segunda-feira, 22 de julho de 2013

O PRIMEIRO MOINHO D'ÁGUA DE BAGÉ

     Poucos sabem onde se localizava o Primeiro Moinho d'Água de Bagé. Graças a umas pessoas velhas, que ali nasceram e tinham na lembrança a localização de antigas ruínas e também aos poucos documentos encontrados nos arquivos históricos, foi possível localizar com exatidão este histórico moinho. Que está localizado nas coordenadas: 31º12'00.81"S e 53º55'59.73"O, visto pelo Google Earth.  Esta localidade hoje fica dentro dos campos de uma estância, cujo dono nem suspeita que ali, naquele arroio e naquelas pedras, esteja um pedaço da história primordial de Bagé.
     Atendendo ao pedido dessas pessoas velhas e me unindo a elas, peço sinceramente aos meus descendentes e a vocês que neste momento estão lendo este texto, que valorize sua história, a história de Bagé, a história do Rio Grande do Sul. Pois pessoa sem histórico não passa de um número em alguma estatística, e mal comparando, seus descendentes poderão pensar que descendem de uma chocadeira. 
     O Primeiro Moinho d'Água de Bagé se localizava em um estreitamento do Arroio do Moinho que fica próximo as suas nascentes, na localidade conhecida como Rincão da São José, no Distrito dos Olhos d'Água. Foi construído por volta dos anos de 1807/1808, pela filha do Francisco da Silveira (o Chico da Azenha que deu nome ao Bairro da Azenha em Pôrto Alegre) Maria Antônia da Pureza, que era casada com José Antônio Alves, que além de sesmeiro foi fundador da Fazenda São José. O dito Moinho foi construído por mãos escravas e servia a fazenda e também prestava serviços aos demais. A autenticidade da existência deste Moinho, além de tantas outras, está no Inventário de José Antônio Alves no ano de 1823, quando relaciona as pedras (mó) novas e velhas e as ferragens deste Moinho. Este já dito Moinho ali permaneceu por muitos anos. Com a compra destes campos por Serafim de Souza Borges, por volta do ano de 1900. Este o adaptou a tração animal e o transferiu para a sede de sua chacra nestes campos. Atualmente o local deste antigo Moinho está coberto pelo mato do Arroio do Moinho e só resta às ruínas da taipa de pedra e a metade de uma pedra Mó encontrada próxima ao local do antigo Moinho, conforme mostra às fotos que tirei do local. 
                                        Ruínas da Taipa de Pedra do Primeiro Moinho d'Água de Bagé   



Metade de uma velha pedra Mó encontrada próxima ao antigo Moinho.
A direta, no mato, o local onde ficava o Velho Moinho. A direita, ao fundo, o bosque da tapera da sede da Fazenda São José. 

Arroio do Moinho
        
F o n t e s  de  P e s q u i s a s :
- Inventário de José Antonio Alves, ano 1823 - APERS.
         - Testamento de Maria Antônia da Pureza, ano 1830 - APERS.
                        - História Oral - Pedro Borges Nogueira, Olímpia Lobo Borges, Firmina Lobo Borges, Esmeraldo Moraes Nogueira e Serafim de Souza Borges,                                                                                                                                                                     

domingo, 26 de maio de 2013

Rincão do Contrato/Curral de Anna Correia

     Localizava-se nos antigos quinto e sétimo Distritos de Bagé, sua origem territorial é o chamado Trapézio de Bagé, território que pertenceu ao Uruguai até o ano de 1852. fazia parte de seus campos o Rincão da Ana Correia de Borba também chamado de Curral de Ana Correia. Suas confrontações Tinha pelo norte as  nascentes dos Rios Negro e Jaguarão Grande na Coxilhas de São Sebastião. (Bolena); Pelo sul com a confluência do Rio Jaguarão Grande com o Arroio  Jaguarão Chico; pelo leste com o Rio Jaguarão Grande e pelo oste com o Arroio Jaguarão Chico desde sua nascente na Coxilha Grande. Media este Rincão 157.500.000 braças quadradas.
No recorte com bordas brancas o Mapa dos Campos do Contrato
     As origem deste Rincão remontam ao ano de 1792  quando Dom José Francisco Ascué requer este Rincão como realengo, ao Governo do Vice-Reino do Prata em Montevidéu por ser nesta época Território deste Vice-Reino, obtendo mercê.
     No ano de 1805, Ascué assina um Contrato de Compra e venda deste Rincão a Domingos Gonçalves   Pereira, onde estipula a forma de pagamento em prestações. No decorrer deste prazo um procurador encarregado de pagar as prestações, foge com o dinheiro, impossibilitando a quitação e escritura definitiva deste Rincão. Anos mais tarde com o falecimento de Domingos Gonçalves Pereira, sua viúva Clara Joaquina de Freitas casou com Ignácio da Silva Cabral. Este que já sabia do Contrato, foi a Montevidéu como representante de sua esposa, enteados e filhos e quita a divida. Obtendo o Título definitivo dos Campos do Contrato. O título foi expedido no ano de  1822, pela então Junta Superior da Real Fazenda da Província Cisplatina do Reino Unido Portugal, Brasil e Algarves, que nesta época o dito Rincão fazia parte de seu território. Porém a família Gonçalves não consegui a totalidade dos campos deste Rincão, pois devido ao longo tempo em que ficou indeciso sua propriedade, diversas pessoas invadiram e se tornaram posseiros.
     Clara Joaquina de Freitas era natural de Rio Pardo, filha de Joaquim Manoel e de Ana de Jesus teve filhos com Domingos Gonçalves Pereira e Ignácio da Silva Cabral. 

Filhos com Domingos:
  • Maria de Paula Gonçalves Pereira c/c Luiz Mendes de Arruda.
  • Miguel Gonçalves c/c Anna Maria.
  • Manoel Gonçalves c/c Escolástica Maria.
  • Josefa Pereira Gonçalves viúva de José Martins Pereira c/c José Alves Pereira.
  • Maria Sinforoza Gonçalves c/c Pedro José Vieira.
  • Romualdo Narciso Gonçalves (*1811/Rincão do Contrato) c/c Caetana Marfiza Vieira.
Filhos com Ignácio da Silva Cabral:

  • Manoel Cabral
  • José da Silva Cabral c/c Clemencia Rodrigues Cabral.
     No ano de 1867 foi pedido a Medição deste Rincão do Contrato, na justiça de Bagé. por ter sido firmado o acordo de fronteira entre Brasil e Uruguai no ano de 1852, onde por Uti possidetis o Trapézio de Bagé passou a ser território Brasileiro. Neste processo de medição foi pedido a citação das seguintes pessoas entre herdeiros e interessados: José Facundo da Silva Tavares, Virgilina Vieira da Silva, Josepha Gonçalves, Maria Sinforoza, Pedro José Vieira, Clemência Rodrigues Cabral, Athanazilda c/c Manoel Vinhas, Agostinho Gonçalves de Oliveira c/c Anna Maria, Izidóro Gonçalves de Oliveira, Adelaide Gonçalves de Oliveira, Aníbal Gonçalves de Oliveira, Agapito Irineu Gonçalves de Oliveira, Comba Gonçalves de Oliveira, João Mendes de Arruda, Fructuoso  Mendes de Arruda, José Luiz Correia da Câmara, Anna Mendes de Arruda, Agapito Mendes de Arruda, Luiz Mendes de Arruda, Francisco Mendes de Arruda, Anna Pereira Fagundes, Manoela Machado, Rafael Machado, Manoel Machado, Jerônimo Machado, Romualdo Narciso Gonçalves, Antônio Lemos Gonçalves, Maria Dolores, Antônio Machado, Manoel de Souza Netto, Luiz Silveira da Luz, Ambrósio Pires, Cândido Garcia de Vasconcelos, Antônio Ramão Garcia, José Ferreira de Macedo, Joaquim Francisco da Rosa, José Antônio da Costa, José Rafael de Oliveira, José Correia da Silva Borba, Anna Correia, José Fredo Rodrigues Soares, Hipólito Soares da Silva, Francisco José de Souza, Maria Eufrásia de Moura, Rafaela de Mattos Netto, José de Souza Netto, Ismênia de Souza Netto, Elicia da Silva Soares, Manoel Amaro Barbosa, Maria José Rodrigues, Cipriano Rodrigues Barcelos, Mariano Mendes de Arruda, José Antônio da Rosa, Leopoldino Ramão Garcia e Maria Helena Rodrigues Soares.

