quinta-feira, 28 de junho de 2012

A Estância dos Barcellos

Esta Estância localizava-se entre o Rio Negro e a Coxilha Grande; do Banhado do Salso ao Banhado dos Gabriéis em Aceguá.
Os primeiros proprietários destes campos foram:
     O Cabo de Voluntários de Cavalaria do Cerro Largo Francisco Manoel Baldez, que requereu parte deste campo em Agosto de 1798, ao Comandante Geral da Campanha Coronel Joaquim de Soria, que o concedeu  por ser o mesmo devoluto. Baldez vendeu a sua parte de campo a Joaquim Rozales em 26 de Outubro de 1805. Este revendeu a João Teixeira de Oliveira que por sua vez vendeu, em 1818, a Boaventura Rodrigues Barcellos.
      O proprietário  da outra parte foi Ignácio Ibarry, por concessão do Comandante de Cerro Largo  Joaquim Paz, em 15 de Setembro de 1807, como campo devoluto. Ignácio Ibarry era casado com Maria de las Flores, com quem teve os filhos; Felíppe Ignácio Ibarry e Solidonia Ignacia Ibarruy.
     Luiz Rodrigues Barcellos comprou essas duas parte de campo e requereu a Medição, Demarcação e Confirmação deste campos ao então Governador da Província Cisplatina Carlos Frederico Lecor. O Governo Cisplatino encarregou o Juiz Territorial do Partido de Aceguá Domingos José Gonçalves, para efetuar a dita Medição, em 27 de Junho de 1822. Sendo confirmado por este Governo em 17 de Setembro de 1824, com a expedição do Titulo de Propriedade assinada pelo Barão de Laguna.
     No ano de 1837  este Luis R. Barcellos requereu a medição e demarcação da totalidade destes campos,     ao Governo da Republica Oriental do Uruguai, que nomeou Francisco (Pa...gnon), Agrimensor de Número 35 Comissionado pelo Governo. Que mediu os campos e deu os seguintes limites e confrontantes: Pelo Norte com o Banhado do Seival; pelo Leste com a Coxilha Grande; pelo Sul com o Banhado dos Cincos Salços e  pelo Oeste com o Rio Negro. Confronta pelo Norte com a Dona Filisbina e Sutério Corrêa de Moraes; pelo Leste com Manoel do Couto Carneiro; pelo Sul com João Antônio Martins e pelo Oeste com o Império do Brasil.  
     Luiz Rodrigues Barcellos era casado com Jacinta Joaquina do Amor Divino com quem teve os seguintes filhos: Bernardino Almeida Barcellos c/c Carolina Leopoldina Netto, João Jacinto Barcellos c/c Joaquina Floripes de Siqueira, José Luiz Barcelos c/c (1ª vez) Maria Fortunata Lemes, (2ª vez) Joaquina Rita de Albuquerque, Ismael de Almeida (Rodrigues) Barcellos c/c Maria José de Siqueira, Antônio Rodrigues Barcellos c/c Francisco da (Marques), Joaquim Pedro Barcellos c/c Maria Francisca de Rezende (2ª vez) com Idalmira Maia da Silva.
     Em 18 de Maio de 1868 os herdeiros do já citado Luiz Rodrigues Barcellos requereram na Justiça de Bagé, a medição e separação dos quinhões de cada um destes herdeiros. Foram citadas as seguintes pessoas, entre interessados e confinantes:  Antônio Rodrigues Barcellos, Domingos Martins, João Bibiano Ricardo, Lafaete Xavier de Moraes, Anna de Moraes, Julia de Moraes, Joaquina Maria de Moraes, Alípia Augusta de Moraes, Franklin Xavier de Moraes, Gabriel Rodrigues Nunes, Cap. Zeferino Xavier de Moraes, Manoel Francisco Vaz, Januário Rodrigues Nunes, Antônio Rodrigues Nunes, Belizario Rodrigues Nunes, Carolina Rodrigues Nunes, Boaventura Rodrigues Nunes, Juvita Nunes Garcia, Aníbal Rodrigues Nunes, Belizaria Vaz Nunes (por si e como tutora de seus filhos; Juvita e Aníbal),  Maj. José Francisco Vaz ( na Guerra do Paraguai), José Luiz Martins, Manoel Rodrigues Nunes (na guerra do Paraguai), Tertuliano Ambrozino da Silva Machado ( em prol dos Órfãos filhos de José Luiz Barcellos; Rozalina, Amabília, Amélia e Valeriano).   
Fonte:
NOGUEIRA; Nerci - Nos Primórdios de Bagé.
APERS - Medições, Bagé/RS.
     

domingo, 10 de junho de 2012

A Estância de José Ferreira Gonçalves

Nos tempos em que ainda o Arroio Jaguarão Chico era chamado de "Guabiju", José Ferreira Gonçalves comprou nove sortes de campo de João José Albernoz. Situados; entre a coxilha Grande e o Arroio Jaguarão Chico; e  da Coxilha Divisória  as nascentes do Banhado Joaquim José e Canhada Pantanosa. Formando  nestes campos a Estância do Aceguá.
José Ferreira Gonçalves era casado (1º vez ) com Maria Angélica de los Santos (Tetra-Avós paternos deste Autor) , com a qual teve os seguintes filhos:
  • Maria Altina Ferreira Gonçalves c/c Jorge Barbosa de Godoy.
  • Eleutéria Ferreira Gonçalves c/c Antônio Carlos de Moraes (filho) (Tri-Avós paternos deste Autor).
  • Cacilda Ferreira Gonçalves c/c Antônio d'Avila e Silva.
  • Salvador Ferreira Gonçalves - Solteiro (teve filhos com Maria Lodovina Ramos e Rita Garcia de Oliveira ).
  • João Ferreira Gonçalves c/c Maria Albina da Silva.
  • José Ferreira Gonçalves (filho). 
 Com a morte de Maria Angélica de Los Santos, os filhos e herdeiros fizeram um acordo amigável em que dividiam os campos, tocando uma sorte de estância para cada um, e três sortes para o Pai. O que foi aceito por todos. Pediram medição, demarcação e divisão destes campos no ano de 1854, ao Tenente João Mareira - Alcaide da Vila de Mello - República Oriental do Uruguai.
José Ferreira Gonçalves (pai) vendeu no ano de 1857 duas sortes de campo (mais ou menos) ao na época Tenente Coronel Astrogildo da Costa Pereira, futuro Barão de Aceguá. Pela importância de dezesseis Contos de Réis, porem só recebeu seis Contos de Réis, como relata a Viúva Inventariante no ano de 1864.
Viúvo José Ferreira Gonçalves casou com Anna Joaquina de Mello, e foi morar na Lagoa Formosa, Herval/RS. Neste local comprou Seiscentas Braças de Campo, onde veio a falecer em 18 de Outubro de 1864 sem ter filhos com a segunda esposa.

