sábado, 14 de junho de 2014

Estância Dos Mouras - Bolena

     Os campos desta estância são parte dos campos avançados na guerra do ano de 1801, sua propriedade inicial foi disputada judicialmente entre o padre José Rodrigues de Assunção e Francisco Carneiro, saindo vencedor o Padre, que recebeu carta de sesmaria no ano de 1815.
      O padre José Rodrigues de Assunção (*1778/+ antes de 1851), hera Clérico da Igreja Matriz de Pelotas e no ano de 1824 foi chamado de "Clérico Negociador" pelo Cônego Visitador Antônio Vieira Soledade. O padre José, vendeu um rincão de campo a Manoel Francisco de Moura, porém não está bem claro se este rincão abrangia toda a sesmaria.
     Manoel Francisco de Moura e sua esposa Rosália Francisca Forma venderam partes destes campos em 1847 e 1853 a Ignácio Francisco de Moura, irmão do Manoel. O casal também vendeu campos a Manoel da Rosa Machado, este sogro de Ignácio Francisco de Moura.
     Originalmente esta Sesmaria situava-se entre os galhos do Candiota e dividia-se; por um lado com os herdeiros de Manoel José Machado e por outro lado com José de Aguiar Peixoto, este por uma vertente.
      No ano de 1900, Feliciana Faustina de Moura (viúva de José Francisco de Moura, este filho de Ignácio)  e outros, pediram medição judicial destes campos que chamavam de Fazenda do Seival. Feliciana hera co-proprietária destes campos com; Pedro Antônio de Moura, Antônio dos Santos Farias, João Alves de Oliveira, o interdito Ignácio Francisco de Moura, Silvana Praxedes de Moura, Felinto José de Moura, Hermínio José de Moura, Manoel Vitorino de Moura e Bernardina Moura Alves.
     Neste ano de 1900, estes co-proprietários tinham seus campos confinando com: Henrique José da Rosa, Antônio Alves de Oliveira, Manoel Francisco Lopes, Delfina Mulle (Mülle), Bernardina José da Mota, Jerônimo Antônio da Silva, Antônio dos Santos Faria, Urbano Soares de Azambuja, Bernardina Pinto Bandeira, (Eneias ?) Pinto Bandeira, Felipe Nero da Costa, Trajano Dias Fagundes, Antônio (Rosa ?) Brum e Gregório P. Madruga.

Mapa de 1901































     Hoje estes campos estão situados no Município de Candiota/RS.


REFERENCIAS;
Medições de Bagé - 1900 - APERS.
Arqv. NBN

Contato c/o Autor:
nercinogueira@gmail.com
nercinogueira@hotmail.com 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Estâncias da Figueira e Bom Sucesso - Bolena

     Estas estâncias são o embrião da localidade conhecida como Bolena.  Bolena que na verdade deveria se chamar "Encruzilhada", pois nela chegam às estradas; da Coxilha Grande que vem do Prata, de São Sebastião quem vem de Bagé, do Passo do Cassão que vem de Caçapava/Rio Pardo e a estrada do Baú que vem de Piratini/Canguçu/Rio Grande. E também nela as linhas de limites dos Tratados; de Madri que aqui fazia esquina e o de Santo Ildefonso que passava na sua estrada Baú/São Sebastião. E também nela três rios vem beber água, são eles; o Camaquã o Rio Negro e o Jaguarão.
     A Estância da Figueira se localizava nos campos avançados na Guerra do ano de 1801. Entre às pontas do Jaguarão Grande, Rio Negro e Arroio do Quebracho. Em seu campo, ao sul, findava a Coxilha Grande, que entra Uruguai a dentro e por onde passava a estrada do mesmo nome. O primeiro posseiro deste campo foi João Manoel Boleno, que vendeu a José Gonçalves da Silveira Calheca, que por sua vez o requereu como sesmaria, obtendo a carta em 14 de Junho de 1817.
     A Estância Bom Sucesso se localizava entre às pontas do Arroio do Tigre e do Banhado Grande e  tinha pela parte do sul a Estrada do Banhado Grande. O primeiro proprietário destes campos foi Luiz Antônio D'Oliveira, que obteve como sesmaria no ano de 1800 com a extensão de uma légua em quadro. Luiz vendeu esta sesmaria em 1 de Março de 1801, ao Tenente José de Aguiar Peixoto. Este revendeu em 29 de Abril de 1805 a Miguel da Cunha Pereira e a José Thomaz da Silva. Estes revenderam ao agora Capitão José de Aguiar Peixoto, em 21 de Setembro de 1805, sendo assinado este contrato na localidade de Charqueada das Palmas. Por volta do ano de 1806, o Capitão Peixoto vendeu estes campos a José Gonçalves da Silveira Calheca, que os englobou aos campos da Figueira formando a Estância da Bolena.

Localização das Estâncias da Figueira e Bom Sucesso
     José Gonçalves da Silveira Calheca casou duas vezes,  a primeira vez com Florência Maria do Pilar com quem teve os seguintes filhos;
- Maria de Santa Anna da Silveira c/c Manoel Rodrigues Valadares.
- Senhorinha da Silveira c/c João Antônio Ferreira Viana.
- Umbelina Maria da Silveira.
A segunda vez com Felícia Maria da Conceição, com quem não encontrei filiação.