     Nesta Medição surgiram varias estâncias, umas compradas como as de: José Ferreira de Macedo, José Correia da Silva e José Facundo da Silva Tavares. Outras herdadas como as de: Joséfa Pereira e Boaventura Gonçalves da Silva, e outras como posseiros, como os irmãos Netto. Destas entre outras descrevo quatro a seguir:

     A Estância de José Correia da Silva comprada de Luiz Mendes de Arruda no ano de 1822, que teria vendido campo muito maior do que teria direito na herança. Desta Estância surgiu o Rincão Ana Correia. Que ficou assim conhecido por ser o nome da esposa de José  Correia a Dona Anna Helena Correia de Borba.
     José Correia da Silva (*1791/+1834) e Anna Helena Correia de Borba (*1801/+1875) tiveram os seguintes filhos:
  • Ana Correia da Silva c/c o General Cipriano Joaquim Rodrigues Barcelos.
  • José Correia da Silva Borba c/c Cândida Juliana Dias.
  • Maria Helena Correia c/c Antero Rodrigues Soares.
  • Joaquim Correia da Silva c/c Felicidade Correia da Silva.
  • Delfina Correia de Borba c/c Boaventura Gonçalves da Silva
  • Maria Carolina Correia de Borba c/c Antônio da Silva Tavares.

Mapa do Rincão Anna Corrêa 

      A Estância de José Ferreira de Macedo foi comprada em 15 de Novembro de 1852, de Antônio José Luiz. Este havia comprado no ano de 1833 do casal Clara Joaquina de Freitas e Ignácio da Silva Cabral.
     José Ferreira de Macedo (*1793/+1864) era casado com Rita Ferreira Bandeira e é pai de:
  • Francisco Felix Ferreira de Macedo.
  • José Ferreira de Macedo Jr
  • Flaubiano Ferreira de Macedo.
  • Ana Ferreira de Macedo.
  • Manoela Ferreira de Macedo.
  • Feliciana Ferreira de Macedo.
  • Maria José Ferreira de Macedo.
  • Joaquim Ferreira de Macedo.
  • Rita Ferreira de Macedo.
     Na Medição dos campos desta Estância no ano de 1883, foram requeridas as citações das seguintes pessoas:
      Ignácio Ferreira, Pedro Ferreira, Mathildes Ferreira, Alzira Ferreira, Virgilina Ferreira, Camila Ferreira, Gervázio Ferreira, Henrique (Piaggio), Serafim Fernandes de Oliveira, Horácio Fernandes de Oliveira, Antônio Fernandes de Oliveira, Januário Bonilha, João Pompilho Brum, Joaquina Domingues de Quadros, Evaristo de Quadros, Eleutério de Quadros, Carolina de Quadros, Joaquina de Quadros, David de Quadros, Antônio Lima, João de Oliveira, Manoel dos Santos, Ciríaco Garcia, Delfina Moule, Vitalino Moule, Galdino Moule, Delfina Moule (filha), Lucinda Moule, Adelaide Moule, Mercedes Moule, Ramon Moule, Veríssimo Domingues, Maria Carolina de Souza, Francisco Pedro da Silva, João Batista da Rocha, Vicência da Rocha, Antônio da Rocha, Francisca da Rocha, Francisco Antônio Ramos, João Antônio Ramos, Ancelmo Batista da Rocha, Rufino Batista da Rocha, José Rodrigues Pinheiro Guerra, João Carneiro de Campos, Natalio Duarte, Lourenço Grafulha, Ritta Ferreira Grafulha e Florinda Rodrigues de Moura.

Mapa de Estância do José Ferreira de Macedo

      A Estância de José Facundo da Silva Tavares foi comprada no ano de 1852, de Thomazia Rodrigues Soares, que havia recebido como doação de Narciso Gonçalves no ano de 1851. O local desta Estância era conhecido como a ilha, na margem esquerda do Jaguarão Chico. José Facundo da Silva Tavares era casado com Virgilina Vieira da Silva com quem teve:
  • Adélia Vieira Tavares c/c José Simões Brasil.
  • Amélia Vieira Tavares.
  • João Facundo (Vieira Tavares).
    O Tenente Coronel José Facundo da Silva Tavares obteve do Império do Brasil no ano de 1888 permissão para localizar jazidas de carvão de pedra no Município de Bagé.


     A Estância de Domingos de Souza Netto foi medida amigavelmente pelos seus herdeiros no ano de 1870. Tinha como limites pelo norte duas sangas que nasciam na coxilha e desaguavam uma no Jaguarão Grande e a outra no Banhado Grande (Também conhecido como Jaguarão do Meio) e confrontava com João Garcia de Vasconcellos e Cândido Garcia de Vasconcellos. Pelo leste limitava-se com o Jaguarão Grande e confrontava com Maximiano Faustino Corrêa e Joaquim Cardoso Brum. Pelo oeste limitava-se com o Banhado Grande e confrontava com: Manoel de Souza Netto, Rafaela de Mattos Netto (viúva do Florisbelo de Souza Netto), José Facundo da Silva Tavares e herdeiros de Manoel Gonçalves de Oliveira. Pelo sul também com duas sangas que nascem na coxilha e desaguam uma no Jaguarão Grande e outra no Banhado Grande. *Obs. os Nettos tinham além desta outras estâncias nesta localidade, como se vê nestas confrontações.
     Domingos de Souza Netto era casado com Leonidia Angélica Barbosa Netto, com quem teve os seguintes filhos; 
  • Maria do Carmo Netto c/c o tio Manoel de Souza Netto. 
  • Maria da Conceição Netto Costa c/c José Antônio Costa.  
  • Antônio Barbosa Netto c/c Maria Joaquina Corrêa Netto.  
Mapa da Estância de Domingos de Souza Netto - 1870






Observação: Para melhor esclarecer, ressalto que existe dois locais com o nome "Contrato" nesta região. Um com o nome de Rincão do Contrato e outro com o nome de Estância do Contrato, o primeiro ficava entre o Jaguarão Chico e Jaguarão Grande, o segundo ficava entre o Candiota e o Jaguarão Grande.
FONTES:
Medições em Bagé nos anos de: 1852, 1867,1869, 1870 e 1883 - APERS.
Arquivo Pessoal: Nerci Nogueira.
Mapoteca do Museu Dom Diogo de Souza - Bagé/RS.
Arquivo Departamental de Cerro Largo/UY.
Atas II e IV do Tratado de Limites Brasil/Uruguai de 1851.

Contatos c/o Autor:
nercinogueira@gmail.com.
        

sábado, 4 de maio de 2013

A ESTÂNCIA DE MANOEL DO COUTO CARNEIRO

          Campo mais comprido que largo no sentido norte sul, situado entre a Coxilha Grande e a margem direita do Arroio Jaguarão Chico. Confrontando; pelo oeste com a Coxilha Grande; pelo norte com a Canhada do Salso que faz barra no Arroio Jaguarão Chico; pelo leste com o Arroio Jaguarão Chico; e pelo sul com a Canhada chamada de Ilha Grande que faz barra no Jaguarão Chico. Media cinco léguas espanholas de extensão.
          Manoel do Couto Carneiro comprou estes campos no ano de 1829, de José Vaz Bayão que havia comprado do casal João Baptista Berdum e Maria Gomes. No tempo em que estas terras pertenciam a Banda Oriental.