No ano de 1874 Antônio d'Avila e Silva, filho de Cacilda Ferreira Gonçalves, pediu Medição Judicial da Sorte de Campo de sua Mãe.
Nesta Medição foram citadas as seguintes pessoas:

MAPA DE 1874
  • Maria Altina Ferreira Gonçalves
  • Maria Hilaria da Silva
  • Eleutéria Ferreira Gonçalves
  • Irineu Ferreira de Mello
  • Ignácio Alves Pereira
  • Ramão Ferreira Gonçalves
  • Domingos Ferreira Gonçalves
  • Hilário Ferreira Gonçalves
  • Pio dos Santos
  • Manoel Pinto (Tapada)
  • Hilário Marfizo dos Santos
  • Barnabé Ferreira Gonçalves
  • João Ferreira Filho
  • Pedro Duarte
  • Raimundo Carlos de Moraes
  • Luiz Cardoso
  • Francisco M. dos Santos
  • Bernardo Moreira dos Santos
  • Carlos Moreira dos Santos
  • Antônio (Calabroz)
  • Dionísio Pereira da Costa
  • Joaquim Antônio Thadêu 
  • Policarpo Barbosa de Godoy
  • Antônio Manoel Pereira
  • Avelino Alves Pereira
  • Amaro Alves Pereira
  • André Alves Pereira
  • Josefa  Alves Pereira
  • Arminda Alves Pereira
  • Cacilda Alves Pereira
  • Manoela Alves Pereira
  • Maria Joaquina Barbosa
  • Eduardo Arsênio
  • Anaurelina Barbosa
  • Cacilda Barbosa
  • Adelina Barbosa
  • Astrogildo Pereira da Costa - Confinante
  • Boaventura Gonçalves - Confinante
  • José Fredo R. Soares - Confinante
  • Manoel Jacintho Nunes - Confinante
  • Antônio de Paula e Silva - Confinante
  • Manoel Teixeira Brasil - Confinante
  • Anna Thereza Vaz - Confinante
  • Antônio José Vieira - Confinante
  • Josefa Vaz - Confinante
  • Bernardina Vaz - Confinante
  • Maria Clara Vaz - Confinante
  • Serafim da Costa (Moreira) - Confinante

            Por Carta Precatória em Piratini:

  • Manoel Lucas de Oliveira
  • Maria Lucas de Oliveira
  • Mathildes Lucas de Oliveira
  • Amélia Lucas de Oliveira
  • Emília Lucas de Oliveira
  • Antônio Lucas de Oliveira
  • Manoel Lucas de Oliveira Filho
  • Raimundo Lucas de Oliveira Filho
  • Francisco Lucas de Oliveira Filho
  • Geraldina Lucas de Oliveira 
  • Antônio Teixeira.
             Em lugar inserto e não sabido:
  • Bartolomeu Ferreira Gonçalves
  • Antônio Ferreira de Souza
  • João Damiano Ferreira
  • Manoel Ferreira Gonçalves
  • Francis (Sacio) ?
  • Hilário Ferreira Gonçalves
  • Delfino Alves de Paula
  • Luiz Cardoso
  • Paulo Carlos de Moraes
  • Manoel Carlos de Moraes
  • Pedro Carlos de Moraes.
 Obs. nesta data recém tinha terminado a Guerra do Paraguai.

           Citados após Embargos da Viúva Eleutéria Ferreira Gonçalves:
  • Fermina Carlinda de Moraes
  • Anna Carlinda de Moraes
  • Maria Carlinda de Moraes c/c Delfino Alves de Oliveira.
  • Geraldo Alves de Oliveira
  • Claro Alves de Oliveira
  • Maria (Altina) da Silva  - Viúva de João Ferreira Gonçalves. 
No ano de 1880 a Viúva Maria Altina Ferreira Gonçalves requereu Medição Judicial da sua Sorte de Campo. Motivada por uma cerca de arame construída pelo Barão de Aceguá, o que gerou o Mapa do ano de 1880, desta Sorte de Campo que mostra entre outros locais o da atual Cidade de Aceguá.



                                Mapa da Sorte de Campo de Maria Altina Ferreira Gonçalves



No ano de 1908 José Luiz Vaz requereu a Demarcação Judicial dos campos que pertenciam a Antônio d'Avila e Silva, incluindo a parte de campo comprado do Barão de Aceguá. Para isso forneceu a seguinte Relação de Interessados e Confrontantes, que foi anexa ao Processo Nº788/A1908 - Bagé/RS:
                                                  INTERESSADOS;
  • Antônio d'Avila e Silva (filho) como pai e tutor nato de seus filhos menores de nome; Maria da Conceição d'Avila e Silva, Antônia Celinda d'Avila e Silva, Alfride d'Avila e Silva, Laura d'Avila e Silva, Acrizio d'Avila e Silva e José d'Avila e Silva.
  • Ladislau d'Avila e Silva já falecido, por quem representam seus filhos de nome: Francisco d'Avila e Silva e Cacilda d'Avila e Silva, menores impúberes.
  • Antero d'Avila e Silva
  • Herotilde d'Avila e Silva c/c João Antônio Moreira dos Santos
  • Francisco Moreira dos Santos
  • Antônio Manoel Alves Pereira
  • Zeferino Rezende, por si e como representante da sucessão de sua mulher Amélia Barcellos de Rezende.
  • Felicidade Ferreira de Moraes, representante da sucessão de seu marido Pedro Carlos de Moraes.
  • Manoel Carlos de Moraes
  • Adolpho Carlos de Moraes
  • Demétria dos Santos, como representante da sucessão de Raimundo Carlos de Moraes e Donata Bellos.
  • Sebastião Nogueira Picanço (Moraes)
  • Eleutério Nogueira Picanço (Moraes)
  • Idalina Nogueira Picanço (Moraes)
  • Procópio Nogueira Picanço (Moraes)
  • Vidal Nogueira Picanço (Moraes)
  • Desidério Nogueira Picanço (Moraes)
  • Luiz Nogueira Picanço (Moraes)
  • Carlos Moreira dos Santos, representando a sucessão de sua finada mulher Firmina Carlinda de Moraes.
  • Belarmino Leandro de Oliveira, por si e como representante da sucessão de sua finada mulher Honória de Vasconcellos.
  • Guilhermina Picaz de Farias, por si e como representante da sucessão de seu finado marido Joaquim Fagundes Picaz.
  • Maria Picaz, por si e como representante da sucessão de seu finado marido Enéas Teixeira Brasil.
  • Maria Altina Brasil, por si e como representante da sucessão de seu finado marido Manoel Teixeira Brasil.
  • Celina Teixeira Brasil.
Os menores impúberes de nome: Francisco Teixeira Brasil, Pedro Teixeira Brasil e Flora Teixeira Brasil.