     No ano de 1848 seu genro Manoel Rodrigues Valadares requereu medição e demarcação judicial destas terras. Neste processo foram citados os seguintes confinantes; Fernando José de Souza, Nicolau Antônio Pereira, João da Silva Tavares, Angélica Gomes Jardim, Felisberto Gomes Jardim, Laurindo filho de José Lucas Machado e na sua falta seu irmão Antônio Ritta, Frederico Gonçalves, Anna viúva de José Lucas Machado ou seu capataz José de Souza, e Hipólito Martins Coelho.
     Estes campos do "Calheca", foram vendidos por seus herdeiros a Segundo Vígil a João Alves de Oliveira e a Luiz Gonçalves de Escobar.
     João Alves de Oliveira (+1897) e sua esposa Zeferina Lima de Oliveira (+1909) doaram os seus campos aos seus filhos; Zeferino Alves de Oliveira c/c Delfina Soares de Oliveira, Antônio Alves de Oliveira, Maria Carolina Alves de Oliveira(*1849/+1905) c/c Israel Alves de Oliveira, Joana Alves Valente c/c Idalino Gonçalves Valente, Zeferina Alves da Costa c/c Perseverando José da Costa e Comba Alves da Rosa c/c José da Rosa Dutra.
     No ano de 1872, Segundo Vígil e sua esposa Anna Maria Teixeira requereram medição judicial destes campos. Foram citados neste processo as seguintes pessoas;
Galvão José de Souza, João Alves de Oliveira, João Garcia Feijó, Antônio Ferreira Porto, Maria Joaquina Ferreira Porto c/c Fulgêncio Domingues, Antônio Ferreira Porto Filho, Perpétua Maria Ferreira Porto, Alexandrina Maria Ferreira Porto, Thereza Maria Ferreira Porto, Joaquim Antônio Ferreira Porto, Eleuthério Ferreira Porto, Manoel Antônio Ferreira Porto, Clara Ortiz de Siqueira, Antônio Ortiz de Siqueira, Conrado Ortiz de Siqueira, Francisco Ortiz de Siqueira, Manoel Ortiz de Siqueira, Dorothéia Ortiz de Siqueira c/c Felício Lucas Machado, Manoel Valadares Ferreira, Manoel Lucas Machado, Antônio de Oliveira Ritta, Manoel Domingues, Bernardo Domingues, Veríssimo Domingues, David de Quadros, José Hipólito Martins, Alexandre de Oliveira Martins, Hipólito José Martins, Maria Querina de Oliveira e Adélia Querina de Oliveira.
Mapa da Estância da Figueira
     Já no ano de 1909, Theodora Joaquina da Luz que havia comprado os campos de Zeferino Alves de Oliveira, requereu medição judicial destes campos para demarcar sua área de campo. Para isso foram citados neste processo as seguintes pessoas:
Reduzino Gomes Jardim, Pascoal Jordão, Antônio Alves de Oliveira, Antônio Alves de Oliveira Filho, Pedro Alves de Oliveira, Domingos Alves de Oliveira, Perseverando José da Costa, Idalino Gonçalves Valente, Israel Alves de Oliveira, Eliseu Alves de Oliveira, Alvim Lúcio de Farias, Thomaz Mércio Pereira, Galvão Gomes Jardim (Nogueira), Carolina Gomes Jardim, João de Deus Gomes Jardim, Maria Nuncia Portella como tutora de seus filhos; Daniel de Freitas Portella e Lourival de Freitas Portella, Antônio Manoel Dias, Lucídio Gomes Jardim, Josephina Gomes Jardim por si e como tutora de seus filhos; Oscar, Candida, Belmira, Alfredo e Universina, Maria Francisca Guedes, Alvim L. de Farias, João Jacintho Paredão, Jacintho Barbosa, João Marçal Ferreira da Silva, Balbina Ferreira da Silva, Saturno Ferreira da Silva, Gertrudes Ferreira da Silva, Constantino Lucas Machado, Torquato Lucas Machado, Henrique Silveira da Rosa, Lucindo Silveira da Rosa,  A. Silveira da Rosa, Alcides Silveira da Rosa, Arlindo Silveira da Rosa, Ignácio Maurício Vaz, Severiano dos Santos Farias, Heroclito Alves de Oliveira, Placidina Moura de Farias, Alvim Lúcio de Farias, Ernesto dos Santos Farias, Maria Altina de Souza viúva de Leonardo Marimon por si e como tutora de seus filhos; Leonardo Marimon e Maria José Marimon, José Galvão de Souza, Gervásio Alves Pereira, Maria Cecília de Souza Mascarenhas (sucessão), Joana Adolfo Proença, Maria Paula Ferreira da Silva, José Luiz Pereira, Marcílio Pereira da Silva, João Ignácio Alves de Oliveira, José Bernardino Alves de Oliveira, João Manoel Alves de Oliveira, Alfredo Rodrigues Teixeira, João Batista de Castilhos,  Frederico Fagitte Filho, Manoel Rodrigues Teixeira e a viúva do Dr. Domingos Pinto da França Mascarenhas.

Esta localidade "Bolena" também foi chamada de Campos da Figueira, Campos do Calheca e Sesmaria dos Alves, porém permanece até hoje o nome Bolena. Cuja nome eu desconheço a origem, não sei se foi em homenagem ao Capitão Boleno ou a  família Bolena, de quem descendia Anna Bolena, segunda esposa do Rei Henrique VIII da Inglaterra.

 AUTOR:
NERCINOGUEIRA@GMAIL.COM
NERCINOGUEIRA@HOTMAIL.COM
fonte:
Medição de Campos, anos 1848, 1872 e 1909 - Bagé/RS, APERS.
Carta de Sesmaria de Luiz Antônio D'Oliveira(inédita), Arqv. NBN.
Carta de Sesmaria de José Gonçalves da Silveira Calheca - APERS. 

   

sábado, 19 de abril de 2014

Fazenda do Quebracho

Nos campos avançados na Guerra de 1801, entre os Arroios Quebracho e  Quebrachinho,  Alexandre de Souza Pereira da Fontoura pediu sua sesmaria. Com o seu falecimento sua Viúva Thomazia Clara de Oliveira recebeu a Carta de Sesmaria no ano de 1817, com as seguintes confrontações: Pelo leste com o galho principal do Rio Negro (Arroio Quebracho), pelo norte com banhado da Coxilha Grande (Serrinha dos Olhos d'Águas), pelo oeste com o Arroio das Pedras (Arroio Quebrachinho) e pelo sul com a confluência do Arroio das Pedras ( confluência no Rio Negro).
O casal Alexandre de Souza Pereira da Fontoura (*1771) e Thomazia Clara de Oliveira (*1762/+1816) tiveram os seguintes filhos:
  • Anna Theodora Carneiro da Fontoura c/c Francisco de Souza Oliveira Pinto.
  • Francisca Carlota Carneiro da Fontoura c/c Ignácio José da Silveira Casado.
  • Izabel Josefina  Carneiro da Fontoura c/c José Pereira Martins.
  • Thereza Clementina Carneiro da Fontoura c/c Tristão Barreto Pereira Pinto.
  • Constança Alexandrina Carneiro da Fontoura c/c José Francisco dos Santos Sampaio.
  • Joaquina Cândida Carneiro da Fontoura c/c Jordão Reinaldo da Costa e Silva.
  • José Alexandre Carneiro da Fontoura (Padre).
  • Antônio Viriato Carneiro da Fontoura c/c Maria Joaquina da Costa.
  • Francisco Antônio Carneiro da Fontoura c/c Fausta Velloza da Fontoura.
























No ano de 1870, Maria Athanazia de Macedo Fontoura Costallat, filha de Bibiano José Carneiro da Fontoura, requereu medição judicial desta Sesmaria que então possuía em comum com os herdeiros de Antônio de Medeiros Costa e do Zeferino Fagundes de Oliveira. Para isso foram citados as seguintes pessoas: Domingos de Medeiro, Simeão Fagundes, Manoel Medina Martins, Manoel Soares da Silva, Israel Soares da Silva, Antônio Soares da Silva, Coronel Caetano Gonçalves da Silva, Manoel Vaz Martins, Manoel da Rosa, Ramão Galibern, José de Castro, Joaquim Ourives, F. Pires, João Camargo, Antônio Gonçalves, Alexandre José de Medeiros, Antônio Gafré, João Gudene e Joaquina Benedita de Seixas Viúva do finado Alexandre Seixas. Estes campos foram vendidos a Manoel de Medina Martins.

Mapa da Medição do ano de 1870




































Antônio de Medeiros Costa foi casado com Dorothéia Maria de Souza, com quem teve os seguintes filhos:
  • Domingos Antônio de Medeiros c/c Delfina (1ª vez) e Comba Maria de Almança. (Tetravós do meu amigo Deise Vaz Pinto).
  • Dorothéia de Medeiros Costa c/c Ismael Soares da Silva.
  • Joaquina Constantina de Medeiros c/c Emílio Luiz Mallet (Barão de Itapevi).
  • Zeferina de Medeiros Costa c/c Simeão Fagundes de Oliveira.
  • Maria Antônia de Medeiros.
  • Belmira Maria de Medeiros c/c Manoel Pedro de Toledo. 