          Manoel do Couto Carneiro é filho de Domingos do Couto Carneiro e de Felícia Maria. Casou com Luciana Maria, esta filha de José Vaz e de Antônia Maria. O casal Manoel e Luciana Maria tiveram os seguintes filhos:
- Firmina do Couto Carneiro (*1801).
- Clara do Couto Vaz (*1803).
- Manoel do Couto Carneiro (filho) (*1804).
- Luciana do Couto Carneiro (*1806)
- Joaquim do Couto Carneiro c/c Firmina Moreira.
- Leocádia do Couto e Silva c/c Antônio de Paula e Silva.
- Luiz do Couto Carneiro (*1811).
- Belmira do Couto Carneiro (*1809) c/c João Moreira Paes.
- Felícia do Couto c/c Ignácio Alves Pereira.
       
           No ano de 1873 a requerimento de Luiz do Couto Carneiro, Ignácio Alves Pereira, Antônio de Paula e Silva e suas mulheres. Foram medidas judicialmente esta Estância, que confrontava com os campos de: Pedro dos Santos, Manoel Vaz Martins, Florentino Antônio dos Santos, João Vaz, João Gregório Vaz, Maria Joaquina Vaz, Manoel Pedro Vaz, Leonardo José Vaz, João Bibiano Ricardo, Lafayete Xavier de Moraes, Ismael Rodrigues Barcellos, Manoel Domingues Nunes, Manoel Jacinto Nunes, Eleutéria Ferreira de Moraes, Raimundo Carlos de Moraes, Antônio Beno, Pedro Duarte, Antônio José Vieira, Sezefredo José Rodrigues, José Facundo da Silva Tavares, Ambrósio Pires da Rosa, Agapito Ireno Gonçalves, Antônio Cardoso de Mattos, Hipólito Suares, Felizando José Rodrigues, Antônio Nunes Garcia, Paulino Monteiro, Manoel Pereira, Auta de Moura, Ana Xavier de Moraes, Ana Júlia de Moraes, Alípia Augusta de Moraes, Franklino Xavier de Moraes, Zeferino Xavier de Moraes, Constantino Lannes e a Viúva e herdeiros de Florisbello de Souza Netto.
 

          Também foram citados na Medição Judicial do ano de 1873 os co-proprietários: Manoel do Couto Carneiro, Clara do Couto Vaz, Manoel de Medina Martins, Manoel Vaz Martins, João Vaz, Florentino Antônio dos Santos, João Gregório Vaz, Maria Joaquina Vaz, Manoel Pedro Vaz, João Goudene, Pantaleão Pereira da Silva, Manoel Domingues Vaz e Manoel Jacinto Nunes.

Referencias:
Nerci Nogueira - Arquivo.
Medição 743/1875 - Bagé, APERS.

terça-feira, 5 de março de 2013

A IRMÃ DO PRESIDENTE DA PROVÍNCIA MORAVA EM BAGÉ

     Eufrázia Perpétua Rodrigues Braga era irmã de Antonio Rodrigues Braga, Presidente da Província de São Pedro do Rio Grande no biênio 1834/1835, que foi deposto pelos Farroupilhas quando da invasão de Porto Alegre.
     Eufrázia Perpetua Braga nasceu em Porto Alegre no ano de 1801 e faleceu em Bagé no ano de 1848. Filha de Custódio Martins Braga e de Felizarda Rosa de Lima, casou com Augusto José Nogueira Picanço  neto do sesmeiro José Antonio Alves, este, fundador e primeiro proprietário da Fazenda São José, localizada no Distrito de Olhos d'Água - Bagé/RS.
     Eufrázia e Augusto se estabeleceram na Fazenda São José por volta do ano de 1820, e constituíram  família, sendo seus filhos as seguintes pessoas:
- Anna Balbina Braga Nogueira (*1820) - casada com Bento Gonçalves de Mello.
- Boaventura Gervázio Braga Nogueira (*1821) .
- Januário Gervázio (*1821) - casado com Emília Gervázio Nogueira.
- Pacifico José (*1824) - casado com Eulália Fagundes Nogueira.
- Genuína Firmina (*1825).
- Augusto José Nogueira Junior (*1829) - casado com Benta Neves Nogueira.
- Maria Carolina (*1835) - Felício da Rosa.
- Marcolina (*1837) - casada com Felicíssimo Lemos da Silva.
- Deolinda (*1838) - casada com Simeão Soares de Oliveira.
- Virgínia (*1839) - casada com Feliciano Teixeira Machado.
- Felizanda (*1840) - casada com Felicíssimo Silva Lemos Filho.
- Claudina (*1841) - casada com José Zeferino Gomes Jardim.
- Bento José Nogueira (*1842).
- Eufrázio (*1846/+1850) - faleceu aos quatros anos.
     Eufrázia Perpétua Braga faleceu por complicações do parto no ano de 1848 em Bagé.

                                                Antônio Rodrigues Fernandes Braga
                                                                Presidente da Província  1834/1835

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A ESTÂNCIA DE LEONARDO JOSÉ VAZ

     Nos campos que comprou da Viúva Ritta Maria de Jesus, em setembro de 1831, fundou sua Estância. Localizada na margem esquerda do Rio Negro, confrontando com o Passo do Valente. Seus limites eram: Pelo oeste com o banhado da Velha Mariana até desaguar no Rio Negro; pelo sul com a Coxilha Grande; pelo leste com a ponta das duas canhadas e Coxilha Grande e pelo norte com outros campos da Viúva Ritta.





























                            Mapa dos campos de Leonardo José Vaz - Medição no ano de 1864  

Leonardo José Vaz (*Estreito/RS/+1859/Piratini) filho de José Vaz e de Antônia Maria,  foi casado duas vezes, sendo a primeira com Anna de Medina Martins, com quem teve os seguintes filhos:
  1. Manoel Vaz Martins casado com Bernardina Medina Vaz, residiam em Bagé.
  2.  Domingos Vaz Martins, casado e residia no Uruguai.
  3.  Antônio Vaz Martins, casado, residia em Bagé.
  4. Francisco Vaz Martins, (*1820), residia em Bagé, solteiro.
  5. Balizaria Vaz Martins, casada com Gabriel Rodrigues Nunes, residiam em Bagé.
  6. Anna Vaz Martins, casada com Rafael Antônio D'Ávila, residiam em Piratini.
  7. Theotonia Vaz Martins, casada com Raimundo D'Ávila Peixoto, residiam em Piratini.
  8. Felisbina Vaz Martins, casada com Manoel do Couto Carneiro, (tiveram uma filha), residiam em Bagé.
  9. Leocádia Vaz Martins, casada com Antônio da Rosa Machado, residiam no Uruguai.
  10. Eliodora Vaz Martins, casada com o Maj. Manoel do Couto Carneiro (tiveram 6 filhos), residiam em Bagé.
  11. Emigadir Vaz Martins (*1812), residia no Uruguai.
     A segunda vez com Dionizia Antônia D'Ávila, com quem teve os seguintes filhos:
  1.  Bernardo José Vaz, casado, residia em Piratini.
  2. Bernardina Antônia Vaz, casada com Manoel D'Ávila, moravam em Piratini.
  3.  Leonardo José Vaz (filho), casado c/Zeferina Teixeira Brasil, moravam em Bagé.
  4. João José Vaz, tinha 21 anos em 1859.
  5. Dionizia Antônia Vaz (filha), casada com Abel Maurício Vaz, residiam em Piratini.

      Leonardo José Vaz também tinha campos em Piratini, na localidade conhecida como Passo do Alfaiate, 1º Distrito. Onde tinha casa de residência e um moinho d'água.