  • Izabel Duarte, por si e como representante da sucessão de seu finado marido Joaquim Azevedo.
  • Calisto Barcellos
  • Júlio Cezar Lucas de Oliveira
  • Geraldino Lucas de Oliveira
  • Maria Lucas de Oliveira e seu marido João Theodoro Bernardes.
  • Josefa Correia e Silva, por si e pela sucessão de seu finado marido Bernardino Moreira dos Santos.
  • Otacílio d'Avila e Silva
  • Amélia Lucas de Oliveira e seu marido João Miguel Lucas de Oliveira.
  • Mathildes Lucas de Oliveira e seu marido José de Assis Lucas.
  • Rosalina Teixeira Brasil e seu marido.
  • Maria Manoela Teixeira Brasil e seu marido.
  • Claro Alves de Oliveira e sua mulher.
  • Geraldo Alves de Oliveira e sua mulher.
  • Anna Alves de Oliveira
  • Aníbal Brião
  • Joaquim Nunes Garcia
  • Florêncio Manoel Saraiva
  • Os sucessores dos finados Antônio Saraiva e sua mulher, cujos nomes e números se ignora.
  • Evarista Hortência Ferreira de Mello.
  • Manoel Hortêncio Moreira
  • Júlia Hortência Ferreira de Mello e seu marido.
  • Sebastiana de Mello, por si e pela sucessão de seu finado marido Eugênio de tal .
  • Eduardo Francisco (Faurtgué ?)
  • Marcos da Silva
  • Anna Júlia de Borba, por si e pela sucessão de seu finado marido (Garino ?).
  • Anarolino Fernandes e seus filhos cujo nome e números ignora.
  • Joanna Acosta
  • Joaquim Rodrigues
  • João de Deus Ferreira
  • Avelina Ibagaray
  • Anarolino Nunes, por si e pela sucessão de seus finados pais  Clementino Nunes e Maria José Nunes
  • Raymundo Alves de Oliveira
  • Francisco Maria dos Santos
  • Viriato Amélio dos Passos
  • José Ignácio Amélio dos Santos
  • Marcinda Amélia dos Passos      
                                       CONFRONTANTES;

  • Anna Thereza Vaz Nunes, por si e pela sucessão de seu finado marido Manoel Domingues Nunes.
  • Wenceslau Gomes Jardim
  • Constantino Lanes
  • Leão Magalhães, por si e pela sucessão de sua finada mulher Bernardina Vaz.
  • Serafim Macieira
  • Josefa Pereira Rodrigues, por si e pela sucessão de seu finado marido Felizardo Rodrigues.
  • Antônio José Vieira
  • Secundo Perez
  • Carlos Moreira dos Santos
  • Irineu Maidana
  • Franco Barcellos, por si e pela sucessão de sua finada mulher Maria Clara Vaz Barcellos. 

Obs. este Processo foi considerado descabido e sem efeito, muitos consideraram uma Armadilha do Regime Castilhista, para localizar pessoas consideradas inimigas.

                                                   Publicação no Jornal em Bagé

FONTES:
NOGUEIRA; Nerci - Livro nos Primórdios de Bagé e Arquivo Pessoal.
APERS - Medições de Bagé.





terça-feira, 15 de maio de 2012

ESTÂNCIA DO CERRO

Entre a Canhada da Carpintaria e o Banhado dos Cinco Salsos; do Rio Negro a Coxilha Grande; nos campos conhecidos como Canhada do Aceguá. Que João Antônio Martins comprou por volta de 1798, foi criada a Estância do Cerro.
Ainda não consegui saber qual o primeiro proprietário destas terras; se foi o Cabo de Cavalaria de Cerro Largo, de nome Francisco Baldez, ou Joaquim Soarez Fernandez, sogro de José Luiz Martins.

João Antônio Martins era casado com Maria Joaquina do Nascimento de quem teve os seguintes filhos:
 1) - Ricarda Maria Joaquina Martins - Casada duas vezes. Primeira núpcias com Manoel Ferreira Bicca e segunda núpcias com o Viúvo Inácio Pereira da Silva.
 2) - Ricardo Antônio Martins - Casado com Constantina Bandeira.
 3) - João Antônio Martins (filho) - Faleceu solteiro, porem teve uma filha de nome Regina Aveiro.
 4) - Domingos Martins - Casado com Faustina Lemes da Silva.
 5) - Maria Joaquina das Dores Martins - Casada com Carlos Silveira (de Moraes Ramos).
 6) - Genuína Martins - Casada com Américo Joaquim Barbosa.
 7) - José Luiz Martins - Casado com Maria Natividade Agustin  Fernandez.
 8) - Libindo Antônio Martins (pai) - Maria Joaquina Gonçalves.
 9) - Manoel Martins - casado com Inácia Martins.
10) - Ubalda Martins - Casada com Joaquim José da Silva.
11) - Ritta Martins - Casada com Juan Laureano de Aguiar.

Em 04 de Abril de 1853 os herdeiros de João Antônio Martins (pai), pediram medição e demarcação dos campos da Canhada do Aceguá, quando ainda fazia ele parte do Território do Estado Oriental do Uruguai.
Com a medição, demarcação e separação dos quinhões de cada herdeiro, Domingos Martins foi comprando estes quinhões e juntando ao seu, formou a Estância do Cerro.
Já no ano de 1886 os herdeiros do casal Domingos e Faustina mediram os campos desta Estância, a requerimento de:
  • Inácia Martins - Casada (com seu tio paterno)  Manoel Martins.
  • Domingos Martins Junior - Casado com Consolação Lemes dos Santos.
  • Joana Martins - Casada com Pedro Nicolau de Ornellas.
  • Vasco Martins - Casado com (sua prima irmã) Edelmira Martins (Gonçalves).
  • Maria Francisca Martins - Casada com João Maria Peixoto.
  • Balduino Saraiva - Casado com Faustina Alves Saraiva (neta,filha de Maria Joaquina Martins c/c Martinho Alves).
  • Belizário Sarmento - Casado com Maria Ignês  Alves Sarmento (neta, filha de Maria Joaquina Martins c/c Martinho Alves).
  • Libindo Martins - Casado com Amélia Silveira Martins.
  • Maria José Dias Alves - Casada que foi com José Martins Alves. 
A sede da Estância do Cerro foi construída entre as nascentes dos Banhados Lajeadinho e Dos Buracos de  Corujas, na margem esquerda do Banhado dos Cinco Salsos

                                      REFERENCIAS:
- NOGUEIRA; Nerci - Nos Primórdios de Bagé - Anotações de Registros Históricos (1753/1870).
- Medição dos Campos da Estância do Cerro/ Ano 1886 - Arquivo Público do Estado do Rio Grande do  Sul.
- Nerci  Nogueira - Arquivo Particular.