Zeferino Fagundes de Oliveira foi casado com Vicência Constância de Souza, com que teve os seguintes filhos:
  • Candida Firmina Fagundes de Oliveira. 
  • Simeão Fagundes de Oliveira c/c Zeferina de Medeiros Costa.
  • Francisca Fagundes de Oliveira c/c Manoel Luiz Osório (Marquês do Herval) 
  • Maria Fagundes de Oliveira c/c Custódio Francisco Alves.
  • Francisco Fagundes de Oliveira c/c Delfina dos Santos.
Bibiano José Carneiro da Fontoura foi casado com Ana Barbara Pereira de Macedo, com quem teve os seguintes filhos:
  • Isidoro .
  • Maria Athanazia  Macedo da Fontoura.
  • Inácio Bibiano Macedo da Fontoura.
  • Bibiana Macedo da Fontoura


Também existiu outra Fazenda do Quebracho, porem esta situava-se nas nascentes e entre os galhos do Arroio Quebracho Grande, e vizinha da primeira. Esta Fazenda pertencia a Manoel Gonçalves Rodrigues, filho de Angélica Gomes Jardim e de João Gonçalves Rodrigues.  Esta já citada Fazenda foi vendida a Manoel José Teixeira. Seus herdeiros e outros Interessados há mediram no ano de 1873, conforme mostra o mapa abaixo.

Fazenda do Quebracho II





































FONTE:
Medição nº732,/1870 - Bagé, APERS.
Arqv. Nerci Nogueira

nercinogueira@gmail.com

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Fazenda São Sebastião (Velha)

      A antiga Fazenda São Sebastião não mais existe. Localizava-se no Distrito dos Olhos d'Água, seus limites começavam na nascente do Arroio Camaquazinho, a mais próxima da antiga Guarda de São Sebastião (Hoje Cemitério da Guardinha), por este águas abaixo até sua confluência com o Arroio Camaquã do Chico Magro, por este até a confluência com o Rio Camaquã Chico. Subindo por estas águas acima até o primeiro arroio na sua margem esquerda (Arroio dos Picanços), e por este águas acima até sua nascente nas proximidades da antiga Guarda de São Sebastião e desta em linha reta até a já citada nascente do Arroio Camaquazinho. Dentro de sua área superficial hoje se localizam as estâncias: Santo Antônio, Sobrado (antigo), Taipa, Coqueiro, São Sebastião, Paulo Costa e Remanso.
     Os primeiros proprietários destas terras foram os sesmeiros Antônio Luiz dos Reis Fraga que vendeu em 26/11/1797 a Domingos Francisco de Araújo Rozo. Joaquim Carlos de Bragança que vendeu em 10/01/1798 ao mesmo Domingos Francisco de Araújo Rozo e José Antônio Alves que vendeu um pedaço de seu campo a José Martins Coelho.
Em destaque a área superficial da Fazenda São Sebastião (velha

      José Martins Coelho comprou por intermédio de Domingos Francisco de Araújo Roso as sesmarias do Luiz e a do Joaquim. e com o pedaço de campo comprado de José Antônio Alves formou a Fazenda de São Sebastião, dentro dos limites já citados. Confrontava pelo norte com Francisco José Martins Magro e José Manoel Dias, pelo sul com José Antônio Alves, pelo leste com Serafim da Costa Santos e Fernando Pereira Vieira e pelo oeste com Pedro Fagundes de Oliveira e com campos que foram de Manoel José Bittancourt.
Parte do Mapa da Medição de 1897


  Em 1897 esta Fazenda já toda dividida, sem medição Judicial e com diversos invasores, foi então medida e demarcada a requerimento de: Arthur da Silva Lopes, Pedro Marques Nogueira, José Hipólito Martins, Antônio Maria Martins, Domingos Alves Branco Muniz Barreto, Anna Joaquina Martins, Josepha Lucas Martins, Mathilde Lucas Martins, José Lucas Martins e outros. Foram citados  neste Processo os seguintes interessados: Jonathas Alves Branco Muniz Barreto, Luiz Alves Branco Muniz Barreto, Júlio da Silva Flores, Anna de Freitas d'Avila, Propicio Pedro d'Aguiar e José Antônio Costa. Desta Medição restou a demarcação de campo e novas propriedades que consta no Mapa por mim doado ao Museu Dom Diogo de Souza.
Parte do Mapa da Medição de 1897

   José Martins Coelho (*1759/+1831), (Este é conhecido como Comendador, pois existe outro homônimo e contemporâneo, que é Pai do General Davi Canabarro) - c/c Anna Maria d'Avila (*1772/+1848) com quem teve os seguintes filhos:
  1. Anna Francisca d'Avila (*1791) c/c seu tio Antônio d'Avila.
  2. Hipólito José Martins (*1793/+1860) (Assassinado na costa do Camaquã do Chico) - c/c Maria Querina de Oliveira.
  3. Maria Joaquina d'Avila (*1795) 2ª esposa de Domingos de Castro Antiqueira (Este Barão e Visconde do Jaguari/RS, cujo Título se refere ao Arroio Jaguari, que tem suas nascente na Serra do Tabuleiro, onde tinha a Estância do Tabuleiro, hoje  Lavras do Sul. A neta deste casal, Bernardina Soares de Paiva foi a 2ª esposa do Barão e Visconde de Porto Alegre).
  4. Domingas Francisca d'Avila (*1797) c/c Bernardo Batista Pereira Soares.
  5. Pedro José Martins c/c Brigida Fagundes de Oliveira (filha do Capitão Pedro Fagundes de Oliveira).
  6. Felicíssimo José Martins (*1803/+1893) c/c Anna Joaquina Martins (Felicíssimo é o fundador da Estância do Sobrado, onde faleceu e foi sepultado no Cemitério da Guarda Velha de São Sebastião).
  7. Januário (faleceu ainda criança).
  8. Delfina Joaquina d'Avila (*1808) c/c José Francisco de Freitas.
  9. Antônio José Martins Coelho (*1810/+1894) c/c Maria das Dores Lucas.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Os Campos do "Sotero"

     Sotero Correa de Moraes é um dos primeiros povoadores de Aceguá. Ali se estabeleceu por volta do ano de 1790, quando esta região ainda pertencia ao Vice-Reino do Prata. Seus campos se localizavam abaixo do Passo do Valente, margem esquerda do Rio Negro, entre o Banhado do Seival (antigo nome do Banhado dos Gabriéis) e o dito Rio Negro. Confrontava-se pelo norte e oeste com o Rio Negro, pelo sul com o Banhado do Seival (Gabriéis) e pelo leste com a Sucessão de Felisbina Francisca de Oliveira.
     Após o falecimento do Sotero Correa de Moraes, seus herdeiros venderam estes campos a Gabriel Rodrigues Nunes, nos anos de 1855 e 1859. Falecendo Gabriel, sua esposa Dona Belizária Vaz Nunes registrou e incorporou estes campos a parte de campo herdada de seu pai Leonardo José Vaz, formando sua Estância. Já no ano de 1895 os herdeiros de Belizária Vaz Nunes demarcaram e dividiram entre si estes mencionados Campos.

