*1824) - casado com Eulália Fagundes Nogueira.
- Genuína Firmina (*1825).
- Augusto José Nogueira Junior (*1829) - casado com Benta Neves Nogueira.
- Maria Carolina (*1835) - Felício da Rosa.
- Marcolina (*1837) - casada com Felicíssimo Lemos da Silva.
- Deolinda (*1838) - casada com Simeão Soares de Oliveira.
- Virgínia (*1839) - casada com Feliciano Teixeira Machado.
- Felizanda (*1840) - casada com Felicíssimo Silva Lemos Filho.
- Claudina (*1841) - casada com José Zeferino Gomes Jardim.
- Bento José Nogueira (*1842).
- Eufrázio (*1846/+1850) - faleceu aos quatros anos.
     Eufrázia Perpétua Braga faleceu por complicações do parto no ano de 1848 em Bagé.

                                                Antônio Rodrigues Fernandes Braga
                                                                Presidente da Província  1834/1835