quinta-feira, 29 de março de 2012

FAZENDA SÃO JOSÉ

     Bagé ainda não existia, esta localidade era conhecida como Cabeceiras do Rio Negro, onde os espanhóis construíram um forte chamado de Santa Tecla. Durante a tomada deste Forte de Santa Tecla pelas forças portuguesas, o Alferes dos Dragões de Rio Pardo Agostinho de Borba, descobriu dois rincões de campos devolutos nas proximidades deste Forte. Deles toma posse e requer como sesmaria. Nas informações deste requerimento, o Comandante dos Dragões de Rio Pardo, Coronel Patrício Corrêa da Câmara, informa que estes rincões estão situados entre os últimos Galhos  Ycabaquã Chico (Camaquã Chico) e dentro da Guarda de São Sebastião e a maior distância do Forte Santa Tecla. Já o Major e Astrônomo do Real Corpo de Engenheiros, José de Saldanha, também informa que mediu estes rincões no ano de 1795 e que eles ficam imediatos a Guarda de São Sebastião. Em 5 de Maio de 1797, antes de receber a Carta de Sesmaria, o Alferes Agostinho de Borba vendeu estes ricões de campo a José Antônio Alves.
     José Antônio Alves que havia sido desapropriado de sua posse em Piratini e desistido do Rincão do Forte de Santa Tecla, recém conquistado na Guerra do ano de 1801. requer no ano de 1806 aqueles dois rincões comprados do Alferes, como sesmaria, obtendo a Carta de Sesmaria no ano de 1816. Os ditos dois rincões de campos foram batizados com o nome de Fazenda São José. que na medição do ano de 1797, estes campos da São José confrontava-se pelo norte com campos de Antonio Luiz dos Reis Fraga, pelo leste com Fernando Pereira Vieira, pelo sul com a Fronteira ou Raia de Portugal e pelo oeste com o Boqueirão que vem do Marco dos Continentes e  com a Guarda de São Sebastião. Já com a medição do ano de 1806, Portanto após a Guerra do ano de 1801, a Fazenda São José continuava com os mesmos limites, porém com novos lindeiros; tinha ao norte José Martins Coelho que comprou os campos que eram de Antonio Luiz dos Reis Fraga; tinha ao leste João Gonçalves Rodrigues que havia comprado os campos que pertenciam a Fernando Pereira Vieira; tinha ao sul a antiga linha divisória, fronteiras de 1750 e 1777 e tinha ao oeste o Capitão Pedro Fagundes de Oliveira, que havia tomado posse e requerido como sesmaria os campos da Guarda de São Sebastião.
     José Antonio Alves veio a se estabelecer com a sede de sua Fazenda São José nas nascentes do Arroio do Moinho, em cujo Arroio fundou o Primeiro Moinho D'Água de Bagé, inspirado em seu sogro o Chico da Azenha.
     José Antônio Alves (*1744 +1823) era natural de Santa Catarina filho de Francisco de Souza Alves e de Barbara de São Tomé (Ambos naturais da Ilha de São Jorge/Açores), casou com Maria Antônia da Pureza, sendo esta filha de  Francisco Antônio da Silveira (Chico da Azenha) e de Antônia Maria de Jesus (Ambos naturais dos Açores), José e Maria tiveram os seguintes filhos; 

  1. Joaquim José Alves c/c Jacintha Antônia de Menezes.
  2. Juliana Maria da Pureza c/c José Francisco Nogueira Picanço.
  3. Eleuthéria Maria da Pureza c/c Joaquim Antônio de Menezes (filho).
  4. Anna Maria da Pureza c/c José Manoel de Abreu.
  5. Antônio José Alves c/c Maria Joaquina de Menezes.

     Com o falecimento de José Antonio Alves no ano de 1823, Maria Antônia da Pureza passou a ser meieira dos bens desta Fazenda. Tendo ela falecida no ano de 1833, seus herdeiros não fizeram inventário das terras que cabiam a Maria Antônia da Pureza. Então o genro José Francisco Nogueira Picanço, que já havia se estabelecido nas terras desta Fazenda, notou que a área superficial da Fazenda era maior que a concedida por carta de sesmaria em 1816. Resolveu então pedir medição judicial desta área, resultando com isto verificar-se que a mesma excedia em 2.741 braças quadradas, além da área concedida. Com isso requereu estas sobras de campos a justiça de Piratini, então competente nesta região. Ocorrendo a Revolução Farroupilha e falecendo José Francisco Nogueira Picanço, durante esta Revolução, sua Viúva recebeu o Título de Doação destas sobras de campos, em 14 de Agosto de 1841. Concedida pela República Rio Grandense, que nesta data tinha como Capital a Capela Curada de São Sebastião de Bagé, e como Presidente Bento Gonçalves da Silva.
     Com a falta do Inventário da meieira Maria Antônia da Pureza, os herdeiros e seus descendentes foram vendendo seus direitos hereditários, surgindo então diversos proprietários, desmembrando toda a área da antiga Fazenda São José. Ocasionando com isso um processo judicial, que no ano de 1874 ocasionou uma medição e demarcação de toda a área de campo desta Fazenda. Porém, em grau de recurso, esta medição e demarcação foram anuladas. Dai em diante permaneceu indiviso os campos desta Fazenda.
Mapa em que localiza a Fazenda São José
     Os filhos de José Francisco Nogueira Picanço e a viúva meieira Juliana Maria da Pureza, acrescentaram as ditas sobras de campos, as partes herdas como legitimas dos avós. formando uma nova estância onde hoje é o Rincão chamado de Olhos d'Água (Não confundir com o Distrito de Olhos d'Água).
     José Francisco Nogueira Picanço natural do Rio de Janeiro, faleceu em Pelotas no ano de 1839, filho de Francisco Xavier Picanço (*Ilha 3ª) e de Caetana Clara de Bittencourt (*Ilha 3ª), casado com Juliana Maria da Pureza com quem teve os seguintes filhos:

  1. Augusto José Nogueira (*1797/Piratini) c/c Eufrázia Perpétua Braga.
  2. Albano Nogueira Picanço (*1802/Canguçu) c/c Luíza Gomes Jardim.
  3. Constância Nogueira Picanço (*1806/Canguçu) c/c Antônio Francisco da Costa e Silva 
  4. Felicíssimo Alves Nogueira c/c Clara Joaquina Gomes.
  5. Leocádia Clara Nogueira (*1808/Canguçu) c/c Felisberto Gomes Jardim.
  6. Libânia Nogueira Picanço (*1811) c/c Israel Rodrigues Jardim.
  7. Inácia Joaquina Nogueira (*1813) c/c Manoel Pereira da Silva.
  8. Áurea Alves Nogueira.
  9. Eleutéria Nogueira Picanço c/c Zeferino Gomes Jardim. 






F O N T E S:

- NOGUEIRA, Nerci - Nos Primórdios de Bagé - Anotações de Registros Históricos (1753-1870).
- MEDIÇÃO DE CAMPO, ANO 1874, BAGÉ - APERS.
- CARTAS DE SESMARIAS - APERS.
- REQUERIMENTOS DE SESMARIA - ARQV. HISTÓRICO DO RIO GRANDE DO SUL.



Meu endereço: nercinogueira@gmail.com

terça-feira, 20 de março de 2012

Segundo Vigil

Segundo Vígil era um espanhol que se radicou por volta do ano de 1860 nas nascentes do Pantano Grande (Distrito dos Olhos d'Água), nas terras da Fazenda do Quebracho, que pertencia aos herdeiros de Angélica Gomes Jardim.
 Apos volumoso Processo Judicial datado de Maio de 1968 ,contra os outros compradores desta Fazenda, venceu ação, e construiu sua fazenda nas proximidades do Passo do Banhado Grande.
Segundo Vígil nasceu no ano de 1824, na Espanha. Era casado com a brasileira Anna Maria Teixeira com quem teve os seguintes filhos:
- Angelo Epiphanio Vígil  c/c  Izalina Lobo Vígil.
-Segundo Cândido Vígil  c/c  Maria Tarcira França.
- Ignácio Brígido Vígil  c/c  Carlota Nogueira Picanço.
- José Luiz Vígil.
-Maria Joaquina Vígil.
- Pompílio Vígil.
- Pedro Cândido Vígil.
-Saturnino Vígil.
-Anna Amália.Vígil.
- Leovigildo Vígil.
Segundo Vígil veio a falecer de bronquite cronica em 29 de Junho de 1900, já Viúvo. Foi sepultado no Cemitério Próximo ao Passo do Banhado Grande, sendo um dos primeiros sepultamento deste cemitério que existe até hoje.