     Sotero Correa de Moraes era casado com Clara Barbosa de Camargo com que teve os filhos:
- João Sotero de Moraes.
- Maria Benedita de Moraes c/c Agostinho da Conceição Souza.
- João Antônio de Moraes.
- Alexandra Correa de Moraes c/c Sezefredo Suede de Camargo.
- Máximo Sotero de Moraes c/c Libânia Maria de Moraes.
- Manoel Sotero de Moraes.
- Antônio Correa de Moraes c/c Maria Angélica de Moraes.
- Domingos Correa de Moraes.
Existiram três ramos da "Família Moraes" na região de Aceguá, porém sem relação de parentesco imediata, tanto ascendente como descendente. São eles; os "Carlos de Moraes", os "Correa de Moraes" e os "Xavier de Moraes".
                                                       MAPA DOS CAMPOS DO SOTERO
      Gabriel Rodrigues Nunes era casado com a filha de Leonardo José Vaz, Dona Belizária Vaz Martins, com quem teve os seguintes filhos:
- Antônio Rodrigues Nunes.
- Boaventura Rodrigues Nunes.
- Januário Rodrigues Nunes c/c Juliana Rodrigues.
- Belizário Rodrigues Nunes c/c Joaquina Barcellos Nunes.
- Manoel Rodrigues Nunes c/c Anna Feliciana.
- Carolina Rodrigues Nunes c/c Francisco Silveira da Luz.
- Anna Júlia Rodrigues Nunes c/c Manoel Francisco Vaz.
- Jovita Rodrigues Nunes c/c Raymundo Raphael d'Ávila.
- Aníbal Rodrigues Nunes.
- Gabriel Rodrigues Nunes (filho)

FONTES DE PESQUISAS
Medição 768/1896 - Bagé, APERS
Nerci Nogueira - Arqv. Pessoal. 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

PORQUE AS ORIGENS DE BAGÉ NÃO ESTÃO EM DOM PEDRITO

        Pretendo demostrar com fatos e indícios que a origem do Primeiro Núcleo Populacional de Bagé não foi a atual Vila de São Sebastião, também conhecida como Torquato Severo e Coxilha de São Sebastião, no Município de Dom Pedrito. Mas sim na localidade conhecida como Guarda Velha, onde existe um Cemitério com o mesmo nome. E para tanto enumero os fatos e indícios a seguir:
  1. Não procedem as afirmações de alguns Autores de que a Guarda das Pedras seria o embrião da Guarda de São Sebastião e se localizaria onde hoje é a já citada Vila. pois esta Guarda das Pedras se localizava em Caçapava, junto ao Passo dos Enforcados. Como confirma as cartas de sesmarias de João Carneiro de Azevedo (ano 1790) e Antônio José de Almeida Bastos (ano 1802),  dois sesmeiros na localidade da já citada Guarda das Pedras.
  2. Também não é crível que Rafael Pinto Bandeira tenha acampado nesta localidade durante o cerco do Forte Santa Tecla, pois a já citada Vila fica a mais de 20 km do Forte, ainda mais considerando que os meios de transportes eram os cavalos e as carretas puxadas por bois.
  3. Também não procede a afirmação de que Pedro Fagundes de Oliveira tenha comandado alguma guarda na localidade desta Vila, até o ano de 1801. pois esta localidade pertencia à Espanha, cuja linha de limites era a estrada que seguia para as nascentes do Jaguary. Como confirma o Alferes Manoel Marques de Souza em seu requerimento de carta de sesmaria  (ano 1802).
  4. Também não é crível que Patrício Correia da Câmara, comandante da força armada que tomou esta região no ano de 1801, avançando os limites de fronteira para as costas dos Rios Negro e Santa Maria. Tenha "recuado" a Guarda (original) de São Sebastião para mais de 20 km da costa do Rio Negro, onde devia vigiar. Em vês de avançar, como fez com a Guarda de São Francisco. Também é no mínimo estranho coloca-la na área da já citada Guarda de São Francisco, que devia vigiar as costas do Santa Maria. Como relata a Carta de Patrício, datada de fevereiro de 1802, descrevendo as atribuições destas Guardas.
  5. Também não procede ser ali a original Coxilha de São Sebastião, mas sim a Coxilha do Andaluz, também chamada de Rodeio Colorado e Boqueirão do Santa Maria. Como informa as cartas de sesmarias de Manoel Antônio Severo (ano 1816) e Salvador dos Santos Jardim (ano 1814), sesmeiros desta localidade.
  6. A verdadeira e original Coxilha de São Sebastião faz parte da Serra de Santa Tecla, ao norte desta, seus campos faziam parte da Sesmaria de Pedro Fagundes de Oliveira e das Fazendas São Sebastião e São José, a primeira de José Martins Coelho e a segunda de José Antônio Alves. Conforme as Cartas de Sesmarias e Título de Compra destes três proprietários.
  7. Também não procede que os campos de Pedro Fagundes de Oliveira abrangiam o local da Vila e que destes campos teriam transladado a imagem de São Sebastião. Provam que seus campos não atingiam o local da já citada Vila, as cartas de sesmarias desta localidade. (Ver postagem deste Blog que traz como Título "A Sesmaria Perdida").
  8. Portanto acho bem provável que estejam confundindo a Guarda de São Sebastião  com uma guarda posta no ano de 1812, no Boqueirão do Santa Maria. Quando Pedro Fagundes de Oliveira era comandante do Distrito de São Sebastião. Conforme a Carta  de INSTRUÇÕES PARA O COMANDANTE QUE VAI GUARNECER O ACAMPAMENTO DE BAGÉ. Expedida por Dom Diogo de Souza, com data de, 7 de Setembro de 1812.
  9. Também é bem provável que a mudança da Guarda de São Sebastião, comunicada na Carta de Patrício Correia da Câmara, datada de, 5 de Fevereiro de 1802, tenha sido para o local onde fora o Forte de Santa Tecla, que nesta época era ocupado por uma guarda Espanhola. Pois lendo a "Sinopse Estatística do Município de Bagé", do IBGE - ano 1951, Pag. 05, nela encontra-se a seguinte afirmação: [...] Anos depois, em 1801, o "Porta-Estandarte" [...] Domingos José Gonçalves, [...] a incumbência de livrar as Missões do elemento Castelhano, o que fez, estabelecendo-se , após, no Forte Santa Tecla [...] e como prêmio por ato de bravura demonstrado na refrega [...] aos oficiais e praças, que se distinguiram na luta [...]. Segue uma lista de nomes onde aparece o nome de João Madeira. Este sesmeiro no Quebracho, que no requerimento de sua Carta de sesmaria, relata que ali habita desde o ano de 1803, nos campos avançados na Guerra de 1801. Também  lendo o Livro editado pela Academia Bageense de Letras, que tem o título de "História de Bagé do Século Passado", de autoria do Harry Rotermund, encontrei a mesma afirmação do episódio do "Porta-Estandarte". E no Livro "Ensayo Para Una Historia de Cerro Largo" de autoria de Germán Gil Villaamil, que relata um documento datado de 1793, onde relaciona e demonstra as guardas e acampamentos militares Espanhóis na fronteira, entre os anos de 1790/1810, onde cita a do Forte Santa Tecla. 
  10. Finalmente diante de todos os fatos e evidências demonstrados, me leva a afirmar e acreditar que não esta em Dom Pedrito a Origem do Primeiro Núcleo Populacional de Bagé, e nem o Oratório Original de São Sebastião. Acredito que foi no antigo Forte de Santa Tecla o local em que Patrício Correia da Câmara postou a Guarda de São Sebastião, após o ano de 1801. O que justifica pela proximidade o lento abandono do Oratório da Coxilha, situado na Fazenda de Pedro Fagundes de Oliveira. 
     Portanto espero contestações e novos fatos, fundamentados em provas originais e de fontes primárias, como as minhas, para engrandecer ainda mais a História de Bagé.
                                 Rincão dos Olhos d'Água, 11 de Novembro de 2013.
                                                       Nerci  Nogueira
     Obs. esta Postagem complementa a que tem por Titulo "A PRIMEIRA GUARDA DE SÃO SEBASTIÃO", postada no ano 2011.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