FONTES DE PESQUISAS
- NOGUEIRA; nerci - Nos primórdios de Bagé - Anotações de Registros Históricos (1753 -1870)
- Medição de Rio Grande, ano 1864 - APERS.
- Inventário (parcial) de Leonardo José Vaz/1859/Piratini - APERS.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

As Guardas na Fronteira de Rio Grande


     Com o Tratado de Santo Ildefonso de 1777 a fronteira entre a Capitania de Rio Grande de São Pedro e a Banda Oriental, tinha como limite o Rio Piratini e a Coxilha de Santo Antônio, porem, como não houve demarcação desta fronteira por desentendimento entre os demarcadores, ficou uma faixa de terras ao longo do que deveria ser a linha divisória como terreno duvidoso. Rafael Pinto Bandeira e Sebastião Xavier da Veiga Cabral trataram de ir ocupando estes "terrenos duvidosos" e empurrando a fronteira para o traçado do Rio Jaguarão. Para isso criaram às guardas de; Cerro Pelado, São João do Herval, Santo Antônio (nova) e São José da Coxilha (esta no local onde existiu a Guarda Velha de Santo Antônio/1774). Já os espanhóis ao mando de Dom Manoel Cipriano de Mello y Menezes em oposição às guardas portuguesas fundaram entre os anos de 1791/1793 às guardas de; Jaguarão, Santo Antônio do Quilombo, São José e Santa Rosa.



Guarda Espanhola de Jaguarão  (Yaguarón)
Se localizava na foz do rio Jaguarão, em sua margem Oriental. Foi fundada por Dom Manoel Cipriano de Mello y Menezes em 1791.
Em 1795 hera composta por; um Subalterno, sessenta praças de Dragões e Belendengues, duas Corsárias e uma tripulação..

    Guarda Espanhola de Santo Antônio do Quilombo
Se localizava na margem direita do Arroio Quilombo, afluente do Arroio Telho no Município de Jaguarão/RS.  Foi fundada por Dom Manoel Cipriano de Mello y Menezes por volta do ano de 1791.
Em 1795 hera composta por; um Subalterno e 70 praças de diferentes corpos.

    Guarda Espanhola de São José - Se localizava em uma colina rochosa perto do Rio Jaguarão Chico, três léguas ao norte.(nascentes do Arroio São José no Município de Herval/RS) Foi fundada por Dom Manoel Cipriano de Mello y Menezes entre os anos de 1791/1793.
No ano de 1795 hera composta por quarenta praças.

    Guarda Espanhola de Santa Rosa - Se localizava nas nascentes do Arroio do Tigre (Município de Candiota/RS). Foi fundada por Dom Manoel Cipriano de Mello y Menezes entre os anos de 1791/1793.
No ano de 1795 hera composta por setenta praças.
    Poucos anos depois se agregaram a estas Guardas às Guardas de Arredondo, Aceguá e Pirai.


    Guarda Portuguesa de Cerro Pelado - Se localizava no Cerro Pelado na confluência do Rio Piratini com o Arroio Basílio, no Município de Cerrito/RS. Foi fundada por Rafael Pinto Bandeira por volta do ano de 1778. Esta Guarda duranta a Guerra de 1801 foi avançada para o Cerrito de Jaguarão.   

   Guarda Portuguesa de São João do Herval - Se localizava onde hoje é a Cidade de Herval/RS, oriunda de um acampamento militar das forças de Rafael Pinto Bandeira na deca de 1780, e hera uma das mais importantes e central da linha de defesa da Fronteira do Rio Grande.

    Guarda Portuguesa de Santo Antônio (nova) - Se localizava no Cerrito da Cruz, circunvizinhança do Rincão do Candiota, hoje Município de Pedras Altas. Foi fundada na deca de 1790.Entre seus comandantes figura o Capitão Antônio Pinto da Costa que se achava no Comando em 1800. Esta Guarda foi avançada, sua origem é a Guarda de Santo Antônio Velho, criada em 1774 por Rafael Pinto Bandeira na Coxilha de adotou o nome de Santo Antônio.

    Guarda Portuguesa de São José da Coxilha - Se localizava na Coxilha onde em 1774 os portugueses criaram uma Guarda para se protegerem do destacamento do Forte Santa Tecla, ficando esta localidade conhecida com "Guarda Velha"de Santo Antônio, nascentes do arroio de mesmo nome no Município de Pinheiro Machado/RS.
     Entre os primeiros sesmeiros desta localidade firam: Manoel Teixeira Nunes que obteve sesmaria no ano de 1791, com as seguintes confrontações; - pelo norte com o Arroio da Guarda Velha que sai da Coxilha e corre para o norte e deságua no arroio grande que vai desaguar no Rio Camaquã; pelo sul com a Coxilha de Santo Antônio; pelo oeste com o arroio menor que vai desaguar no dito arroio grande; pelo leste com o Arroio desta Guarda Velha.
     Outro foi Manoel Correia da Silva e seu irmão Clemente Correia da Silva, que por licença do Brigadeiro Rafael Pinto Bandeira arranchou-se nas nascentes dos Arroios Candiota e Velhaco Grande, no ano de 1788. Também Jeronimo Fernandes de Brito obteve sesmaria no ano de 1815, que confrontava pelo norte com o Cerro dos Porongos; pelo sul com uma vertente que nasce na frente da casa do falecido Manoel Rodrigues Veleda e vai desaguar em um galho do Candiota ou Arroio da Tuna acima do Passo do Estaqueador; pelo leste com a Coxilha de Santo Antônio; pelo oeste com o mesmo Arroio da Tuna ou galho do Candiota. 

Fontes de Consulta
Diário de la Primera Partida de la Demarcacion de Limites entre Espana y Portugal en America - José Varela y Ulloa/1786.
Medição 406/1793 - Rio Grande -APERS
      "       548/1815 - Rio Grande - APERS
      "       475/1802 - Rio Grande - APERS
      "       661/1829 - Rio Grande - APERS
      "       525/1808 - Rio Grande - APERS
      "       549/1815 - Rio Grande - APERS
      "       661/1829 - Rio Grande - APERS
      "       817/1809 - Rio Grande - APERS
      "       526/1808 - Rio Grande - APERS
      "       428/1795 - Rio Grande - APERS
Livro Nos Primórdios de Bagé - Anotações de Registros Históricos (1750 - 1870).
    "    Ensayo Para Una Historia de Cerro Largo - Germán Gil Villaamil.
    "     Registros de Sesmarias - APERS.