F O N T E  
Nogueira; Nerci
Arquivo Olhos d'Água.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

ESTÂNCIA DO PARAÍSO

     A Estância do Paraíso localiza-se no Distrito dos Olhos d'Água, entre os Arroios do Banhado Grande e do Tigre. A história desta Estância começa por volta do ano de 1780, como terras devolutas que o Brigadeiro Comandante do Continente de São Pedro reservou para invernada.
Nela viveram três ramos de famílias distintas:
     O primeiro foi a do Capitão Fernando Pereira Vieira, que requereu sua concessão como sesmaria, recebendo esta no ano de 1793. Fundando nestas terras a Fazenda São Fernando da Bocaina (Primeiro nome da Estância do Paraíso). Cujos limites eram: a Bocaina e os Arroios do Banhado Grande e Tigre. O Capitão Fernando era casado com Maria Branca Pereira, com quem teve os filhos: José, João, Josefa, Tereza, Custódia, Maria e Izabel.

     O segundo foi o Capitão João Gonçalves Rodrigues, que à arrematou em praça pública no ano de 1813, e requereu carta de sesmaria. Obtendo esta no ano de 1814. Sendo nesta época divididas em duas estâncias; a do Paraíso (nome dado por Angélica Gomes Jardim) e São João (Rincão dos Gomes) do Cabo Luiz Gomes Jardim. O Capitão Rodrigues era casado com Angélica Gomes Jardim, com quem teve os filhos: Maria, Manoel Gonçalves Rodrigues, Ritta, Senhorinha, Bernardina, João, Carlota, Frederico e José Gonçalves Rodrigues. O Cabo Luiz Gomes Jardim era casado com Maria Joaquina Rodrigues, com quem teve os filhos; Felisberto Gomes Jardim casado com Leocádia Clara Nogueira, Luiz Gomes Jardim (filho) e Luiza Gomes Nogueira casada com Albano Nogueira Picanço.
Estância do Paraíso antes de ano de 1913.
      O terceiro foi o Tenente Coronel Maragato Tomaz Mércio Pereira, que as comprou aos herdeiros do Capitão Rodrigues, durante e após a Revolução Federalista de 1893, e manteve o nome Paraíso. Tomaz Mércio Pereira (*1852/Bagé/+1916 Estância do Paraíso) era filho do Brigadeiro Camilo Mércio Pereira e de Ana dos Santos Jardim, casado com Cândida Olinda de Freitas (*1855/UY), Margarida Silva e outra que ainda não encontrei o nome. É pai de: Camilo de Freitas Mércio, Favorino de Freitas Mércio, Heitor de Freitas Mércio, Gratulino Mércio Pereira, Ana Mércio Pereira, Ernestina Silva Mércio, Ida (faleceu criança), Aniceto Silva Mércio e Maria Delfina Silva Mércio. Seu filho Favorino de Freitas Mércio (o Tata) herdou parte da Estancia do Paraíso onde ficava a sede desta Estância. Aos poucos foi comprando campos dos herdeiros da Fazenda São José, que pertencia aos Nogueiras Picanço. Nestes campos sua filha Margarida Bretas Mércio fundou a Estância Rincão do Tata.
Favorino de Freitas Mércio era Médico, casado com Margarida Bretas, pais de: Favorino Tomaz Bretas Mércio (mércinho), e Margarida Bretas Mércio.

Tomaz Mércio Pereira (*1852/+1916)

   Fonte de Consulta:
- Nos Primórdios de Bagé - Nerci Nogueira.
- APERS.
- Testamento nº 146, fl. 130v, Liv. 573 - Rio Pardo.
- Livros de Reg. de Sesmarias.
- Livros de Reg. de Compra e Venda de Imóveis - Bagé/RS.
- Famílias Primeiras de Bagé - Carlos Rheingantz.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O POSTO MISSIONEIRO GUARANI DE SANTA TECLA - BAGÉ

                                            BREVE HISTÓRICO
 Fundada a colônia do Santíssimo Sacramento em 1680 pelos portugueses, na margem esquerda do Rio da Prata. Estes trataram de comercializar o couro vacum, riqueza abundante nesta região. Para isso Cristóvão  Pereira de Abreu foi até a Vacaria do Mar, por volta do ano de 1714, ao encontro dos Índios Minuanos e firma com eles a compra de couros. Estes índios eram infiéis, não catequizados pelos Jesuítas,  por isso não obedeciam a ordens e nem limites, abatiam gado em qualquer lugar. Sabendo disto e notando o crescente abate de gado nos campos da Estância San Antonio el Nuevo, do Povo de São Miguel. Os padres jesuítas e os índios guaranis missioneiros criaram o Posto Santa Tecla, entre os anos de 1746 a 1753, com a finalidade de vigiar os campos nas nascentes dos rios; Negro, Santa Maria e Camaquã.

Mapa atual onde se localizava a Estância San Antonio el Nuevo e o seu Posto Santa Tecla.
                  AS PRIMEIRAS NOTICIAS DA EXISTÊNCIA DO POSTO SANTA TECLA
     Após caminhar dois meses, desde Castilhos Grandes, a Primeira Partida Demarcadora de Limites acampa nas nascentes do Rio Negro em 26 de fevereiro de 1753. Quando avistaram sobre uma lomba que estava a meia légua, uns ranchos e que neles haviam gentes. Decidiram mandar uma guarnição para se informar quem eram os que ali estavam. Veio até o acampamento um capataz e dois índios que disseram que os ranchos que eles estavam era o posto avançado denominado Santa Tecla, da Estância Santo Antônio do Povo de São Miguel.  perguntaram os comissario se tinha como mandar uma carta ao Cura da localidade, o que o capataz afirmou que em um dia entregaria ao Cura Dom Miguel de Herrera a dita carta. No dia seguinte após ter enviado a carta ao Cura, continuaram a marcha até os ranchos de Santa Tecla. Pela tarde deste dia, chegaram trinta índios armados perguntando pelo Capitão Francisco Bruno de Zavala, com o qual desejava falar o índio principal. Foi até eles o Capitão Zavala, sendo recebido com descortesia, e informado que eles tinha ordens do Padre Superior e do Cura para embargar o passo das Partidas, e que tinham oito mil índios armados para isso. No dia 28 deste mês chega ao acampamento o Cacique Principal e o Alcaide Maior do Povo de São Miguel, que confirmam a ordem e o seu comprimento. Os comissários que tinham nas Partidas mais de cem soldados armados, chegaram a cogitar atacar o povo de Santo Antônio o Novo que tinha mais de duzentas pessoas, porém desistiram por falta de apoio na imensa campanha.

     Em três de Abril de 1753 Luiz Garcia de Bivar, Governador da Colônia do Sacramento, escreve uma carta ao seu superior informando que a Primeira Partida Demarcadora do Tratado de Madri,  estando já a cem léguas distantes do Marco do Cerro dos Reis, chegando ao Posto de Santa Tecla, se lhes opôs um corpo de Índios armados, dizendo que os seus santos padres lhes aconselhavam defendessem as terras que eram suas, e que não largasse aos portugueses seus inimigos, e após puseram-se em ação de peleja. E que diante disto os comissários resolveram retroceder.
     As coroas luso/espanhola não reconheceram o direito que os indígenas tinham sobre as ditas terras. Em fevereiro do ano de 1756 concentram forças armadas na localidade de Sarandis (hoje nascentes do Arroio Banhado Grande em Bagé), e avançam rumo a São Miguel. No dia 10 de fevereiro do mesmo ano, massacram a pretensa e desorganizada força guarani, matando mais de dois mil índios. Derrotados e espavoridos dos indígenas abandonam  a Estância Santo Antônio o Novo e seu Posto Santa Tecla, que queimam e destroem antes do avanço das forças luso/espanhola.