O PRIMEIRO MOINHO D'ÁGUA DE BAGÉ

     Poucos sabem onde se localizava o Primeiro Moinho d'Água de Bagé. Graças a umas pessoas velhas, que ali nasceram e tinham na lembrança a localização de antigas ruínas e também aos poucos documentos encontrados nos arquivos históricos, foi possível localizar com exatidão este histórico moinho. Que está localizado nas coordenadas: 31º12'00.81"S e 53º55'59.73"O, visto pelo Google Earth.  Esta localidade hoje fica dentro dos campos de uma estância, cujo dono nem suspeita que ali, naquele arroio e naquelas pedras, esteja um pedaço da história primordial de Bagé.
     Atendendo ao pedido dessas pessoas velhas e me unindo a elas, peço sinceramente aos meus descendentes e a vocês que neste momento estão lendo este texto, que valorize sua história, a história de Bagé, a história do Rio Grande do Sul. Pois pessoa sem histórico não passa de um número em alguma estatística, e mal comparando, seus descendentes poderão pensar que descendem de uma chocadeira. 
     O Primeiro Moinho d'Água de Bagé se localizava em um estreitamento do Arroio do Moinho que fica próximo as suas nascentes, na localidade conhecida como Rincão da São José, no Distrito dos Olhos d'Água. Foi construído por volta dos anos de 1807/1808, pela filha do Francisco da Silveira (o Chico da Azenha que deu nome ao Bairro da Azenha em Pôrto Alegre) Maria Antônia da Pureza, que era casada com José Antônio Alves, que além de sesmeiro foi fundador da Fazenda São José. O dito Moinho foi construído por mãos escravas e servia a fazenda e também prestava serviços aos demais. A autenticidade da existência deste Moinho, além de tantas outras, está no Inventário de José Antônio Alves no ano de 1823, quando relaciona as pedras (mó) novas e velhas e as ferragens deste Moinho. Este já dito Moinho ali permaneceu por muitos anos. Com a compra destes campos por Serafim de Souza Borges, por volta do ano de 1900. Este o adaptou a tração animal e o transferiu para a sede de sua chacra nestes campos. Atualmente o local deste antigo Moinho está coberto pelo mato do Arroio do Moinho e só resta às ruínas da taipa de pedra e a metade de uma pedra Mó encontrada próxima ao local do antigo Moinho, conforme mostra às fotos que tirei do local. 
                                        Ruínas da Taipa de Pedra do Primeiro Moinho d'Água de Bagé   



Metade de uma velha pedra Mó encontrada próxima ao antigo Moinho.
A direta, no mato, o local onde ficava o Velho Moinho. A direita, ao fundo, o bosque da tapera da sede da Fazenda São José. 

Arroio do Moinho
        
F o n t e s  de  P e s q u i s a s :
- Inventário de José Antonio Alves, ano 1823 - APERS.
         - Testamento de Maria Antônia da Pureza, ano 1830 - APERS.
                        - História Oral - Pedro Borges Nogueira, Olímpia Lobo Borges, Firmina Lobo Borges, Esmeraldo Moraes Nogueira e Serafim de Souza Borges,                                                                                                                                                                     

domingo, 26 de maio de 2013

Rincão do Contrato/Curral de Anna Correia

     Localizava-se nos antigos quinto e sétimo Distritos de Bagé, sua origem territorial é o chamado Trapézio de Bagé, território que pertenceu ao Uruguai até o ano de 1852. fazia parte de seus campos o Rincão da Ana Correia de Borba também chamado de Curral de Ana Correia. Suas confrontações Tinha pelo norte as  nascentes dos Rios Negro e Jaguarão Grande na Coxilhas de São Sebastião. (Bolena); Pelo sul com a confluência do Rio Jaguarão Grande com o Arroio  Jaguarão Chico; pelo leste com o Rio Jaguarão Grande e pelo oste com o Arroio Jaguarão Chico desde sua nascente na Coxilha Grande. Media este Rincão 157.500.000 braças quadradas.
No recorte com bordas brancas o Mapa dos Campos do Contrato
     As origem deste Rincão remontam ao ano de 1792  quando Dom José Francisco Ascué requer este Rincão como realengo, ao Governo do Vice-Reino do Prata em Montevidéu por ser nesta época Território deste Vice-Reino, obtendo mercê.
     No ano de 1805, Ascué assina um Contrato de Compra e venda deste Rincão a Domingos Gonçalves   Pereira, onde estipula a forma de pagamento em prestações. No decorrer deste prazo um procurador encarregado de pagar as prestações, foge com o dinheiro, impossibilitando a quitação e escritura definitiva deste Rincão. Anos mais tarde com o falecimento de Domingos Gonçalves Pereira, sua viúva Clara Joaquina de Freitas casou com Ignácio da Silva Cabral. Este que já sabia do Contrato, foi a Montevidéu como representante de sua esposa, enteados e filhos e quita a divida. Obtendo o Título definitivo dos Campos do Contrato. O título foi expedido no ano de  1822, pela então Junta Superior da Real Fazenda da Província Cisplatina do Reino Unido Portugal, Brasil e Algarves, que nesta época o dito Rincão fazia parte de seu território. Porém a família Gonçalves não consegui a totalidade dos campos deste Rincão, pois devido ao longo tempo em que ficou indeciso sua propriedade, diversas pessoas invadiram e se tornaram posseiros.
     Clara Joaquina de Freitas era natural de Rio Pardo, filha de Joaquim Manoel e de Ana de Jesus teve filhos com Domingos Gonçalves Pereira e Ignácio da Silva Cabral. 

Filhos com Domingos:
  • Maria de Paula Gonçalves Pereira c/c Luiz Mendes de Arruda.
  • Miguel Gonçalves c/c Anna Maria.
  • Manoel Gonçalves c/c Escolástica Maria.
  • Josefa Pereira Gonçalves viúva de José Martins Pereira c/c José Alves Pereira.
  • Maria Sinforoza Gonçalves c/c Pedro José Vieira.
  • Romualdo Narciso Gonçalves (*1811/Rincão do Contrato) c/c Caetana Marfiza Vieira.
Filhos com Ignácio da Silva Cabral:

  • Manoel Cabral
  • José da Silva Cabral c/c Clemencia Rodrigues Cabral.
     No ano de 1867 foi pedido a Medição deste Rincão do Contrato, na justiça de Bagé. por ter sido firmado o acordo de fronteira entre Brasil e Uruguai no ano de 1852, onde por Uti possidetis o Trapézio de Bagé passou a ser território Brasileiro. Neste processo de medição foi pedido a citação das seguintes pessoas entre herdeiros e interessados: José Facundo da Silva Tavares, Virgilina Vieira da Silva, Josepha Gonçalves, Maria Sinforoza, Pedro José Vieira, Clemência Rodrigues Cabral, Athanazilda c/c Manoel Vinhas, Agostinho Gonçalves de Oliveira c/c Anna Maria, Izidóro Gonçalves de Oliveira, Adelaide Gonçalves de Oliveira, Aníbal Gonçalves de Oliveira, Agapito Irineu Gonçalves de Oliveira, Comba Gonçalves de Oliveira, João Mendes de Arruda, Fructuoso  Mendes de Arruda, José Luiz Correia da Câmara, Anna Mendes de Arruda, Agapito Mendes de Arruda, Luiz Mendes de Arruda, Francisco Mendes de Arruda, Anna Pereira Fagundes, Manoela Machado, Rafael Machado, Manoel Machado, Jerônimo Machado, Romualdo Narciso Gonçalves, Antônio Lemos Gonçalves, Maria Dolores, Antônio Machado, Manoel de Souza Netto, Luiz Silveira da Luz, Ambrósio Pires, Cândido Garcia de Vasconcelos, Antônio Ramão Garcia, José Ferreira de Macedo, Joaquim Francisco da Rosa, José Antônio da Costa, José Rafael de Oliveira, José Correia da Silva Borba, Anna Correia, José Fredo Rodrigues Soares, Hipólito Soares da Silva, Francisco José de Souza, Maria Eufrásia de Moura, Rafaela de Mattos Netto, José de Souza Netto, Ismênia de Souza Netto, Elicia da Silva Soares, Manoel Amaro Barbosa, Maria José Rodrigues, Cipriano Rodrigues Barcelos, Mariano Mendes de Arruda, José Antônio da Rosa, Leopoldino Ramão Garcia e Maria Helena Rodrigues Soares.