:Contato c/o Autor = nercinogueira@gmail.com



quinta-feira, 28 de junho de 2012

A Estância dos Barcellos

Esta Estância localizava-se entre o Rio Negro e a Coxilha Grande; do Banhado do Salso ao Banhado dos Gabriéis em Aceguá.
Os primeiros proprietários destes campos foram:
     O Cabo de Voluntários de Cavalaria do Cerro Largo Francisco Manoel Baldez, que requereu parte deste campo em Agosto de 1798, ao Comandante Geral da Campanha Coronel Joaquim de Soria, que o concedeu  por ser o mesmo devoluto. Baldez vendeu a sua parte de campo a Joaquim Rozales em 26 de Outubro de 1805. Este revendeu a João Teixeira de Oliveira que por sua vez vendeu, em 1818, a Boaventura Rodrigues Barcellos.
      O proprietário  da outra parte foi Ignácio Ibarry, por concessão do Comandante de Cerro Largo  Joaquim Paz, em 15 de Setembro de 1807, como campo devoluto. Ignácio Ibarry era casado com Maria de las Flores, com quem teve os filhos; Felíppe Ignácio Ibarry e Solidonia Ignacia Ibarruy.
     Luiz Rodrigues Barcellos comprou essas duas parte de campo e requereu a Medição, Demarcação e Confirmação deste campos ao então Governador da Província Cisplatina Carlos Frederico Lecor. O Governo Cisplatino encarregou o Juiz Territorial do Partido de Aceguá Domingos José Gonçalves, para efetuar a dita Medição, em 27 de Junho de 1822. Sendo confirmado por este Governo em 17 de Setembro de 1824, com a expedição do Titulo de Propriedade assinada pelo Barão de Laguna.
     No ano de 1837  este Luis R. Barcellos requereu a medição e demarcação da totalidade destes campos,     ao Governo da Republica Oriental do Uruguai, que nomeou Francisco (Pa...gnon), Agrimensor de Número 35 Comissionado pelo Governo. Que mediu os campos e deu os seguintes limites e confrontantes: Pelo Norte com o Banhado do Seival; pelo Leste com a Coxilha Grande; pelo Sul com o Banhado dos Cincos Salços e  pelo Oeste com o Rio Negro. Confronta pelo Norte com a Dona Filisbina e Sutério Corrêa de Moraes; pelo Leste com Manoel do Couto Carneiro; pelo Sul com João Antônio Martins e pelo Oeste com o Império do Brasil.  
     Luiz Rodrigues Barcellos era casado com Jacinta Joaquina do Amor Divino com quem teve os seguintes filhos: Bernardino Almeida Barcellos c/c Carolina Leopoldina Netto, João Jacinto Barcellos c/c Joaquina Floripes de Siqueira, José Luiz Barcelos c/c (1ª vez) Maria Fortunata Lemes, (2ª vez) Joaquina Rita de Albuquerque, Ismael de Almeida (Rodrigues) Barcellos c/c Maria José de Siqueira, Antônio Rodrigues Barcellos c/c Francisco da (Marques), Joaquim Pedro Barcellos c/c Maria Francisca de Rezende (2ª vez) com Idalmira Maia da Silva.
     Em 18 de Maio de 1868 os herdeiros do já citado Luiz Rodrigues Barcellos requereram na Justiça de Bagé, a medição e separação dos quinhões de cada um destes herdeiros. Foram citadas as seguintes pessoas, entre interessados e confinantes:  Antônio Rodrigues Barcellos, Domingos Martins, João Bibiano Ricardo, Lafaete Xavier de Moraes, Anna de Moraes, Julia de Moraes, Joaquina Maria de Moraes, Alípia Augusta de Moraes, Franklin Xavier de Moraes, Gabriel Rodrigues Nunes, Cap. Zeferino Xavier de Moraes, Manoel Francisco Vaz, Januário Rodrigues Nunes, Antônio Rodrigues Nunes, Belizario Rodrigues Nunes, Carolina Rodrigues Nunes, Boaventura Rodrigues Nunes, Juvita Nunes Garcia, Aníbal Rodrigues Nunes, Belizaria Vaz Nunes (por si e como tutora de seus filhos; Juvita e Aníbal),  Maj. José Francisco Vaz ( na Guerra do Paraguai), José Luiz Martins, Manoel Rodrigues Nunes (na guerra do Paraguai), Tertuliano Ambrozino da Silva Machado ( em prol dos Órfãos filhos de José Luiz Barcellos; Rozalina, Amabília, Amélia e Valeriano).   
Fonte:
NOGUEIRA; Nerci - Nos Primórdios de Bagé.
APERS - Medições, Bagé/RS.
     

domingo, 10 de junho de 2012

A Estância de José Ferreira Gonçalves

Nos tempos em que ainda o Arroio Jaguarão Chico era chamado de "Guabiju", José Ferreira Gonçalves comprou nove sortes de campo de João José Albernoz. Situados; entre a coxilha Grande e o Arroio Jaguarão Chico; e  da Coxilha Divisória  as nascentes do Banhado Joaquim José e Canhada Pantanosa. Formando  nestes campos a Estância do Aceguá.
José Ferreira Gonçalves era casado (1º vez ) com Maria Angélica de los Santos (Tetra-Avós paternos deste Autor) , com a qual teve os seguintes filhos:
  • Maria Altina Ferreira Gonçalves c/c Jorge Barbosa de Godoy.
  • Eleutéria Ferreira Gonçalves c/c Antônio Carlos de Moraes (filho) (Tri-Avós paternos deste Autor).
  • Cacilda Ferreira Gonçalves c/c Antônio d'Avila e Silva.
  • Salvador Ferreira Gonçalves - Solteiro (teve filhos com Maria Lodovina Ramos e Rita Garcia de Oliveira ).
  • João Ferreira Gonçalves c/c Maria Albina da Silva.
  • José Ferreira Gonçalves (filho). 
 Com a morte de Maria Angélica de Los Santos, os filhos e herdeiros fizeram um acordo amigável em que dividiam os campos, tocando uma sorte de estância para cada um, e três sortes para o Pai. O que foi aceito por todos. Pediram medição, demarcação e divisão destes campos no ano de 1854, ao Tenente João Mareira - Alcaide da Vila de Mello - República Oriental do Uruguai.
José Ferreira Gonçalves (pai) vendeu no ano de 1857 duas sortes de campo (mais ou menos) ao na época Tenente Coronel Astrogildo da Costa Pereira, futuro Barão de Aceguá. Pela importância de dezesseis Contos de Réis, porem só recebeu seis Contos de Réis, como relata a Viúva Inventariante no ano de 1864.
Viúvo José Ferreira Gonçalves casou com Anna Joaquina de Mello, e foi morar na Lagoa Formosa, Herval/RS. Neste local comprou Seiscentas Braças de Campo, onde veio a falecer em 18 de Outubro de 1864 sem ter filhos com a segunda esposa.

No ano de 1874 Antônio d'Avila e Silva, filho de Cacilda Ferreira Gonçalves, pediu Medição Judicial da Sorte de Campo de sua Mãe.
Nesta Medição foram citadas as seguintes pessoas:

MAPA DE 1874
  • Maria Altina Ferreira Gonçalves
  • Maria Hilaria da Silva
  • Eleutéria Ferreira Gonçalves
  • Irineu Ferreira de Mello
  • Ignácio Alves Pereira
  • Ramão Ferreira Gonçalves
  • Domingos Ferreira Gonçalves
  • Hilário Ferreira Gonçalves
  • Pio dos Santos
  • Manoel Pinto (Tapada)
  • Hilário Marfizo dos Santos
  • Barnabé Ferreira Gonçalves
  • João Ferreira Filho
  • Pedro Duarte
  • Raimundo Carlos de Moraes
  • Luiz Cardoso
  • Francisco M. dos Santos
  • Bernardo Moreira dos Santos
  • Carlos Moreira dos Santos
  • Antônio (Calabroz)
  • Dionísio Pereira da Costa
  • Joaquim Antônio Thadêu 
  • Policarpo Barbosa de Godoy
  • Antônio Manoel Pereira
  • Avelino Alves Pereira
  • Amaro Alves Pereira
  • André Alves Pereira
  • Josefa  Alves Pereira
  • Arminda Alves Pereira
  • Cacilda Alves Pereira
  • Manoela Alves Pereira
  • Maria Joaquina Barbosa
  • Eduardo Arsênio
  • Anaurelina Barbosa
  • Cacilda Barbosa
  • Adelina Barbosa
  • Astrogildo Pereira da Costa - Confinante
  • Boaventura Gonçalves - Confinante
  • José Fredo R. Soares - Confinante
  • Manoel Jacintho Nunes - Confinante
  • Antônio de Paula e Silva - Confinante
  • Manoel Teixeira Brasil - Confinante
  • Anna Thereza Vaz - Confinante
  • Antônio José Vieira - Confinante
  • Josefa Vaz - Confinante
  • Bernardina Vaz - Confinante
  • Maria Clara Vaz - Confinante
  • Serafim da Costa (Moreira) - Confinante

            Por Carta Precatória em Piratini:

  • Manoel Lucas de Oliveira
  • Maria Lucas de Oliveira
  • Mathildes Lucas de Oliveira
  • Amélia Lucas de Oliveira
  • Emília Lucas de Oliveira
  • Antônio Lucas de Oliveira
  • Manoel Lucas de Oliveira Filho
  • Raimundo Lucas de Oliveira Filho
  • Francisco Lucas de Oliveira Filho
  • Geraldina Lucas de Oliveira 
  • Antônio Teixeira.
             Em lugar inserto e não sabido:
  • Bartolomeu Ferreira Gonçalves
  • Antônio Ferreira de Souza
  • João Damiano Ferreira
  • Manoel Ferreira Gonçalves
  • Francis (Sacio) ?
  • Hilário Ferreira Gonçalves
  • Delfino Alves de Paula
  • Luiz Cardoso
  • Paulo Carlos de Moraes
  • Manoel Carlos de Moraes
  • Pedro Carlos de Moraes.
 Obs. nesta data recém tinha terminado a Guerra do Paraguai.