     As Partidas Demarcadora de Limites voltaram ao Posto de Santa Tecla,em 1 de maio de 1758, quando encontraram todos os ranchos queimados, sendo possível localizar-lo por um marco de pedra que haviam colocado junto a parede da capela, quando ali estiveram em 1753. Em maio de 1759 o espanhol Dom José Echavarria  achou um erro na localização do Posto de Santa Tecla feito no ano de 1753. Dom João afirma que a latitude em que se encontrava em Câabuçú era 31º08' que ficava duas léguas ao norte de do Posto Santa Tecla, que ficava em 31º15'. Logo a localização dada em 1753 ao dito Posto, 31º21', estava errado em 6 minutos. A certa deveria ser 31º15'. O português José Custódio de Sá e Faria acrescentou que o Câabuçú onde estavam, ficava na nascente do Rio Ybicuhy Guaçû (Rio Sta. Maria). - Nota de esclarecimento: os Graus e Minutos dados não corresponde a realidade, pois na época existia varias medidas para uma légua e os instrumentos de medição eram muito imprecisos.
Localização do Posto
    Pesquisando diversas fontes, entre mapas e citações, todas imprecisas para localizar exatamente o ponto onde fica o já citado Posto. Passeia a formar um perímetro onde todas as informações das diversas fontes convergiam, cheguei nas coordenadas seguintes:  Ao norte; latitude 31º11'28.92 S. Ao sul; latitude 31º13'10.54 S. Ao leste; longitude 54º09'36.60 O. Ao oeste longitude 54º05'17.17 O. Por tanto estou convicto que em algum ponto dentro deste perímetro fica os Ranchos e a Capela do Posto também conhecido como Santa Tecla Vieja.

Fonte de consulta
VARELA Y ULLOA, JOSÉ
- Diário de la Primera Partida de la Demarcacion de Limites entre Espanha y Portugal en América. Tomo I e II. Pgs. 054,055, 063 e 100,
INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO BRASIL,
- Diário da Expedição de Gomes Freire de Andrade as Missões do Uruguy.
ARQUIVO PÚBLICO MINEIRO
- Demarcação do Sul do Brasil
ARQUIVO HISTÓRICO ULTRAMARINO
- Documentos do Brasil
BLIBLIO ATLAS
- Diário Resumido do Dr José de Saldanha.
NOGUEIRA, Nerci
- Nos Primórdios de Bagé

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

NOS PRIMÓRDIOS DE ACEGUÁ

     Primordialmente o território do Município de Aceguá pertencia a Vacaria do Mar. Nele passava a Linha de Fronteira do Tratado de Madri (1750), que vinha de Castilhos pela Coxilha Grande e seguia pelo divisor de águas dos Rios Jaguarão e Negro, até a Bolena, onde dobrava em direção a Sta. Tecla.
     Com o Tratado de Santo Ildefonso (1777), esta Fronteira passou para as cabeceiras dos Rios Jaguarão e Negro, nas proximidades da Bolena. Ficando toda a atual área do Município dentro dos domínios da Espanha.
     A Guerra do ano de 1801 adiantou esta Fronteira para os cursos dos Rios Negro e Jaguarão Grande, ficando a margem direita do Rio Negro para Portugal e esquerda para a Espanha, já no Jaguarão Grande, esquerda para Portugal e direita para a Espanha.
     Com a independência do Uruguai o Aceguá passou a ser Terceiro Quarteirão do Departamento de Cerro Largo.
     Durante a Guerra contra "Rosas" (1851-1852) foi firmado um Tratado de Limites entre Brasil e Uruguai, dando mais ou menos os atuais Limites de Fronteira, cedendo com isso o território do atual Município que foi  incorporado ao Brasil com Distrito de Bagé.
     Não foram concedidas sesmarias e nem foi doadas terras pelo governo brasileiro. Foi respeitado o direito de posse e propriedade dado pelo governo uruguaio, pois a grande maioria eram brasileiros.
    Esta é a lista de alguns primeiros proprietários de terras neste Município.  
  • José Ferreira Gonçalves.
  • Maria Angélica dos Santos.
  • Salvador Ferreira Gonçalves.
  • Maria Lodovina Ramos.
  • Ritta Garcia de Oliveira.
  • Astrogildo Pereira da Costa - Barão do Aceguá.
  • Irineu Ferreira de Mello.
  • José Francisco Vaz - Major.
  • José Luiz Martins.
  • Ritta Maria de Jesus.
  • João Antônio Álvares.
  • Joaquina Carlota Alves.
  • Dionísia Antonia de Jesus.
  • Manoel do Couto Carneiro - Tenente.
  • João Batista da Silva.
  • José Mariano.
  • Domingos de Medina Martins.
  • Felisbina de Oliveira.
  • Francisca de Oliveira.
  • Domingos Alves dos Santos.
  • João Antônio Alves.
  • Josefa Carolina Alves.
  • Maria Lina Alves.
  • Anna Gertrudes Alves.
  • Antônio Carlos de Moraes - Capitão.
  • João Antônio Pereira Martins - Visconde do Cerro Azul.
  • Maria Joaquina Martins.
  • Ricardo Ferreira Bicca.
  • Emerciana Barreto Bicca.
  • João Pompílho Bueno.
  • Joana Ricarda Bicca.
Fonte de Consulta
NOGUEIRA, Nerci
- Nos Primórdios de Bagé
ARQUIVO PÚBLICO DO RGS
- Medições de campos - Bagé (Aceguá). 

terça-feira, 1 de novembro de 2011

NOS PRIMÓRDIOS DE CANDIOTA

Primordialmente o território do Município de Candiota fazia parte da Vacaria do Mar. Nele passava as três primeiras Fronteiras do R.G. do Sul:  dos anos de 1750, 1777 e 1801. Seu território foi conquistado pelos portugueses na Guerra de 1801, quando atacaram e evacuaram a Guarda Espanhola de Santa Rosa, localizada nas nascentes do Arroio do Tigre (hoje Pacoá). Dai em diante foi distribuídas estas terras aos portugueses que viriam a ser os primeiros da terra, que entre outros são os que seguem: Anna Ludovina da Cunha, Anna Marques de Souza, Antônio da Costa Pereira (Capitão), Antônio Pinto da Costa (Capitão), Antônio Soares de Paiva (Capitão), Carlos Antônio Pereira do Lago (Capitão), Domingos Lopes de Carvalho, Flavia Domitila, Francisco das Chagas, Francisco Lucas de Oliveira (Furriel), Izabel Ignácia do Espírito Santo, João Teixeira de Mello, João Teixeira de Oliveira (Cabo de Esquadra), Joaquim Silvério de Souza Prates (Capitão), José de Aguiar Peixoto, José de Vargas, José Lucas de Oliveira (Alferes), José Rodrigues Barbosa (Tenente), Luiz Joaquim da Silva, Manoel Lucas, Manoel Xavier de Paiva (Tenente), Margarida Soares de Souza, Maria Antonia da Encarnação, Mathias Teixeira Nunes, Thomas Ferreira da Silva e Zeferina Joaquina Barbosa.
Quanto ao nome dado ao Arroio Candiota, êste não deriva de Manoel Rodrigues da Silva (Candiota), ao contrario êste adotou o nome "Candiota". Quanto ter sido dado por uns gregos a caminho da Argentina por volta do século XVIII,  é no mínimo duvidoso. Pois o nome de "Arroio Candiota" já existia antes do ano de 1800, como informa Antônio Pinto da Costa, na Medição de Campo no ano de 1802. Quando afirma que que Margarida Soares de Souza se achava de posse de uns campos na "Costa do Candiota" a mais de sete anos.
Fonte de Consulta
NOGUEIRA, Nerci
- Nos Primórdios de Bagé.
ARQUIVO PÚBLICO DO RGS.
- Medição Nº475/1802 - Rio Grande.