     Nesta Medição surgiram varias estâncias, umas compradas como as de: José Ferreira de Macedo, José Correia da Silva e José Facundo da Silva Tavares. Outras herdadas como as de: Joséfa Pereira e Boaventura Gonçalves da Silva, e outras como posseiros, como os irmãos Netto. Destas entre outras descrevo quatro a seguir:

     A Estância de José Correia da Silva comprada de Luiz Mendes de Arruda no ano de 1822, que teria vendido campo muito maior do que teria direito na herança. Desta Estância surgiu o Rincão Ana Correia. Que ficou assim conhecido por ser o nome da esposa de José  Correia a Dona Anna Helena Correia de Borba.
     José Correia da Silva (*1791/+1834) e Anna Helena Correia de Borba (*1801/+1875) tiveram os seguintes filhos:
  • Ana Correia da Silva c/c o General Cipriano Joaquim Rodrigues Barcelos.
  • José Correia da Silva Borba c/c Cândida Juliana Dias.
  • Maria Helena Correia c/c Antero Rodrigues Soares.
  • Joaquim Correia da Silva c/c Felicidade Correia da Silva.
  • Delfina Correia de Borba c/c Boaventura Gonçalves da Silva
  • Maria Carolina Correia de Borba c/c Antônio da Silva Tavares.

Mapa do Rincão Anna Corrêa 

      A Estância de José Ferreira de Macedo foi comprada em 15 de Novembro de 1852, de Antônio José Luiz. Este havia comprado no ano de 1833 do casal Clara Joaquina de Freitas e Ignácio da Silva Cabral.
     José Ferreira de Macedo (*1793/+1864) era casado com Rita Ferreira Bandeira e é pai de:
  • Francisco Felix Ferreira de Macedo.
  • José Ferreira de Macedo Jr
  • Flaubiano Ferreira de Macedo.
  • Ana Ferreira de Macedo.
  • Manoela Ferreira de Macedo.
  • Feliciana Ferreira de Macedo.
  • Maria José Ferreira de Macedo.
  • Joaquim Ferreira de Macedo.
  • Rita Ferreira de Macedo.
     Na Medição dos campos desta Estância no ano de 1883, foram requeridas as citações das seguintes pessoas:
      Ignácio Ferreira, Pedro Ferreira, Mathildes Ferreira, Alzira Ferreira, Virgilina Ferreira, Camila Ferreira, Gervázio Ferreira, Henrique (Piaggio), Serafim Fernandes de Oliveira, Horácio Fernandes de Oliveira, Antônio Fernandes de Oliveira, Januário Bonilha, João Pompilho Brum, Joaquina Domingues de Quadros, Evaristo de Quadros, Eleutério de Quadros, Carolina de Quadros, Joaquina de Quadros, David de Quadros, Antônio Lima, João de Oliveira, Manoel dos Santos, Ciríaco Garcia, Delfina Moule, Vitalino Moule, Galdino Moule, Delfina Moule (filha), Lucinda Moule, Adelaide Moule, Mercedes Moule, Ramon Moule, Veríssimo Domingues, Maria Carolina de Souza, Francisco Pedro da Silva, João Batista da Rocha, Vicência da Rocha, Antônio da Rocha, Francisca da Rocha, Francisco Antônio Ramos, João Antônio Ramos, Ancelmo Batista da Rocha, Rufino Batista da Rocha, José Rodrigues Pinheiro Guerra, João Carneiro de Campos, Natalio Duarte, Lourenço Grafulha, Ritta Ferreira Grafulha e Florinda Rodrigues de Moura.

Mapa de Estância do José Ferreira de Macedo

      A Estância de José Facundo da Silva Tavares foi comprada no ano de 1852, de Thomazia Rodrigues Soares, que havia recebido como doação de Narciso Gonçalves no ano de 1851. O local desta Estância era conhecido como a ilha, na margem esquerda do Jaguarão Chico. José Facundo da Silva Tavares era casado com Virgilina Vieira da Silva com quem teve:
  • Adélia Vieira Tavares c/c José Simões Brasil.
  • Amélia Vieira Tavares.
  • João Facundo (Vieira Tavares).
    O Tenente Coronel José Facundo da Silva Tavares obteve do Império do Brasil no ano de 1888 permissão para localizar jazidas de carvão de pedra no Município de Bagé.


     A Estância de Domingos de Souza Netto foi medida amigavelmente pelos seus herdeiros no ano de 1870. Tinha como limites pelo norte duas sangas que nasciam na coxilha e desaguavam uma no Jaguarão Grande e a outra no Banhado Grande (Também conhecido como Jaguarão do Meio) e confrontava com João Garcia de Vasconcellos e Cândido Garcia de Vasconcellos. Pelo leste limitava-se com o Jaguarão Grande e confrontava com Maximiano Faustino Corrêa e Joaquim Cardoso Brum. Pelo oeste limitava-se com o Banhado Grande e confrontava com: Manoel de Souza Netto, Rafaela de Mattos Netto (viúva do Florisbelo de Souza Netto), José Facundo da Silva Tavares e herdeiros de Manoel Gonçalves de Oliveira. Pelo sul também com duas sangas que nascem na coxilha e desaguam uma no Jaguarão Grande e outra no Banhado Grande. *Obs. os Nettos tinham além desta outras estâncias nesta localidade, como se vê nestas confrontações.
     Domingos de Souza Netto era casado com Leonidia Angélica Barbosa Netto, com quem teve os seguintes filhos; 
  • Maria do Carmo Netto c/c o tio Manoel de Souza Netto. 
  • Maria da Conceição Netto Costa c/c José Antônio Costa.  
  • Antônio Barbosa Netto c/c Maria Joaquina Corrêa Netto.  
Mapa da Estância de Domingos de Souza Netto - 1870






Observação: Para melhor esclarecer, ressalto que existe dois locais com o nome "Contrato" nesta região. Um com o nome de Rincão do Contrato e outro com o nome de Estância do Contrato, o primeiro ficava entre o Jaguarão Chico e Jaguarão Grande, o segundo ficava entre o Candiota e o Jaguarão Grande.
FONTES:
Medições em Bagé nos anos de: 1852, 1867,1869, 1870 e 1883 - APERS.
Arquivo Pessoal: Nerci Nogueira.
Mapoteca do Museu Dom Diogo de Souza - Bagé/RS.
Arquivo Departamental de Cerro Largo/UY.
Atas II e IV do Tratado de Limites Brasil/Uruguai de 1851.