           Citados após Embargos da Viúva Eleutéria Ferreira Gonçalves:
  • Fermina Carlinda de Moraes
  • Anna Carlinda de Moraes
  • Maria Carlinda de Moraes c/c Delfino Alves de Oliveira.
  • Geraldo Alves de Oliveira
  • Claro Alves de Oliveira
  • Maria (Altina) da Silva  - Viúva de João Ferreira Gonçalves. 
No ano de 1880 a Viúva Maria Altina Ferreira Gonçalves requereu Medição Judicial da sua Sorte de Campo. Motivada por uma cerca de arame construída pelo Barão de Aceguá, o que gerou o Mapa do ano de 1880, desta Sorte de Campo que mostra entre outros locais o da atual Cidade de Aceguá.



                                Mapa da Sorte de Campo de Maria Altina Ferreira Gonçalves



No ano de 1908 José Luiz Vaz requereu a Demarcação Judicial dos campos que pertenciam a Antônio d'Avila e Silva, incluindo a parte de campo comprado do Barão de Aceguá. Para isso forneceu a seguinte Relação de Interessados e Confrontantes, que foi anexa ao Processo Nº788/A1908 - Bagé/RS:
                                                  INTERESSADOS;
  • Antônio d'Avila e Silva (filho) como pai e tutor nato de seus filhos menores de nome; Maria da Conceição d'Avila e Silva, Antônia Celinda d'Avila e Silva, Alfride d'Avila e Silva, Laura d'Avila e Silva, Acrizio d'Avila e Silva e José d'Avila e Silva.
  • Ladislau d'Avila e Silva já falecido, por quem representam seus filhos de nome: Francisco d'Avila e Silva e Cacilda d'Avila e Silva, menores impúberes.
  • Antero d'Avila e Silva
  • Herotilde d'Avila e Silva c/c João Antônio Moreira dos Santos
  • Francisco Moreira dos Santos
  • Antônio Manoel Alves Pereira
  • Zeferino Rezende, por si e como representante da sucessão de sua mulher Amélia Barcellos de Rezende.
  • Felicidade Ferreira de Moraes, representante da sucessão de seu marido Pedro Carlos de Moraes.
  • Manoel Carlos de Moraes
  • Adolpho Carlos de Moraes
  • Demétria dos Santos, como representante da sucessão de Raimundo Carlos de Moraes e Donata Bellos.
  • Sebastião Nogueira Picanço (Moraes)
  • Eleutério Nogueira Picanço (Moraes)
  • Idalina Nogueira Picanço (Moraes)
  • Procópio Nogueira Picanço (Moraes)
  • Vidal Nogueira Picanço (Moraes)
  • Desidério Nogueira Picanço (Moraes)
  • Luiz Nogueira Picanço (Moraes)
  • Carlos Moreira dos Santos, representando a sucessão de sua finada mulher Firmina Carlinda de Moraes.
  • Belarmino Leandro de Oliveira, por si e como representante da sucessão de sua finada mulher Honória de Vasconcellos.
  • Guilhermina Picaz de Farias, por si e como representante da sucessão de seu finado marido Joaquim Fagundes Picaz.
  • Maria Picaz, por si e como representante da sucessão de seu finado marido Enéas Teixeira Brasil.
  • Maria Altina Brasil, por si e como representante da sucessão de seu finado marido Manoel Teixeira Brasil.
  • Celina Teixeira Brasil.
Os menores impúberes de nome: Francisco Teixeira Brasil, Pedro Teixeira Brasil e Flora Teixeira Brasil.

  • Izabel Duarte, por si e como representante da sucessão de seu finado marido Joaquim Azevedo.
  • Calisto Barcellos
  • Júlio Cezar Lucas de Oliveira
  • Geraldino Lucas de Oliveira
  • Maria Lucas de Oliveira e seu marido João Theodoro Bernardes.
  • Josefa Correia e Silva, por si e pela sucessão de seu finado marido Bernardino Moreira dos Santos.
  • Otacílio d'Avila e Silva
  • Amélia Lucas de Oliveira e seu marido João Miguel Lucas de Oliveira.
  • Mathildes Lucas de Oliveira e seu marido José de Assis Lucas.
  • Rosalina Teixeira Brasil e seu marido.
  • Maria Manoela Teixeira Brasil e seu marido.
  • Claro Alves de Oliveira e sua mulher.
  • Geraldo Alves de Oliveira e sua mulher.
  • Anna Alves de Oliveira
  • Aníbal Brião
  • Joaquim Nunes Garcia
  • Florêncio Manoel Saraiva
  • Os sucessores dos finados Antônio Saraiva e sua mulher, cujos nomes e números se ignora.
  • Evarista Hortência Ferreira de Mello.
  • Manoel Hortêncio Moreira
  • Júlia Hortência Ferreira de Mello e seu marido.
  • Sebastiana de Mello, por si e pela sucessão de seu finado marido Eugênio de tal .
  • Eduardo Francisco (Faurtgué ?)
  • Marcos da Silva
  • Anna Júlia de Borba, por si e pela sucessão de seu finado marido (Garino ?).
  • Anarolino Fernandes e seus filhos cujo nome e números ignora.
  • Joanna Acosta
  • Joaquim Rodrigues
  • João de Deus Ferreira
  • Avelina Ibagaray
  • Anarolino Nunes, por si e pela sucessão de seus finados pais  Clementino Nunes e Maria José Nunes
  • Raymundo Alves de Oliveira
  • Francisco Maria dos Santos
  • Viriato Amélio dos Passos
  • José Ignácio Amélio dos Santos
  • Marcinda Amélia dos Passos      
                                       CONFRONTANTES;

  • Anna Thereza Vaz Nunes, por si e pela sucessão de seu finado marido Manoel Domingues Nunes.
  • Wenceslau Gomes Jardim
  • Constantino Lanes
  • Leão Magalhães, por si e pela sucessão de sua finada mulher Bernardina Vaz.
  • Serafim Macieira
  • Josefa Pereira Rodrigues, por si e pela sucessão de seu finado marido Felizardo Rodrigues.
  • Antônio José Vieira
  • Secundo Perez
  • Carlos Moreira dos Santos
  • Irineu Maidana
  • Franco Barcellos, por si e pela sucessão de sua finada mulher Maria Clara Vaz Barcellos. 

Obs. este Processo foi considerado descabido e sem efeito, muitos consideraram uma Armadilha do Regime Castilhista, para localizar pessoas consideradas inimigas.

                                                   Publicação no Jornal em Bagé

FONTES:
NOGUEIRA; Nerci - Livro nos Primórdios de Bagé e Arquivo Pessoal.
APERS - Medições de Bagé.





terça-feira, 15 de maio de 2012

ESTÂNCIA DO CERRO

Entre a Canhada da Carpintaria e o Banhado dos Cinco Salsos; do Rio Negro a Coxilha Grande; nos campos conhecidos como Canhada do Aceguá. Que João Antônio Martins comprou por volta de 1798, foi criada a Estância do Cerro.
Ainda não consegui saber qual o primeiro proprietário destas terras; se foi o Cabo de Cavalaria de Cerro Largo, de nome Francisco Baldez, ou Joaquim Soarez Fernandez, sogro de José Luiz Martins.