sábado, 1 de outubro de 2011

A Sesmaria Perdida

Perderam uma sesmaria de campo em Bagé! E olha que esta sesmaria media 6,6 Km de largura e 19,8 Km de cumprido. Seu primeiro dono (no papel) era Luiz Manoel de Souza.  Esta história é assim:
No ano de 1789 começou a ser distribuídas sesmarias de terras em parte da área do que viria a ser o Distrito de São Sebastião, nesta época Fronteira de Rio Pardo.
Com a Guerra do ano de 1801, foram anexadas grandes áreas de terras ao Continente de São Pedro (RGS). Com isso a área territorial do já citado futuro Distrito, teve um aumento significativo, e nova leva de posseiros instalou-se nestas terras.
Os posseiros após esperar o tempo hábil, começaram a requerer Carta de Sesmaria, entre outros estava Luiz Manoel de Souza.
Durante a tramitação dos documentos, acampa nas proximidades do Cerro de Bagé, um Exército ao mando de Dom Diogo de Souza, o que veio a dar agilidade na tramitação dos já citados documentos. Luiz Manoel de Souza recebe então sua Carta de Sesmaria em 1814, concedida que foi por Dom Diogo. A sesmaria se localizava nas Sobras de Campos pertencentes a Pedro Fagundes de Oliveira e a Viúva de Ignácio Marques, na Fronteira de Rio Pardo. Tinha a extensão de Uma Légua de frente por Três Léguas de fundos.
Luiz Manoel de Souza vendeu esta Sesmaria para Félix de Sá Souto Maior, por volta do ano de 1830. Félix então requereu junto á justiça de Piratini a exacta localização e medição desta Sesmaria. Sabendo disto o Capitão Antônio Pinto Barreto requereu em 1830, junto á justiça de Caçapava, a medição dos campos comprados de Manoel Marques de Souza que havia sido medidos e demarcados no ano de 1815, por esta justiça. Temia o Capitão que seus campos fossem incluídos na dita Sesmaria.
Falecendo Félix de Sá Souto Maior a sua esposa, Dona Cândida Francisca de Lima e seu filho Vicente José de Maia requereram junto a justiça de São Sebastião de Bagé em 1851, a localização e medição da já citada Sesmaria. Contra os herdeiros de Pedro Fagundes de Oliveira e Ignácio Marques. neste processo foram citados os possuidores, nesta época, das terras de Pedro Fagundes e Ignácio Marques:  Antônio da Rosa, Evaristo Rodrigues, Francisca dos Santos, Francisco Malaquias de Borba, Inocêncio da Rosa, Jacintho de Oliveira, Jerônimo Silveira, Joaquim José de França, José Antônio de Oliveira, Luiz Vaz, Manoel Barboza, Manoel Corrêa Barboza, Manoel da Rosa, Manoel Martins, Militão Teixeira, Serafim Dantas, Serafim Pereira Machado, Simão Barboza do Prado, Viúvas Matildes e Anna Helena Corrêa de Borba e as Viúvas de João Baptista Machado e de Refael Teixeira Muniz.
Este Processo (Nº694, Ano 1851)  acha-se inconcluso. A grande maioria dos citados tinham e continuaram tendo propriedades em Bagé. Já a Dona Francisca e seu filho Vicente de Maia não costa terem tido áreas de terras em Bagé.
Por tanto deduzo que a Sesmaria foi perdida!  Porem fica claro que o Capitão Pedro Fagundes de Oliveira não tinha tantas terras como alguns alegam, nem seus campos chagavam à atual Vila de São Sebastião no Município de Dom Pedrito.  Pois incontestavelmente as sesmarias de José Antônio Alves, José Martins Coelho (Fazenda São Sebastião), Bento Corrêa da Câmara, Manoel Antônio Severo, Anacleto Francisco Goulart, Antônio Pinto Barreto, Manoel Marques de Souza (Fazenda da Palma), Ignácio Marques e o Rincão da Santa Tecla, cercavam e delimitavam as terras do Capitão Fagundes, terras esta que não chegava à Uma e Meia Sesmaria de Campo.  Isto sem incluir as terras de Manoel José Bittencourt e de Manoel Francisco.

Fonte de Pesquisa:
-NOGUEIRA Nerci;
Nos Primórdios de Bagé Anotações de Registros Históricos (1753 - 1870)
ARQV. PÚB. DO RGS;
Livro de Registros de Sesmarias.
Medição Nº694, Ano 1851 - Bagé
Medição Nº 332, Ano 1834 - Caçapava.
Inventário N°106, Ano 1880 - Pelotas.
ARQV. HISTÓRICO DO RGS.
Requerimentos de Sesmarias.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Manoel Marques de Souza – O Alferes