Contatos c/o Autor:
nercinogueira@gmail.com.
        

sábado, 4 de maio de 2013

A ESTÂNCIA DE MANOEL DO COUTO CARNEIRO

          Campo mais comprido que largo no sentido norte sul, situado entre a Coxilha Grande e a margem direita do Arroio Jaguarão Chico. Confrontando; pelo oeste com a Coxilha Grande; pelo norte com a Canhada do Salso que faz barra no Arroio Jaguarão Chico; pelo leste com o Arroio Jaguarão Chico; e pelo sul com a Canhada chamada de Ilha Grande que faz barra no Jaguarão Chico. Media cinco léguas espanholas de extensão.
          Manoel do Couto Carneiro comprou estes campos no ano de 1829, de José Vaz Bayão que havia comprado do casal João Baptista Berdum e Maria Gomes. No tempo em que estas terras pertenciam a Banda Oriental.

          Manoel do Couto Carneiro é filho de Domingos do Couto Carneiro e de Felícia Maria. Casou com Luciana Maria, esta filha de José Vaz e de Antônia Maria. O casal Manoel e Luciana Maria tiveram os seguintes filhos:
- Firmina do Couto Carneiro (*1801).
- Clara do Couto Vaz (*1803).
- Manoel do Couto Carneiro (filho) (*1804).
- Luciana do Couto Carneiro (*1806)
- Joaquim do Couto Carneiro c/c Firmina Moreira.
- Leocádia do Couto e Silva c/c Antônio de Paula e Silva.
- Luiz do Couto Carneiro (*1811).
- Belmira do Couto Carneiro (*1809) c/c João Moreira Paes.
- Felícia do Couto c/c Ignácio Alves Pereira.
       
           No ano de 1873 a requerimento de Luiz do Couto Carneiro, Ignácio Alves Pereira, Antônio de Paula e Silva e suas mulheres. Foram medidas judicialmente esta Estância, que confrontava com os campos de: Pedro dos Santos, Manoel Vaz Martins, Florentino Antônio dos Santos, João Vaz, João Gregório Vaz, Maria Joaquina Vaz, Manoel Pedro Vaz, Leonardo José Vaz, João Bibiano Ricardo, Lafayete Xavier de Moraes, Ismael Rodrigues Barcellos, Manoel Domingues Nunes, Manoel Jacinto Nunes, Eleutéria Ferreira de Moraes, Raimundo Carlos de Moraes, Antônio Beno, Pedro Duarte, Antônio José Vieira, Sezefredo José Rodrigues, José Facundo da Silva Tavares, Ambrósio Pires da Rosa, Agapito Ireno Gonçalves, Antônio Cardoso de Mattos, Hipólito Suares, Felizando José Rodrigues, Antônio Nunes Garcia, Paulino Monteiro, Manoel Pereira, Auta de Moura, Ana Xavier de Moraes, Ana Júlia de Moraes, Alípia Augusta de Moraes, Franklino Xavier de Moraes, Zeferino Xavier de Moraes, Constantino Lannes e a Viúva e herdeiros de Florisbello de Souza Netto.
 

          Também foram citados na Medição Judicial do ano de 1873 os co-proprietários: Manoel do Couto Carneiro, Clara do Couto Vaz, Manoel de Medina Martins, Manoel Vaz Martins, João Vaz, Florentino Antônio dos Santos, João Gregório Vaz, Maria Joaquina Vaz, Manoel Pedro Vaz, João Goudene, Pantaleão Pereira da Silva, Manoel Domingues Vaz e Manoel Jacinto Nunes.

Referencias:
Nerci Nogueira - Arquivo.
Medição 743/1875 - Bagé, APERS.

terça-feira, 5 de março de 2013

A IRMÃ DO PRESIDENTE DA PROVÍNCIA MORAVA EM BAGÉ

     Eufrázia Perpétua Rodrigues Braga era irmã de Antonio Rodrigues Braga, Presidente da Província de São Pedro do Rio Grande no biênio 1834/1835, que foi deposto pelos Farroupilhas quando da invasão de Porto Alegre.
     Eufrázia Perpetua Braga nasceu em Porto Alegre no ano de 1801 e faleceu em Bagé no ano de 1848. Filha de Custódio Martins Braga e de Felizarda Rosa de Lima, casou com Augusto José Nogueira Picanço  neto do sesmeiro José Antonio Alves, este, fundador e primeiro proprietário da Fazenda São José, localizada no Distrito de Olhos d'Água - Bagé/RS.
     Eufrázia e Augusto se estabeleceram na Fazenda São José por volta do ano de 1820, e constituíram  família, sendo seus filhos as seguintes pessoas:
- Anna Balbina Braga Nogueira (*1820) - casada com Bento Gonçalves de Mello.
- Boaventura Gervázio Braga Nogueira (*1821) .
- Januário Gervázio (*1821) - casado com Emília Gervázio Nogueira.
- Pacifico José (*1824) - casado com Eulália Fagundes Nogueira.
- Genuína Firmina (*1825).
- Augusto José Nogueira Junior (*1829) - casado com Benta Neves Nogueira.
- Maria Carolina (*1835) - Felício da Rosa.
- Marcolina (*1837) - casada com Felicíssimo Lemos da Silva.
- Deolinda (*1838) - casada com Simeão Soares de Oliveira.
- Virgínia (*1839) - casada com Feliciano Teixeira Machado.
- Felizanda (*1840) - casada com Felicíssimo Silva Lemos Filho.
- Claudina (*1841) - casada com José Zeferino Gomes Jardim.
- Bento José Nogueira (*1842).
- Eufrázio (*1846/+1850) - faleceu aos quatros anos.
     Eufrázia Perpétua Braga faleceu por complicações do parto no ano de 1848 em Bagé.

                                                Antônio Rodrigues Fernandes Braga
                                                                Presidente da Província  1834/1835

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A ESTÂNCIA DE LEONARDO JOSÉ VAZ

     Nos campos que comprou da Viúva Ritta Maria de Jesus, em setembro de 1831, fundou sua Estância. Localizada na margem esquerda do Rio Negro, confrontando com o Passo do Valente. Seus limites eram: Pelo oeste com o banhado da Velha Mariana até desaguar no Rio Negro; pelo sul com a Coxilha Grande; pelo leste com a ponta das duas canhadas e Coxilha Grande e pelo norte com outros campos da Viúva Ritta.





























                            Mapa dos campos de Leonardo José Vaz - Medição no ano de 1864  

Leonardo José Vaz (*Estreito/RS/+1859/Piratini) filho de José Vaz e de Antônia Maria,  foi casado duas vezes, sendo a primeira com Anna de Medina Martins, com quem teve os seguintes filhos:
  1. Manoel Vaz Martins casado com Bernardina Medina Vaz, residiam em Bagé.
  2.  Domingos Vaz Martins, casado e residia no Uruguai.
  3.  Antônio Vaz Martins, casado, residia em Bagé.
  4. Francisco Vaz Martins, (*1820), residia em Bagé, solteiro.
  5. Balizaria Vaz Martins, casada com Gabriel Rodrigues Nunes, residiam em Bagé.
  6. Anna Vaz Martins, casada com Rafael Antônio D'Ávila, residiam em Piratini.
  7. Theotonia Vaz Martins, casada com Raimundo D'Ávila Peixoto, residiam em Piratini.
  8. Felisbina Vaz Martins, casada com Manoel do Couto Carneiro, (tiveram uma filha), residiam em Bagé.
  9. Leocádia Vaz Martins, casada com Antônio da Rosa Machado, residiam no Uruguai.
  10. Eliodora Vaz Martins, casada com o Maj. Manoel do Couto Carneiro (tiveram 6 filhos), residiam em Bagé.
  11. Emigadir Vaz Martins (*1812), residia no Uruguai.
     A segunda vez com Dionizia Antônia D'Ávila, com quem teve os seguintes filhos:
  1.  Bernardo José Vaz, casado, residia em Piratini.
  2. Bernardina Antônia Vaz, casada com Manoel D'Ávila, moravam em Piratini.
  3.  Leonardo José Vaz (filho), casado c/Zeferina Teixeira Brasil, moravam em Bagé.
  4. João José Vaz, tinha 21 anos em 1859.
  5. Dionizia Antônia Vaz (filha), casada com Abel Maurício Vaz, residiam em Piratini.