João Antônio Martins era casado com Maria Joaquina do Nascimento de quem teve os seguintes filhos:
 1) - Ricarda Maria Joaquina Martins - Casada duas vezes. Primeira núpcias com Manoel Ferreira Bicca e segunda núpcias com o Viúvo Inácio Pereira da Silva.
 2) - Ricardo Antônio Martins - Casado com Constantina Bandeira.
 3) - João Antônio Martins (filho) - Faleceu solteiro, porem teve uma filha de nome Regina Aveiro.
 4) - Domingos Martins - Casado com Faustina Lemes da Silva.
 5) - Maria Joaquina das Dores Martins - Casada com Carlos Silveira (de Moraes Ramos).
 6) - Genuína Martins - Casada com Américo Joaquim Barbosa.
 7) - José Luiz Martins - Casado com Maria Natividade Agustin  Fernandez.
 8) - Libindo Antônio Martins (pai) - Maria Joaquina Gonçalves.
 9) - Manoel Martins - casado com Inácia Martins.
10) - Ubalda Martins - Casada com Joaquim José da Silva.
11) - Ritta Martins - Casada com Juan Laureano de Aguiar.

Em 04 de Abril de 1853 os herdeiros de João Antônio Martins (pai), pediram medição e demarcação dos campos da Canhada do Aceguá, quando ainda fazia ele parte do Território do Estado Oriental do Uruguai.
Com a medição, demarcação e separação dos quinhões de cada herdeiro, Domingos Martins foi comprando estes quinhões e juntando ao seu, formou a Estância do Cerro.
Já no ano de 1886 os herdeiros do casal Domingos e Faustina mediram os campos desta Estância, a requerimento de:
  • Inácia Martins - Casada (com seu tio paterno)  Manoel Martins.
  • Domingos Martins Junior - Casado com Consolação Lemes dos Santos.
  • Joana Martins - Casada com Pedro Nicolau de Ornellas.
  • Vasco Martins - Casado com (sua prima irmã) Edelmira Martins (Gonçalves).
  • Maria Francisca Martins - Casada com João Maria Peixoto.
  • Balduino Saraiva - Casado com Faustina Alves Saraiva (neta,filha de Maria Joaquina Martins c/c Martinho Alves).
  • Belizário Sarmento - Casado com Maria Ignês  Alves Sarmento (neta, filha de Maria Joaquina Martins c/c Martinho Alves).
  • Libindo Martins - Casado com Amélia Silveira Martins.
  • Maria José Dias Alves - Casada que foi com José Martins Alves. 
A sede da Estância do Cerro foi construída entre as nascentes dos Banhados Lajeadinho e Dos Buracos de  Corujas, na margem esquerda do Banhado dos Cinco Salsos

                                      REFERENCIAS:
- NOGUEIRA; Nerci - Nos Primórdios de Bagé - Anotações de Registros Históricos (1753/1870).
- Medição dos Campos da Estância do Cerro/ Ano 1886 - Arquivo Público do Estado do Rio Grande do  Sul.
- Nerci  Nogueira - Arquivo Particular.

quinta-feira, 29 de março de 2012

FAZENDA SÃO JOSÉ

     Bagé ainda não existia, esta localidade era conhecida como Cabeceiras do Rio Negro, onde os espanhóis construíram um forte chamado de Santa Tecla. Durante a tomada deste Forte de Santa Tecla pelas forças portuguesas, o Alferes dos Dragões de Rio Pardo Agostinho de Borba, descobriu dois rincões de campos devolutos nas proximidades deste Forte. Deles toma posse e requer como sesmaria. Nas informações deste requerimento, o Comandante dos Dragões de Rio Pardo, Coronel Patrício Corrêa da Câmara, informa que estes rincões estão situados entre os últimos Galhos  Ycabaquã Chico (Camaquã Chico) e dentro da Guarda de São Sebastião e a maior distância do Forte Santa Tecla. Já o Major e Astrônomo do Real Corpo de Engenheiros, José de Saldanha, também informa que mediu estes rincões no ano de 1795 e que eles ficam imediatos a Guarda de São Sebastião. Em 5 de Maio de 1797, antes de receber a Carta de Sesmaria, o Alferes Agostinho de Borba vendeu estes ricões de campo a José Antônio Alves.
     José Antônio Alves que havia sido desapropriado de sua posse em Piratini e desistido do Rincão do Forte de Santa Tecla, recém conquistado na Guerra do ano de 1801. requer no ano de 1806 aqueles dois rincões comprados do Alferes, como sesmaria, obtendo a Carta de Sesmaria no ano de 1816. Os ditos dois rincões de campos foram batizados com o nome de Fazenda São José. que na medição do ano de 1797, estes campos da São José confrontava-se pelo norte com campos de Antonio Luiz dos Reis Fraga, pelo leste com Fernando Pereira Vieira, pelo sul com a Fronteira ou Raia de Portugal e pelo oeste com o Boqueirão que vem do Marco dos Continentes e  com a Guarda de São Sebastião. Já com a medição do ano de 1806, Portanto após a Guerra do ano de 1801, a Fazenda São José continuava com os mesmos limites, porém com novos lindeiros; tinha ao norte José Martins Coelho que comprou os campos que eram de Antonio Luiz dos Reis Fraga; tinha ao leste João Gonçalves Rodrigues que havia comprado os campos que pertenciam a Fernando Pereira Vieira; tinha ao sul a antiga linha divisória, fronteiras de 1750 e 1777 e tinha ao oeste o Capitão Pedro Fagundes de Oliveira, que havia tomado posse e requerido como sesmaria os campos da Guarda de São Sebastião.
     José Antonio Alves veio a se estabelecer com a sede de sua Fazenda São José nas nascentes do Arroio do Moinho, em cujo Arroio fundou o Primeiro Moinho D'Água de Bagé, inspirado em seu sogro o Chico da Azenha.
     José Antônio Alves (*1744 +1823) era natural de Santa Catarina filho de Francisco de Souza Alves e de Barbara de São Tomé (Ambos naturais da Ilha de São Jorge/Açores), casou com Maria Antônia da Pureza, sendo esta filha de  Francisco Antônio da Silveira (Chico da Azenha) e de Antônia Maria de Jesus (Ambos naturais dos Açores), José e Maria tiveram os seguintes filhos; 

  1. Joaquim José Alves c/c Jacintha Antônia de Menezes.
  2. Juliana Maria da Pureza c/c José Francisco Nogueira Picanço.
  3. Eleuthéria Maria da Pureza c/c Joaquim Antônio de Menezes (filho).
  4. Anna Maria da Pureza c/c José Manoel de Abreu.
  5. Antônio José Alves c/c Maria Joaquina de Menezes.