     O Alferes Manuel Marques de Souza que tinha estância em Bagé. Não é o mesmo que teria morrido envenenado em Montevidéu no posto de Brigadeiro. Sobre este Manoel o "Alferes de Bagé" existem muitas confusões genealógicas, onde aparece com outros acendentes. Para elucidar esta minha duvida, montei esta reconstituição de sua  biografia, onde notamos contradições insuperáveis, como veremos a seguir:
  1. Segundo seu comandante Domingos Nunes, em atestado de 20 de Abril de 1804. Informa que o Furriel Manuel Marques de Souza é agregado da sua Companhia onde serviu durante toda a Guerra. Fazendo todo o serviço de campo, como patrulha e bombeiro (vigias). Por isso em 1803, foi conservado na ocupação de vigiar os campos. E que o mesmo é pobre, foi casado e tem numerosa família e que nunca teve graça alguma de terreno.
  2. Já Pedro Fagundes de Oliveira, então Comandante da Guarda de São Sebastião. Certifica em 30 Março de 1807, que a oito ou nove anos o Furriel Manuel Marques de Souza, deixou de ter o emprego de administrador da fazenda do Capitão Domingos Francisco de Araújo, e que ficou sem donde manter sua família. Tendo ele comiseração do referido Manuel Marques de Souza, lhe destinou que fosse viver em seus campos, onde há um rincão em que se acha levantado o primeiro marco Português da passada demarcação de Limites.
  3. Em 20 de Abril de 1812, o agora Alferes Manuel Marques de Souza é Comandante da Guarda do Pirahy. que havia confiscado animais para as forças de Sua Majestade acampadas nos Cerros de Bagé.
  4. Em 10 de Abril de 1815 a requerimento do Alferes Manuel Marques de Souza, é medido e demarcado judicialmente, pelo juízo de Rio Pardo, os campos em que está ele de posse (na mesma localidade destinada por Pedro Fagundes).
  5. Em 18 de Dezembro de 1830, o Alferes Manuel Marques de Souza e sua segunda mulher Dna. Brígida Pedroza de Oliveira, venderam partes destes campos ao Capitão Antônio Pinto Barreto, denominados da Estância da Palma.
  6. Em 4 de Fevereiro de 1833 o dito casal, ratificaram a escritura pública com forme o contrato particular de venda, assinado em 1830.
  7. O Alferes faleceu em 19 de Agosto de 1843, Sendo inventariado junto com a sua segunda esposa Dna. Brígida Pedroza de Oliveira, sendo inventariante Domingos Marques de Souza. O inventario foi pedido em 1848 e foi concluído em 1853, no 1º Cartório de Órfãos e Ausentes de Bagé. 
  8. Logo deduzo e afirmo que Alferes Manoel Marques de Souza nunca morou fora de Bagé, logo é lógico não pode ser nem um destes outros.
  9.  Em longa e difícil pesquisa, cheguei ao Livro de Registro de Batismo da localidade de Estreito/RS. Onde achei no dia 06/10/1766 o registro do filho de Francisco de Souza Soares (Filho) e de Anna Alexandra Fernandes de nome; "Manoel". Tendo como padrinho o Tenente Manoel Marques de Souza (I). O que condiz com outras informações e também que o Manoel Marques de Souza (I) batizou os outros filhos do Francisco de Souza Soares, os de nome; José e Joaquina.
  10. Também ajuda a explicar um dos motivos pelo qual o então Brigadeiro Manoel Marques de Souza veio acampar nos Serros de Bagé  em 1811, pois aqui morava seu afiliado.
                     Do Inventário concluído no ano de 1853 no 1º Cartório de Órfãos e Ausentes de Bagé, constam os seguintes descendentes;
           Do Primeiro Matrimonio (com Maria Bernarda Bueno de Araújo)
1- Ignácia Marques de Souza – 56 anos, viúva de Salvador dos Santos Jardim, casou em segundas núpcias com José Rodrigues de Saibro.
2 – Domingos Marques de Souza – 52 anos, casado.
3 – Felício Marques de Souza – falecido, casado que foi com Joana Vidal, que no presente se acha casada com João Rita, e lhe deu filhos seguintes:
  • Maria do Carmo Marques – viúva que é do Ten. Joaquim Francisco de Quadros, casada segunda vez com o Ten. Fernando Riet.
  • Maria Zeferina – casada com José (….).
  • Felício – solteiro com a idade de 18 anos.
  • Paulino – solteiro com a idade de 12 anos. 
          4 - Vasco Marques de Souza - Casado, 50 anos. 
                Do Segundo Matrimonio ( Brígida Pedroza de Oliveira)
          5 - José Marques de Souza - Casado, 42 anos.
          6 – Laurinda Marques de Souza – viúva, 39 anos. 
          7 – Joaquina Marques de Souza – 33 anos, casada com Alberto da Costa.
          8 – Antônio Marques de Souza – casado 36 anos.
          9 – Zeferina Marques de Souza – casada com Bernardo Correia da Silva.
        10 – Manuel Marques de Souza – solteiro 25 anos (nascido por tanto em 1823) (mais tarde casou com Francisca Fagundes com quem teve a filha Etelvina Marques de Souza c/c Anacleto Eugênio Goulart).
        11 – Anacleto Marques de Souza – 22 anos, do 2º Reg.. de Cav.. Ligeira.
        12 – Carlota Marques de Souza – já falecida casada que foi com Silvério    Francisco Goulart de quem deixou os seguintes filhos:
  • Libinda – casada com Sereno (…)
  • Nancito Goulart (vulgo Aniceto).
  • Anacleto Goulart – solteiro, 11 anos.
  • Joaquim Goulart – solteiro, 10 anos.
  • Theodora Goulart – solteira, 9 anos.
Filhos naturais de Brígida Pedroza de Oliveira
    • Elleutério – 50 anos, ausente.
    • Anna de Sequeira – casada com Joaquim Demétrio.
    • Guilhermina – casada com José Antônio de Medeiros.
Bens de Raiz
    • Uma légua de campo entre dois Galhos do Pirahy (Estância da Palma).
    • Uma sesmaria de campo em São Luiz (Arroio São Luiz).
 Manoel Marques de Souza (I) *1743/+1822 sendo pai do Manoel Marques de Souza (II) e padrinho do Alferes Manoel Marques de Souza.
 Manuel Marque de Souza (II), segundo diversas fontes, faleceu no ano de 1824 em Montevidéu e
 seu filho o Conde de Porto Alegre, Manuel Marques de Souza (III), nasceu em 13 de Junho de 1805.
     Por tanto o nosso Alferes é o Manuel Marque de Souza (IV), pai do Manuel Marque de Souza (V) se não houver outros Manuéis Marques de Souza.

Fonte de pesquisa:
 - NOGUEIRA, Nerci - Nos Primórdios de Bagé, Anotações de Registros Históricos (1753 - 1870).
 - Inventário Nº101/Ano 1853/ Bagé - Arqv.Púb.do Estado do Rio Grande do Sul.
 - Processo de Medição de Campo Nº 332/Ano 1834/ Caçapava -Arqv.Púb. do Estado do Rio Grande do Sul.
 - Cúria Metropolitana/Porto Alegre.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A PRIMEIRA BAGEENSE



        ANNA FLORISBELA DA SILVA, nascida na Guarda de São Sebastião (hoje Guardinha), em 27 de setembro de 1806, filha do Alferes José Jacintho Pereira e de Genoveva Maria de Bittencourt.
É muito provável que Anna seja a primeira pessoa natural do Território do Município de Bagé, pelo menos é a primeira referencia registrada.
Casada com o Alferes Rogério da Rosa Garcia, ela teve os seguintes filhos:
- Genoveva da Rosa e Silva - Viúva em 1870, de José Alano da Silva.
- Rogério da Rosa Garcia Júnior.
- José da Rosa Garcia.
- Pedro da Rosa Garcia.
- Felisbina da Rosa Jacintho - c/c Antônio Jacintho Pereira Júnior.
- Maria da Rosa Crespo - c/c José da Silva Crespo Candiota.
- Jeronimo da Rosa Garcia.
- Cândida da Rosa Garcia.
- Gertrudes da Rosa Ribeiro - c/c Henrique da Cunha Ribeiro.
- Anna da Rosa Soares - c/c Antônio Rodrigues Soares.
- Maria Senhorinha da Rosa e Silva - solteira com 22 anos.
Anna Florisbela morava na Rua Santa Barbara, em Bagé, onde faleceu em 27 de agôsto de 1869, sendo seu Marido o Inventariante. Entre os bens relacionados neste Inventário consta: 4 750 220 Braças Quadradas de campo na Fazenda Santa Maria, do falecido José da Rosa Garcia (este não é o filho da Anna); uma Estância no Estado Oriental e uma Casa na Praça da Matriz em Dom Pedrito.

Referências:
- Compilação avulsa do Genealogista Carlos Rheingantz, denominada Famílias Primeiras de Bagé, Titulo Jacinto - Acervo do Museu Dom Diogo de Souza.
- Inventário de Anna Florisbela da Silva - Arquivo Público do RGS.
- Colégio Brasileiro de Genealogia - Descendência de André Jacinto, 1.8.11.
- Nogueira, Nerci - Nos Primórdios de Bagé - Anotações de Registros Históricos (1753 - 1870)