      Leonardo José Vaz também tinha campos em Piratini, na localidade conhecida como Passo do Alfaiate, 1º Distrito. Onde tinha casa de residência e um moinho d'água.

FONTES DE PESQUISAS
- NOGUEIRA; nerci - Nos primórdios de Bagé - Anotações de Registros Históricos (1753 -1870)
- Medição de Rio Grande, ano 1864 - APERS.
- Inventário (parcial) de Leonardo José Vaz/1859/Piratini - APERS.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

As Guardas na Fronteira de Rio Grande


     Com o Tratado de Santo Ildefonso de 1777 a fronteira entre a Capitania de Rio Grande de São Pedro e a Banda Oriental, tinha como limite o Rio Piratini e a Coxilha de Santo Antônio, porem, como não houve demarcação desta fronteira por desentendimento entre os demarcadores, ficou uma faixa de terras ao longo do que deveria ser a linha divisória como terreno duvidoso. Rafael Pinto Bandeira e Sebastião Xavier da Veiga Cabral trataram de ir ocupando estes "terrenos duvidosos" e empurrando a fronteira para o traçado do Rio Jaguarão. Para isso criaram às guardas de; Cerro Pelado, São João do Herval, Santo Antônio (nova) e São José da Coxilha (esta no local onde existiu a Guarda Velha de Santo Antônio/1774). Já os espanhóis ao mando de Dom Manoel Cipriano de Mello y Menezes em oposição às guardas portuguesas fundaram entre os anos de 1791/1793 às guardas de; Jaguarão, Santo Antônio do Quilombo, São José e Santa Rosa.



Guarda Espanhola de Jaguarão  (Yaguarón)
Se localizava na foz do rio Jaguarão, em sua margem Oriental. Foi fundada por Dom Manoel Cipriano de Mello y Menezes em 1791.
Em 1795 hera composta por; um Subalterno, sessenta praças de Dragões e Belendengues, duas Corsárias e uma tripulação..

    Guarda Espanhola de Santo Antônio do Quilombo
Se localizava na margem direita do Arroio Quilombo, afluente do Arroio Telho no Município de Jaguarão/RS.  Foi fundada por Dom Manoel Cipriano de Mello y Menezes por volta do ano de 1791.
Em 1795 hera composta por; um Subalterno e 70 praças de diferentes corpos.

    Guarda Espanhola de São José - Se localizava em uma colina rochosa perto do Rio Jaguarão Chico, três léguas ao norte.(nascentes do Arroio São José no Município de Herval/RS) Foi fundada por Dom Manoel Cipriano de Mello y Menezes entre os anos de 1791/1793.
No ano de 1795 hera composta por quarenta praças.

    Guarda Espanhola de Santa Rosa - Se localizava nas nascentes do Arroio do Tigre (Município de Candiota/RS). Foi fundada por Dom Manoel Cipriano de Mello y Menezes entre os anos de 1791/1793.
No ano de 1795 hera composta por setenta praças.
    Poucos anos depois se agregaram a estas Guardas às Guardas de Arredondo, Aceguá e Pirai.


    Guarda Portuguesa de Cerro Pelado - Se localizava no Cerro Pelado na confluência do Rio Piratini com o Arroio Basílio, no Município de Cerrito/RS. Foi fundada por Rafael Pinto Bandeira por volta do ano de 1778. Esta Guarda duranta a Guerra de 1801 foi avançada para o Cerrito de Jaguarão.   

   Guarda Portuguesa de São João do Herval - Se localizava onde hoje é a Cidade de Herval/RS, oriunda de um acampamento militar das forças de Rafael Pinto Bandeira na deca de 1780, e hera uma das mais importantes e central da linha de defesa da Fronteira do Rio Grande.

    Guarda Portuguesa de Santo Antônio (nova) - Se localizava no Cerrito da Cruz, circunvizinhança do Rincão do Candiota, hoje Município de Pedras Altas. Foi fundada na deca de 1790.Entre seus comandantes figura o Capitão Antônio Pinto da Costa que se achava no Comando em 1800. Esta Guarda foi avançada, sua origem é a Guarda de Santo Antônio Velho, criada em 1774 por Rafael Pinto Bandeira na Coxilha de adotou o nome de Santo Antônio.

    Guarda Portuguesa de São José da Coxilha - Se localizava na Coxilha onde em 1774 os portugueses criaram uma Guarda para se protegerem do destacamento do Forte Santa Tecla, ficando esta localidade conhecida com "Guarda Velha"de Santo Antônio, nascentes do arroio de mesmo nome no Município de Pinheiro Machado/RS.
     Entre os primeiros sesmeiros desta localidade firam: Manoel Teixeira Nunes que obteve sesmaria no ano de 1791, com as seguintes confrontações; - pelo norte com o Arroio da Guarda Velha que sai da Coxilha e corre para o norte e deságua no arroio grande que vai desaguar no Rio Camaquã; pelo sul com a Coxilha de Santo Antônio; pelo oeste com o arroio menor que vai desaguar no dito arroio grande; pelo leste com o Arroio desta Guarda Velha.
     Outro foi Manoel Correia da Silva e seu irmão Clemente Correia da Silva, que por licença do Brigadeiro Rafael Pinto Bandeira arranchou-se nas nascentes dos Arroios Candiota e Velhaco Grande, no ano de 1788. Também Jeronimo Fernandes de Brito obteve sesmaria no ano de 1815, que confrontava pelo norte com o Cerro dos Porongos; pelo sul com uma vertente que nasce na frente da casa do falecido Manoel Rodrigues Veleda e vai desaguar em um galho do Candiota ou Arroio da Tuna acima do Passo do Estaqueador; pelo leste com a Coxilha de Santo Antônio; pelo oeste com o mesmo Arroio da Tuna ou galho do Candiota. 

Fontes de Consulta
Diário de la Primera Partida de la Demarcacion de Limites entre Espana y Portugal en America - José Varela y Ulloa/1786.
Medição 406/1793 - Rio Grande -APERS
      "       548/1815 - Rio Grande - APERS
      "       475/1802 - Rio Grande - APERS
      "       661/1829 - Rio Grande - APERS
      "       525/1808 - Rio Grande - APERS
      "       549/1815 - Rio Grande - APERS
      "       661/1829 - Rio Grande - APERS
      "       817/1809 - Rio Grande - APERS
      "       526/1808 - Rio Grande - APERS
      "       428/1795 - Rio Grande - APERS
Livro Nos Primórdios de Bagé - Anotações de Registros Históricos (1750 - 1870).
    "    Ensayo Para Una Historia de Cerro Largo - Germán Gil Villaamil.
    "     Registros de Sesmarias - APERS.


:Contato c/o Autor = nercinogueira@gmail.com