     Com o falecimento de José Antonio Alves no ano de 1823, Maria Antônia da Pureza passou a ser meieira dos bens desta Fazenda. Tendo ela falecida no ano de 1833, seus herdeiros não fizeram inventário das terras que cabiam a Maria Antônia da Pureza. Então o genro José Francisco Nogueira Picanço, que já havia se estabelecido nas terras desta Fazenda, notou que a área superficial da Fazenda era maior que a concedida por carta de sesmaria em 1816. Resolveu então pedir medição judicial desta área, resultando com isto verificar-se que a mesma excedia em 2.741 braças quadradas, além da área concedida. Com isso requereu estas sobras de campos a justiça de Piratini, então competente nesta região. Ocorrendo a Revolução Farroupilha e falecendo José Francisco Nogueira Picanço, durante esta Revolução, sua Viúva recebeu o Título de Doação destas sobras de campos, em 14 de Agosto de 1841. Concedida pela República Rio Grandense, que nesta data tinha como Capital a Capela Curada de São Sebastião de Bagé, e como Presidente Bento Gonçalves da Silva.
     Com a falta do Inventário da meieira Maria Antônia da Pureza, os herdeiros e seus descendentes foram vendendo seus direitos hereditários, surgindo então diversos proprietários, desmembrando toda a área da antiga Fazenda São José. Ocasionando com isso um processo judicial, que no ano de 1874 ocasionou uma medição e demarcação de toda a área de campo desta Fazenda. Porém, em grau de recurso, esta medição e demarcação foram anuladas. Dai em diante permaneceu indiviso os campos desta Fazenda.
Mapa em que localiza a Fazenda São José
     Os filhos de José Francisco Nogueira Picanço e a viúva meieira Juliana Maria da Pureza, acrescentaram as ditas sobras de campos, as partes herdas como legitimas dos avós. formando uma nova estância onde hoje é o Rincão chamado de Olhos d'Água (Não confundir com o Distrito de Olhos d'Água).
     José Francisco Nogueira Picanço natural do Rio de Janeiro, faleceu em Pelotas no ano de 1839, filho de Francisco Xavier Picanço (*Ilha 3ª) e de Caetana Clara de Bittencourt (*Ilha 3ª), casado com Juliana Maria da Pureza com quem teve os seguintes filhos:

  1. Augusto José Nogueira (*1797/Piratini) c/c Eufrázia Perpétua Braga.
  2. Albano Nogueira Picanço (*1802/Canguçu) c/c Luíza Gomes Jardim.
  3. Constância Nogueira Picanço (*1806/Canguçu) c/c Antônio Francisco da Costa e Silva 
  4. Felicíssimo Alves Nogueira c/c Clara Joaquina Gomes.
  5. Leocádia Clara Nogueira (*1808/Canguçu) c/c Felisberto Gomes Jardim.
  6. Libânia Nogueira Picanço (*1811) c/c Israel Rodrigues Jardim.
  7. Inácia Joaquina Nogueira (*1813) c/c Manoel Pereira da Silva.
  8. Áurea Alves Nogueira.
  9. Eleutéria Nogueira Picanço c/c Zeferino Gomes Jardim. 






F O N T E S:

- NOGUEIRA, Nerci - Nos Primórdios de Bagé - Anotações de Registros Históricos (1753-1870).
- MEDIÇÃO DE CAMPO, ANO 1874, BAGÉ - APERS.
- CARTAS DE SESMARIAS - APERS.
- REQUERIMENTOS DE SESMARIA - ARQV. HISTÓRICO DO RIO GRANDE DO SUL.



Meu endereço: nercinogueira@gmail.com

terça-feira, 20 de março de 2012

Segundo Vigil

Segundo Vígil era um espanhol que se radicou por volta do ano de 1860 nas nascentes do Pantano Grande (Distrito dos Olhos d'Água), nas terras da Fazenda do Quebracho, que pertencia aos herdeiros de Angélica Gomes Jardim.
 Apos volumoso Processo Judicial datado de Maio de 1968 ,contra os outros compradores desta Fazenda, venceu ação, e construiu sua fazenda nas proximidades do Passo do Banhado Grande.
Segundo Vígil nasceu no ano de 1824, na Espanha. Era casado com a brasileira Anna Maria Teixeira com quem teve os seguintes filhos:
- Angelo Epiphanio Vígil  c/c  Izalina Lobo Vígil.
-Segundo Cândido Vígil  c/c  Maria Tarcira França.
- Ignácio Brígido Vígil  c/c  Carlota Nogueira Picanço.
- José Luiz Vígil.
-Maria Joaquina Vígil.
- Pompílio Vígil.
- Pedro Cândido Vígil.
-Saturnino Vígil.
-Anna Amália.Vígil.
- Leovigildo Vígil.
Segundo Vígil veio a falecer de bronquite cronica em 29 de Junho de 1900, já Viúvo. Foi sepultado no Cemitério Próximo ao Passo do Banhado Grande, sendo um dos primeiros sepultamento deste cemitério que existe até hoje.


F O N T E  
Nogueira; Nerci
Arquivo Olhos d'Água.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

ESTÂNCIA DO PARAÍSO

     A Estância do Paraíso localiza-se no Distrito dos Olhos d'Água, entre os Arroios do Banhado Grande e do Tigre. A história desta Estância começa por volta do ano de 1780, como terras devolutas que o Brigadeiro Comandante do Continente de São Pedro reservou para invernada.
Nela viveram três ramos de famílias distintas:
     O primeiro foi a do Capitão Fernando Pereira Vieira, que requereu sua concessão como sesmaria, recebendo esta no ano de 1793. Fundando nestas terras a Fazenda São Fernando da Bocaina (Primeiro nome da Estância do Paraíso). Cujos limites eram: a Bocaina e os Arroios do Banhado Grande e Tigre. O Capitão Fernando era casado com Maria Branca Pereira, com quem teve os filhos: José, João, Josefa, Tereza, Custódia, Maria e Izabel.

     O segundo foi o Capitão João Gonçalves Rodrigues, que à arrematou em praça pública no ano de 1813, e requereu carta de sesmaria. Obtendo esta no ano de 1814. Sendo nesta época divididas em duas estâncias; a do Paraíso (nome dado por Angélica Gomes Jardim) e São João (Rincão dos Gomes) do Cabo Luiz Gomes Jardim. O Capitão Rodrigues era casado com Angélica Gomes Jardim, com quem teve os filhos: Maria, Manoel Gonçalves Rodrigues, Ritta, Senhorinha, Bernardina, João, Carlota, Frederico e José Gonçalves Rodrigues. O Cabo Luiz Gomes Jardim era casado com Maria Joaquina Rodrigues, com quem teve os filhos; Felisberto Gomes Jardim casado com Leocádia Clara Nogueira, Luiz Gomes Jardim (filho) e Luiza Gomes Nogueira casada com Albano Nogueira Picanço.
Estância do Paraíso antes de ano de 1913.
      O terceiro foi o Tenente Coronel Maragato Tomaz Mércio Pereira, que as comprou aos herdeiros do Capitão Rodrigues, durante e após a Revolução Federalista de 1893, e manteve o nome Paraíso. Tomaz Mércio Pereira (*1852/Bagé/+1916 Estância do Paraíso) era filho do Brigadeiro Camilo Mércio Pereira e de Ana dos Santos Jardim, casado com Cândida Olinda de Freitas (*1855/UY), Margarida Silva e outra que ainda não encontrei o nome. É pai de: Camilo de Freitas Mércio, Favorino de Freitas Mércio, Heitor de Freitas Mércio, Gratulino Mércio Pereira, Ana Mércio Pereira, Ernestina Silva Mércio, Ida (faleceu criança), Aniceto Silva Mércio e Maria Delfina Silva Mércio. Seu filho Favorino de Freitas Mércio (o Tata) herdou parte da Estancia do Paraíso onde ficava a sede desta Estância. Aos poucos foi comprando campos dos herdeiros da Fazenda São José, que pertencia aos Nogueiras Picanço. Nestes campos sua filha Margarida Bretas Mércio fundou a Estância Rincão do Tata.
Favorino de Freitas Mércio era Médico, casado com Margarida Bretas, pais de: Favorino Tomaz Bretas Mércio (mércinho), e Margarida Bretas Mércio.

Tomaz Mércio Pereira (*1852/+1916)

   Fonte de Consulta:
- Nos Primórdios de Bagé - Nerci Nogueira.
- APERS.
- Testamento nº 146, fl. 130v, Liv. 573 - Rio Pardo.
- Livros de Reg. de Sesmarias.
- Livros de Reg. de Compra e Venda de Imóveis - Bagé/RS.
- Famílias Primeiras de Bagé - Carlos Rheingantz.